Viação Motta renova frota com Marcopolo

A Viação Motta, de Fortaleza, CE, renovará sua frota de veículos com a compra de vinte ônibus encarroçados pela Marcopolo. Os veículos, modelos Paradiso 1600 Low Driver e Paradiso 1800 Double Decker, com dois pisos, serão utilizados na rota Fortaleza — São Paulo, em distância superior a 3 mil quilômetros em viagens de 38 horas.

 

Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais e marketing da Marcopolo, o foco é oferecer mais benefícios para os passageiros: “O modelo Paradiso apresenta importantes diferenciais de comodidade, segurança e conforto. Essas características foram fundamentais para a escolha dos veículos, que oferecem maior robustez e facilidade de manutenção”.

 

As doze unidades do Paradiso 1600 LD possuem 44 poltronas semileito com descansa pernas. Os oito Paradiso 1800 DD têm capacidade para transportar 56 passageiros, sendo 44 em poltronas semileito com descansa pernas no piso superior e doze do tipo leito no piso inferior.

 

Todos os veículos possuem chassi Mercedes-Benz 0500 RSD e contam com geladeira, bebedouro, sistema de ar-condicionado com saídas individuais e preparação para equipamentos audiovisuais e eletrônicos.

 

Foto: Divulgação. 

Testes de colisão lateral para carros serão obrigatórios. Em dois anos.

O Contran, Conselho Nacional de Trânsito, publicou no Diário Oficial da União da segunda-feira, 22, resolução — a 721 — que considera a necessidade de criar critérios biomecânicos de segurança para os ocupantes dos veículos de passageiro em caso de impactos laterais. As fabricantes terão que atender às novas exigências a partir de 2020, mas isso valerá apenas para os projetos de novos veículos e, em 2023, para carros, caminhonetes e utilitários esportivos. Os novos projetos são aqueles que o Contran não tiver liberado até 2020.

 

Segundo a resolução é necessário aperfeiçoar e atualizar os requisitos de segurança para os veículos nacionais e importados em função das mais recentes tecnologias disponíveis.

 

Os testes que aferirão a resistência dos futuros veículos contra impactos laterais devem atender a uma série de requisitos que estão na resolução do Contran. Uma delas, por exemplo, é o limite para o movimento de reação da cabeça, do estômago e do peito.

 

No caso das portas elas não podem abrir na hora da colisão e, após o impacto, têm que abrir sem o uso de ferramentas. Com relação ao interior nenhuma parte pode ficar em posição que possa perfurar ou ocasionar algum tipo de lesão aos ocupantes.

 

Foto: Divulgação.

Randon inaugura fábrica de Araraquara em março

A Randon, de Caxias do Sul, RS, confirmou que sua nova unidade, estabelecida em Araraquara, SP, será inaugurada em 28 de março. A fábrica foi anunciada em 2014, com investimento de R$ 100 milhões, mas o encerramento das obras e sua inauguração foram adiados por causa da crise do setor. Com a recuperação do mercado a nova unidade, de 25 mil m², começará a operar produzindo semirreboques e canavieiros, e também vagões ferroviários ao longo do ano. A capacidade produtiva não foi revelada.

 

Em 2014 a Randon divulgou que seriam gerados 2 mil empregos em Araraquara, mas não confirmou sua projeção. Há a especulação de que esse volume caiu, com 63 funcionários contratados até agora, e que a previsão é chegar a 150 até o fim do ano e com a equipe crescendo gradativamente conforme a demanda do mercado. O Sindicato dos Metalúrgicos de Araraquara não confirmou a informação até o instante de nosso fechamento. 

 

Com duas fábricas no Sul do País, em Caxias do Sul e Chapecó, SC, a empresa optou pela região de Araraquara por causa da localização estratégica, que tornará mais ágeis os atendimentos por causa de estrutura rodoferroviária, o que reduzirá os seus custos com logística.

 

*Com a colaboração de Roberto Hunoff.

 

Foto: Divulgação.

