Indústria alemã precisa recuperar credibilidade e confiança

Angela Merkel, chanceler alemã, disse que a indústria automotiva do país precisa recuperar a credibilidade e a confiança o quanto antes, pois foram manchadas pelas fraudes nas emissões. O pronunciamento ocorreu durante a abertura do Salão de Frankurt, dia 14.

 

“Algumas empresas do setor automotivo se aproveitaram de lacunas na legislação. Isso não casou danos apenas para as fabricantes, mas principalmente aos consumidores e autoridades”, disse a chanceler, enfatizando que essas empresas são minoria, mas destruíram grande parte da confiança no setor.

 

Vale lembrar que há dois anos, após a abertura do último Salão de Frankfurt, a Volkswagen foi forçada a reconhecer as fraudes nas emissões, que fragilizaram o mercado alemão.

 

A chefe de governo também destacou que a intenção é reduzir em 80% as emissões de gases de efeito estufa até 2050 e seguir investindo na digitalização e na condução autônoma, que serão responsáveis por um trânsito mais seguro e ecológico.

 

Além disso, Merkel espera que as fabricantes invistam em motores a combustão e elétricos, para impulsionar o crescimento do último, aumentando os pontos de recarga e para que seja possível evitar a proibição na circulação de veículos diesel antigos.

 

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Volvo mostra carros adaptados

Durante o Mobility & Show São Paulo, evento com exposição de veículos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, que começa nesta sexta-feira, 15, a Volvo mostrará alguns modelos especiais.

 

O XC90 D5, com motor diesel, o sedã S60 e o novo XC60 estarão disponíveis para test-drive para pessoas com algum tipo de deficiência. Os modelos foram adaptados pela Cavenaghi, empresa especializada neste tipo de serviço.

 

A fabricante também destacará o programa Volvo For All, que isenta de impostos a compra de veículos por pessoas com deficiência, sendo a primeira marca autorizada a vender carros importado nesta condição.

 

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Honda Fit tem novo visual e mais equipamentos de segurança

Um dos modelos mais importantes da Honda o Fit passou por reformulação estética e por banho de equipamentos para a sua versão 2018. As alterações de meia vida deixaram o visual mais moderno, o consumidor mais seguro e os preços – ah!, os preços ficaram um pouco mais salgados: à exceção da versão de entrada, DX, com câmbio manual, que parte de R$ 57,8 mil e vende pouco, todas as outras tiveram reajustes para cima.

 

Mas o consumidor ganha uma série de benefícios, como o sistema VSA, Vehicle Stability Assist, que reúne a sopa de letrinhas ABS, EBD ou distribuição de frenagem, BA ou assistência de frenagem e MA-EPS, que auxilia o motorista no controle da direção em situações de baixa aderência ou em curvas. Além disso, o que já não é pouco, o Fit passa a contar de série, e em todas as versões, com o auxílio de partida em aclive e com alerta de frenagem de emergência.

 

O visual ficou moderno e harmonioso com novos conjuntos de faróis e lanternas e uma nova grade frontal, tudo conversando muito bem do ponto de vista estético. Destaque para as luzes de led diurnas, novidade no modelo. Na versão topo da linha, EXL, todo o sistema de iluminação dianteiro está integrado aos faróis full led.

A traseira foi dotada de novo formato do pára-choque, mais saliente, para proteger a tampa de amassados – uma reclamação recorrente dos clientes do Fit –, e as lanternas adotaram as lâmpadas led. Mais uma vez o visual ficou harmonioso e diferente.

Mesmo que todas as versões venham de série com ar-condicionado, direção elétrica, dentre outros itens comuns no segmento, apenas o feliz comprador da versão EXL terá o que a Honda oferece de melhor no Fit: uma central multimídia com tela de 7 polegadas sensível ao toque com navegador e conectividade dos smartphones pelos sistemas Apple CarPlay e Android Auto.

 

Além disso as versões EX e EXL trazem como novidade o sistema de ar condicionado digital automático, com painel touchscreen para regulagem de temperatura e intensidade.

 

Não há novidades na motorização do Fit 2018: continua o motor 1.5 i-VTEC FlexOne, com controle variável e sincronização e abertura de válvulas de 116 cv com etanol e 115 cv consumindo gasolina.

 

As vendas começam ainda este mês e o consumidor pagará R$ 68,7 mil na versão Personal – opção para clientes que se beneficiam de alguma isenção fiscal –, R$ 70,1 mil para a versão LX, R$ 75,6 mil no Fit EX e R$ 80,9 mil na EXL, todas equipadas com transmissão CVT. O aumento de preço dessas versões ficou de 2,4% a 8,7% na comparação com as mesmas opções vendidas até agora.