 

Montadoras triplicam envio de lucro às matrizes

As fabricantes de veículos instaladas no País triplicaram o envio de lucros e dividendos para as suas matrizes, segundo dados divulgados na sexta-feira, 26, pelo Banco Central. Foram R$ 232 milhões enviados em 2017, quase três vezes mais do que os R$ 86 milhões de 2016. É a primeira vez em quatro anos que cresce esse tipo de recurso.

 

Esse valor ainda está aquém dos R$ 3 bilhões 290 milhões enviados em 2013, resultado obtido por meio das vendas em alta e instalação de novas fábricas no País, como as de Nissan, Hyundai e Chery.

 

O crescimento verificado em 2017 mostra um mercado interno em recuperação aliado a um processo de exportações executado com sucesso pelas empresas no ano passado, com registro de cifras recorde para o setorial.

 

Com a chegada de novos modelos e a manutenção de alguns indicadores econômicos – como juros e desemprego em queda – a tendência é a de que em 2018 as empresas continuem mandando mais dinheiro para as matrizes. O cenário é favorável, de acordo com a Anfavea: deverá haver, este ano, alta de 11,8% nas vendas internas, de 13,2% na produção e de 5% para as exportações.

 

Foto: Divulgação.

Confiança da indústria mostra estabilidade

O ICI, Índice de Confiança da Indústria, registrou estabilidade em janeiro, segundo levantamento da FGV, Fundação Getúlio Vargas. O indicador divulgado mensalmente marcou 99,4 pontos, sem alteração com relação ao mês anterior, quando registrara o maior nível desde janeiro de 2014. Mesmo com a estabilidade da confiança industrial doze dos dezenove segmentos avaliados apresentaram avanço. O ISA, Índice da Situação Atual, subiu 2,4 pontos, para 100,9 pontos, o maior desde setembro de 2013, quando tinha 102,4 pontos.

 

O IE, Índice de Expectativas, registrou queda, de 2,4 pontos, chegando a 98 pontos, retornando ao mesmo nível de novembro. A melhora na percepção sobre os estoques foi o principal fator a contribuir para a evolução do ISA em janeiro. A parcela de empresas que avalia o nível de estoques como insuficiente saiu de 5,6% para 5,4% do total, mas a parcela das que o consideram excessivo caiu em maior proporção, de 9,1% para 8% do total.

 

A principal contribuição para a queda do IE no mês foi das expectativas com relação à evolução do total de pessoal ocupado nos três meses seguintes. Houve queda da proporção de empresas que projetaram aumento no volume de funcionários, de 19% para 17,8% do total, e diminuição da proporção das que esperam redução, de 12,5% para 12,3% do total.

 

Assim como ocorreu com o ICI o Nuci, Nível de Utilização da Capacidade Instalada, ficou estável de dezembro para janeiro, em 74,7%, o maior desde dezembro de 2015.

 

De acordo com Tabi Thuler Santos, coordenadora do estudo, a estabilidade do ICI em janeiro resulta de movimentos de melhora das avaliações do setor sobre a situação atual, piora das expectativas e estabilidade do nível de utilização da capacidade instalada:

 

“Essa combinação mostra que, apesar da evolução favorável dos meses anteriores, o ainda elevado grau de incerteza econômica torna o setor inseguro quanto à velocidade de recuperação da economia nos próximos meses”.

 

Foto: Divulgação.

Alibaba e Foxconn investem US$ 350 milhões na Xiaopeng

A gigante do comércio eletrônico Alibaba e a produtora de componentes eletrônicos Foxconn anunciaram investimento conjunto de US$ 350 milhões na fabricante de automóveis elétricos Xiaopeng Motors, que atua na China e é conhecida no mercado como “a Tesla chinesa”.

 

O aporte marca o, aparentemente, último movimento da Alibaba na indústria automotiva, pois a empresa tem em seus planos para os próximos anos apostar na diversificação de receitas. Recentemente desenvolveu seu próprio sistema operacional para funcionar em veículos.