E um pormenor: esses preços valem apenas para uma opção de cor, a Branco Tafetá, sólida. Para pinturas metálicas o cliente terá que desembolsar mais R$ 900, e mais R$ 1 mil 290 para cores especiais.

 

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De olho na Scania Cummins nacionaliza turbo

A CTT, Cummins Turbo Technologies anunciou na quinta-feira, 14, o início da produção de seus turbocompressores Holset Heavy Duty para motores a diesel. O produto se junta às gamas light e mid, no mercado desde 2009, principalmente para caminhões Ford e Volkswagen. A nova linha, que começa a operar em definitivo em fevereiro, será destinada inicialmente para os motores de 13 litros da Scania, DLC5 e DLC6.

  

A Scania tem importado essas turbinas da marca Holset da Inglaterra e da China.

 

De acordo com o gerente de vendas da CTT, Jonatan Melo, “diante da nacionalização exigida pelo Finame a Scania precisa aumentar a localização de sua produção. A produção nacional, então, foi um requerimento Scania”. Disse, também, que a produção nacional torna a Scania menos exposta às variações do dólar e reduz os riscos de estoque.

 

 A capacidade da nova linha é de 44 mil unidades/ano, elevando em 40% a produção da planta de Guarulhos, SP, contou o gerente de manufatura Pedro Pellegrini: “Se houver demanda podemos produzir oito turbos heavy duty por hora”.

  

Volvo e Iveco são clientes potenciais da nova turbina, que equipa motores com capacidade de 9 a 16 litros.

  

O investimento para a ampliação da fábrica foi de US$ 600 mil. Apesar de não se enquadrar plenamente no conceito de indústria 4.0 a automação adotada exige apenas dois funcionários na linha e tende a proporcionar índice zero de defeito, observou Diego Henrique Pedroza, engenheiro de manufatura da CTT:

 

 “São diversos os controles de prevenção e detecção. A nova linha conta com câmaras, QR code em todos os processos e um banco de dados armazenados em servidor virtua”.

 

CRESCIMENTO – A Cummins aposta na retomada gradual do mercado, garantiu Melo:

  

“De 2017 a 2020 as vendas de caminhões e ônibus devem crescer 12%. Está longe dos 40% que perdemos nos últimos anos, mas é um começo”.

 

No mercado de after market a empresa já verificou expansão de 15% de julho a setembro, contou Ellen Costa, líder de vendas de after market para a América Latina: “Parte da frota que estava ociosa começou a sair da garagem”.

 

Esse respiro fez com que a CTT planejasse horas extras de trabalhos em dois fins de semana de setembro. No entanto não há projeção de contratações: desde o início mais graúdo da crise a empresa, que hoje conta com 1,1 mil funcionários, demitiu coisa de quinhentos.

 

A esperada retomada na produção traz à CTT uma preocupação com sua rede de fornecedores, observou Ellen Costa: “Não sabemos se eles serão capazes de atender nossa à nossa demanda. Por isso não fecho as portas para fornecedores de fora”.

 

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Novo furgão Peugeot será lançado na Fenatran

A Peugeot lançará na Fenatran, em outubro, o Expert, furgão para o transporte de cargas, mais uma opção no segmento de comerciais leves, junto com a Partner.

 

O furgão é produzido na mesma plataforma que o Peugeot 3008, SUV mais moderno da empresa. O Expert usará motor Blue HDI 1.6 de 115 cv potência, movido a diesel, com autonomia de 1 mil quilômetros, segundo a Peugeot. A capacidade de carga útil será de 1,5 mil quilos. Internamente, o banco é para três ocupantes.

 

O lançamento faz parte de planejamento da Peugeot no segmento de comerciais leves, tanto no Brasil quanto na América Latina, que também conta com o Centro Profissional Peugeot, concessionária especializada em atendimento comercial e de pós-vendas para este tipo de veículo.

Ford mostra Ranger Raptor camuflada

A Ford divulgou as primeiras imagens da Ranger Raptor, versão fora de estrada, que será vendida no mercado Asiático a partir de 2018. Seu visual foi inspirado em modelos de competição.

 

A picape fará parte do Ford Performance, divisão responsável por produzir carros e picapes de alto desempenho. O público alvo da Ranger Raptor é formado por “pessoas que gostam de adrenalina”, segundo a fabricante.

 

Informações sobre motor e versões não foram reveladas.

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Condições de financiamentos não agradam todos os segmentos

Todos os segmentos do setor automotivo têm mostrado números melhores mês a mês e até no acumulado do ano já é sentida a recuperação com relação ao ano passado. Com isso deveriam melhorar os financiamentos e a liberação de crédito para consumidores pessoas físicas e para empresas, visando a mais vendas, maior produção e padrão de exportações. Mas não é esse o cenário encontrado em todos os segmentos da indústria. 

 

A melhora nos números e índices do setor automotivo vem acompanhada de vários outros fatores, como a queda da inadimplência, física e jurídica, o aumento no índice de confiança do consumidor, a queda na taxa básica de juros, a sempre aguardada super safra. Isso tudo justificaria algumas liberdades na área do crédito.  Mas qual é a realidade prática?

 

No caso dos automóveis, por exemplo, as notícias são boas: segundo a Anef [Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras] a previsão de liberação de recursos para financiamentos de automóveis, este ano foram revisadas:

 

“Nossa expectativa era a de que o volume de recursos liberados aumentasse 5,5% este ano mas, com as melhorias do mercado, revisamos este crescimento para 10,2%. O valor liberado chegará a R$ 90 bilhões”, disse o presidente da entidade, Luiz Montenegro. “Esperamos que o último trimestre, e 2018, sigam com crescimento acentuado, até porque existe demanda reprimida e o momento para compra melhorou.”

 

O mercado ainda pode esperar boas notícias para o ano que vem, ele acredita: “A liquidez é alta e adequada para o volume de crescimento esperado para os próximos anos. Ou seja, os recursos financeiros que estarão disponíveis nos próximos anos serão suficientes para atender  demanda de crescimento”.

 

O segmento de máquinas agrícolas também tem um bom cenário, com boas notícias, mesmo dependendo de financiamentos oferecidos por programas ligados ao BNDES:

 

“Estamos no caminho da retomada. O plano Safra 2017/2018, em vigor desde julho, reduziu o prazo de pagamento do Moderfrota e do Pronamp para sete anos, um a menos do que o anterior, mas esse mudança não tem impacto sobre o produtor, que ao comprar um equipamento já calcula o valor total e final de seu investimento e o juro menor compensa o novo prazo”, notou Alexandre Garcia, que atua na área comercial do banco CNH Industrial. “Os programas de financiamentos oferecidos pelo BNDES ao segmento, Finame, Moderfrota e Pronamp, são bastante atrativos pelos baixos juros praticados e devem seguir dentro das regras que estão sendo praticadas desde o último Plano Safra.”

 

Somadas as condições de financiamentos que agradam ao setor outros fatores influenciaram a retomada do crescimento: “No ano passado a crise foi macroeconômica e política e, com isso, houve insegurança para investir em maquinário. Após o anúncio do Plano Safra 2017/2018 a confirmação da super safra, aliada à necessidade de renovar os equipamentos, à proximidade de nova safra e à reação da indústria ajudaram a estimular o investimento”.

 

Algumas facilitações para os produtores são realizadas pelos bancos das fabricantes, como o da CNH Industrial, que em agosto, durante a Exporinter, tornou flexível, por tempo limitado, o financiamento de até 100% do valor para pessoas físicas e jurídicas que se enquadram no Pronamp. Para quem não se enquadra o banco também oferece linhas como o Finame TJPL e CDC, ambos com boas condições.

 

Mas, mesmo com a recuperação nos emplacamentos de caminhões, que em janeiro caíram 33,3% e 11,1% em agosto, e o crescimento da produção as condições de financiamento e de liberação de crédito não devem mudar tão cedo e podem até piorar a médio e longo prazo.

 

De acordo com Orlando Merluzzi, presidente da MA8 Consultoria “os números apresentados pela indústria não serão suficientes para melhorar as condições de financiamento e aumentar a liberação de crédito. A curto prazo teremos uma recuperação do mercado, mas não será reflexo de financiamentos mais flexíveis e mais crédito e, sim de uma demanda reprimida que havia no mercado”.

 

A redução da perda nos emplacamentos está sendo influenciada por outros fatores: “Alguns empresários represaram os investimentos e renovações de frota e estão há tempos sem comprar caminhões. Agora, sentem o mercado mais estável e estão trocando por necessidade. Não existe um movimento de expansão de frota, mas de renovação”.

 

Enquanto o cenário dos financiamentos para carros e máquinas agrícolas em 2018 é bom os para caminhões não é animador: “Atualmente 70% dos financiamentos são realizados pelo Finame, porém o modo de operar do BNDES deve mudar a médio prazo, voltando a liberar crédito apenas a segmentos que estão diretamente ligados à geração de empregos, como agronegócio e operações industriais. Por isso acredito que o segmento precisa encontrar alternativas para os financiamentos­­­­ e não ser tão dependente do Finame”.