 

A Xiaopeng, uma startup que conta com outros investidores além da Foxconn e da Alibaba, é uma empresa que se esforça para promover as novas tecnologias de motorização no setor de automóveis. A empresa espera iniciar as vendas do seu primeiro modelo ainda este ano.

 

Foto: Divulgação.

Argentina aperta cerco às importações brasileiras acima do limite

O governo argentino decidirá a partir da segunda-feira, 29, como será o cálculo que definirá quanto cada montadora que extrapolou as cotas de importação de veículos entre junho de 2016 e 2017 deve pagar ao estado.

 

Desde junho do ano passado está em vigência no país vizinho resolução que determina o pagamento de caução para garantir o cumprimento da exigência.

 

“Não é uma multa, mas um seguro que deve ser contratado pelas fabricantes de forma preventiva. E só se aplicará às empresas que ultrapassaram a flex de 1,5 nas importações do Brasil”, teria dito uma fonte do governo às agências internacionais.

 

O que está em discussão é o coeficiente do intercâmbio comercial, o flex, fórmula acordada com o Brasil que tem vigência de cinco anos e estabelece que para cada US$ 1 que a Argentina exporta ao mercado brasileiro em veículos e autopeças ela pode importar US$ 1,50 livre de imposto.

 

Segundo o Observatório de Políticas Públicas da Undav, Universidade Federal de Avellaneda, a dívida das empresas, em maio, era de US$ 600 milhões, valor que, hoje, é maior por causa do fluxo cambial e do volume de compras que superaram 52 mil veículos.

 

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo e os embarques seguem aumentando em função da alta demanda argentina. Os licenciamentos no país alcançaram 883 mil 802 unidades em 2016, entre veículos nacionais e importados.

 

Segundo dados do MDIC, o Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, as exportações de veículos brasileiros à Argentina cresceu 43% ano passado na comparação com 2016.

 

Foto: Divulgação.

Receita da FCA na América Latina cresce 29%

A receita da FCA na América Latina apresentou aumento de 29% em 2017, chegando a € 8 bilhões no período. De acordo com balanço divulgado pela companhia na quinta-feira, 25, a região representa o terceiro principal mercado do grupo no mundo, atrás apenas da América do Norte e Europa, onde possui oferta com um maior número de modelos de veículos.

 

Segundo a fabricante, o lucro na região foi de € 151 milhões em função das vendas no Brasil e Argentina. Ano passado, o Jeep Compass, produzido na fábrica de Goiana, PE, foi o veículo mais vendido do País na concorrida categoria de SUV. Até dezembro, apontam dados da Fenabrave, foram vendidas 49 mil 187 unidades do modelo, 75 unidades mais que o então líder do segmento, o Honda HR-V.

 

A empresa também teve desempenho comercial positivo nas vendas da picape Fiat Toro, também produzido na fábrica de Pernambuco, modelo que, de acordo com a FCA, é um dos mais exportados. Ano passado, foram emplacadas 50 mil 723 unidades do veículo.

 

A FCA encerrou 2017 com o melhor resultado em exportações de veículos de sua história. A empresa embarcou desde o Brasil mais de 145 mil veículos, 55% mais que em 2016. Os principais mercados de destino foram Argentina, México, Chile e outros países latino-americanos. Os modelos mais vendidos foram o Fiat Mobi, 29 mil unidades. Strada, 22,6 mil. Jeep Renegade, 19 mil. Fiat Toro, 17 mil. Fiorino, 15,7 mil unidades.

 

O lucro na América Latina só não foi maior, aponta o balanço, porque no Brasil houve uma baixa contábil de € 453 milhões “devido ao aumento da incerteza política no Brasil, assim como uma recuperação mais lenta da economia”.