 

O consultor também acredita que alguns fatores trarão incertezas para o segmento de caminhões a curto prazo: “Teremos eleições no ano que vem e esse é um fato que criará impacto no setor de caminhões. Qualquer mudança radical, independente de quem assuma a Presidência, nos afetará. Verdadeira curva de retomada poderá começar após as eleições, quando recebermos um sinal claro do que acontecerá nos próximos anos”.

Foto: Fotos Públicas/Marcos Santos – Usp

Scania vende 173 caminhões para mineração

A Scania fechou os primeiros contratos de venda da linha nova de caminhões para mineração produzidos em São Bernardo do Campo, SP. Desde o lançamento da linha Heavy Tipper, realizado no fim de agosto, até a quinta-feira, 14, vendeu 173 unidades para mineradoras — no Brasil e na Índia. Segundo Fabrício Vieira de Paula, gerente de mineração da companhia, a meta comercial até dezembro é a venda de trezentas unidades. Para o ano que vem a expectativa é vender até quinhentas.

 Para o executivo o setor, no Brasil, está passando por processo de renovação de frota: “Fechamos um contrato de 28 unidades no dia do lançamento. O modelo gerou interesse em clientes de todos os portes que precisam renovar a frota, um movimento que ganha força agora no segundo semestre”.

 

Os veículos foram vendidos, em sua maioria, por meio de linhas de crédito de bancos de varejo, com recursos próprios das empresas e por meio do Banco Scania em poucos casos.

 

Das 173 unidades já vendidas 73 serão destinados a mineradoras localizadas no Brasil. As cem restantes integram pacote vendido a mineradora indiana, e serão entregues até dezembro. De acordo com Vieira de Paula esse cliente tem a segunda maior frota de mineração composta por caminhões Scania. No mundo o maior cliente, no segmento, é a mineradora Vale.

 

A gama Heavy Tipper, como é chamada a linha de caminhões para mineração, é composta pelos modelos G 480 e P 440, ambos equipados com motor de 13 litros com 480 cv. Essa linha foi lançada globalmente no Brasil após seis anos de desenvolvimento e testes na Suécia, onde fica a matriz Scania.

 

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Vendas recordes no Chile

As vendas de automóveis leves no mercado do Chile bateram recorde em agosto: 35 mil 354 unidades, sendo o melhor agosto da história e o melhor mês desde dezembro de 2013, segundo os dados da Anac, a Anfavea chilena. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve crescimento de 44%, e o acumulado do ano registra o emplacamento de 226 mil 109 unidades, aumento de 20,8% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

Com esse resultado a Anac revisou sua projeção de vendas em 2017 para 350 mil veículos — a anterior não ultrapassava 330 mil. Segundo a entidade três fatores justificam esse desempenho: mercado competitivo, com sessenta marcas e mais de 450 modelos, diversificação e aumento do crédito e taxa de câmbio favorável, que favoreceram a competividade dos preços.

 

No ranking por marcas a Nissan é a líder pelo segundo mês consecutivo, com 3 mil 463 carros vendidos, seguida por Chevrolet, com 3 mil 376 unidades, e por Hyundai com, 3 mil 279.

 

No acumulado do ano a liderança é da Chevrolet, com 21 mil 486 carros vendidos.

 

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Novo crossover da Volkswagen, T-Roc, é lançado em Frankfurt

O T-Roc, novo crossover da Volkswagen, é uma das estrelas do Salão de Frankfurt.  O porte é de um SUV, mas a segundo a fabricante, o modelo terá características de um hatch.

 

O novo modelo será produzido na plataforma MQB, equipado com motores turbos, com potências de 115 cv a 190 cv, sendo que a versão topo de linha terá tração integral e câmbio DSG de sete marchas. Equipamentos como Front Assist, que monitora o tráfego à frente e pode evitar possíveis acidentes e Lane Assist, que reconhece as faixas e mantém o carro na trajetória correta, serão de série.

 

Na Alemanha, o modelo ficará posicionado na faixa dos € 20 mil, com pré-venda programada para setembro e lançamento em novembro. Segundo informações extra-oficiais, o modelo não virá para o Brasil, por ter tamanho muito próximo ao do T-Cross e já está confirmado.

 

“Nós achamos que ao longo dos próximos dez anos, o volume de vendas global desses SUVs compactos irá crescer das atuais 6,4 milhões para perto de 10,6 milhões de unidades por ano”, disse Jürgen Stackmann, membro do board Volkswagen responsável por vendas, marketing e pós-vendas,.

 

Aproveitando a alta do segmento de SUVs em muitos países, a Volkswagen também lançará no final do ano a nova geração do Touareg e o I.D. CROZZ, primeiro SUV elétrico da fabricante, sem data confirmada para chegar ao mercado.

 

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