 

O Brasil também gerou um efeito negativo de € 281 milhões devido a uma redução de ativos fiscais relativos a uma decisão da Justiça em relação a incidência de impostos indiretos, que a empresa perdeu no segundo trimestre do ano passado. Apesar das baixas, no mercado interno, a FCA encerrou o ano com mais de 380 mil veículos emplacados, conquistando uma fatia de 17,5% do mercado.

 

Globalmente a empresa teve receita de € 110,9 bilhões, leve queda frente a receita de 2016, € 111 bilhões. A receita oriunda dos países da América do Norte caiu 4,3%, para € 66 bilhões 94 milhões, enquanto que o faturamento na Ásia recuou 11,2%, para € 3 bilhões 250 milhões.

 

Foto: Divulgação.

Brasil fecha 20,8 mil vagas de trabalho formal em 2017

O Brasil fechou 20 mil 832 vagas de trabalho formal em 2017, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, divulgados na sexta-feira, 26, pelo Ministério do Trabalho.

 

O número representa redução de 0,05% em relação ao estoque de 2016, quando foram fechadas 1 milhão 326 mil 558 vagas. Esse foi o terceiro ano seguido de saldo negativo, conforme informações da Agência Brasil.

 

Para o Ministério do Trabalho, o resultado de 2017 significa estabilidade do emprego no País, conforme avalia o coordenador-geral de estatística do ministério, Mário Magalhães: “É um resultado que veio dentro das expectativas. Todas as expectativas de mercado apontavam para algo próximo da estabilidade”.

Ford compra Autonomic e Transloc

A Ford anunciou na quinta-feira, 25, a compra da Autonomic e da Transloc. As ações fazem parte do projeto de mobilidade para acelerar a entrega de produtos e serviços nessa área. A estratégia de mobilidade da empresa, disse a Ford por nota, é oferecer uma ampla gama de produtos e serviços que aprimorem todos os níveis do sistema de transporte – veículos, infraestrutura, conectividade e serviços digitais – para aliviar os congestionamentos nas cidades e ajudar as pessoas a se mover com mais liberdade na “Cidade do Amanhã”.

 

A compra da Autonomic, empresa de tecnologia baseada em Palo Alto, na Califórnia, especializada em escala, arquitetura e alavancagem de soluções para a indústria de transporte, tem como objetivo acelerar o plano da montadora de estabelecer a plataforma Transportation Mobility Cloud e ampliar outras iniciativas importantes de mobilidade, como a plena conectividade, a Chariot e o transporte médico não-emergencial.

 

Em nota a empresa diz que, “além de poder capturar totalmente o valor criado por essa plataforma, a Ford se beneficiará da capacidade do time da Autonomic na criação e incubação de novos negócios de mobilidade”.

 

Já a aquisição da TransLoc, fornecedora de tecnologia de resposta sob demanda para soluções de microtrânsito municipais, sediada em Durham, na Carolina do Norte, permite à Ford aproveitar sua experiência operacional, rede de relacionamentos nas cidades e histórico comprovado no fornecimento de soluções para cidades em todo o mundo capazes de melhorar a experiência de mobilidade das pessoas com o roteamento dinâmico.

 

Os termos dessas aquisições não foram divulgados. De acordo com Marcy Klevorn, presidente da Ford Mobility, as ações fazem parte do compromisso da empresa de oferecer soluções para os desafios de transporte das cidades:

 

“Uma parte importante do nosso processo é determinar se é necessário construir, comprar ou buscar parcerias para obter as capacidades necessárias. Acreditamos que a integração da tecnologia e do talento da Autonomic e da TransLoc na nossa equipe de mobilidade vai reforçar nossa capacidade de oferecer soluções robustas para proprietários individuais, operadores de frotas e cidades, com velocidade e escala.”

 

A Ford anunciou também a reorganização das suas equipes de desenvolvimento de soluções de mobilidade. Com base na integração do grupo de dados e análise com a equipe de tecnologia da informação da empresa dentro da Ford Mobility, sob a liderança de Klevorn, a reorganização cria quatro novos grupos focados em produtos, serviços e empresas de mobilidade.

 

Foto: Divulgação.