60 anos de VW Kombi

O lançamento da Volkswagen Kombi no Brasil completará 60 anos em 2 de setembro: quando saiu das linhas de montagem, em São Bernardo do Campo, SP, era o primeiro veículo construído com 50% de componentes nacionais. Sua última versão, a Last Edition, foi produzida em 2013 e custou cerca de R$ 85 mil nas concessionárias. O Brasil foi o último país a fabricá-la.

Desemprego atinge 13,5 milhões de pessoas no País

A taxa de desemprego no Brasil, no 2º trimestre de 2017, foi estimada em 13%, o que representa 13,5 milhões de pessoas sem ocupação. Este indicador apresentou queda de 0,7 pp com relação ao trimestre anterior, 13,7%. Quando comparada com o 2º trimestre de 2016,11,3%, a taxa aumentou 1,7 ponto porcentual. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, Pnad Contínua, relativa a abril, maio e junho, divulgada pelo IBGE.

 

A subutilização da força de trabalho recuou de 24,1% no primeiro trimestre de 2017 para 23,8% no segundo trimestre. O resultado equivale a dizer que faltava trabalho para 26,3 milhões de pessoas no País no período. No primeiro trimestre, eram 26,5 milhões nessa condição. Embora tenha recuado o total de desocupados, houve aumento no montante de trabalhadores subocupados.

 

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, “nos estados onde houve aumento da desocupação não foram geradas vagas suficientes para dar conta do crescimento da procura pelo emprego”.

 

De acordo com a pesquisa, houve quedas em todas as grandes regiões. A exceção foi o Nordeste onde, embora tenha havido retração de 16,3% para 15,8%, técnicos consideram que há estabilidade. Na região Norte a taxa de desocupação caiu de 14,2% para 12,5% e Centro-Oeste, com recuo de 12% para 10,6%.

 

Os dados indicam que o desemprego no Sudeste passou de 14,2% para 13,6%, e no Sul, de 9,3% para 8,4%.

 

Já a taxa de rendimento médio real de todos os trabalhos fechou o segundo trimestre em R$ 2 mil 104, enquanto a massa de rendimento médio real ficou estável em R$ 185,1 bilhões.

FCA e BMW juntas em autônomos

O Grupo BMW, a Intel e a Mobileye assinaram, na quarta-feira, 16, memorando de entendimento com a FCA, Fiat Chrysler Automóveis, que se tornará a primeira montadora a se juntar ao grupo para desenvolver plataforma líder de condução autônoma, em nível global.

 

Essa parceria de desenvolvimento pretende alavancar os pontos fortes, capacidades e recursos de cada empresa para melhorar a plataforma de tecnologia, aumentar a eficiência de desenvolvimento e reduzir o tempo de lançamento para o mercado. Engenheiros trabalharão em conjunto, na Alemanha e em outros locais, a fim de facilitar o processo. A FCA contribuirá para a engenharia, recursos técnicos e conhecimentos, alcance geográfico e sua longa experiência na América do Norte.

 

Sergio Marchionne, CEO da FCA, disse que para alcançar avanços na tecnologia de condução autônoma é vital formar parcerias dos fabricantes de automóveis com os que fornecem a tecnologia: “Integrarmos esta cooperação permitirá à FCA se beneficiar diretamente de sinergias e economias de escala que são possíveis quando as empresas se unem com uma visão e um objetivo comum”.

 

Em julho do ano ´passado o Grupo BMW, a Intel e a Mobileye anunciaram que uniriam forças para tornar os veículos autônomos uma realidade, contribuindo para o desenvolvimento de soluções de condução altamente automatizadas, nível 3, e condução totalmente automatizada, nível 4/5, para produção em 2021. Desde então têm trabalhado na concepção e no desenvolvimento de arquitetura que pode ser usada por vários fabricantes de automóveis em todo o mundo, mantendo as identidades de marca de cada empresa.

 

Essa cooperação continua em ritmo constante, com o objetivo de colocar nas ruas quarenta veículos de teste autônomos até o fim do ano. Também espera se beneficiar dos dados e da aprendizagem obtidos como resultado da frota de cem veículos de teste de nível 4 anunciada recentemente pela Mobileye, uma empresa do grupo Intel, demonstrando o benefício de escala dessa abordagem colaborativa.

 

Harald Krüger, presidente da BMW afirmou que a parceria com a FCA fortalecerá o desenvolvimento da solução mais relevante e avançada de nível 3 a 5 como resultado dessa colaboração global: “Os dois fatores fundamentais para o êxito da cooperação são a excelência sem compromisso no processo de desenvolvimento e no alcance da nossa plataforma de condução autônoma”.

 

Para Brian Krzanich, CEO da Intel, o futuro do transporte depende de que os líderes das indústrias automotiva e da tecnologia trabalhem juntos para desenvolver uma arquitetura que os fabricantes de automóveis em todo o mundo possam adotar e personalizar: “Estamos mais perto de entregar os veículos autônomos mais seguros do mundo”.

MAN expande oferta de caminhões no Chile

A MAN Latin America lançou no Chile quatro modelos VW Constellation: 13.190, 15.190, 17.190 e 17.230. A aplicação dos veículos, segundo a fabricante, são entregas urbanas e rodoviárias. Eles são equipados com o motor D08, que utiliza sistema de pós-tratamento de gases EGR e dispensa o uso de Arla 32.

 

“O mercado chileno demanda o que há de mais moderno em termos de tecnologia no transporte. Por isso trabalhamos junto à rede para oferecer produtos altamente competitivos e excelência no pós-vendas”, destaca Mônique Fontolan, responsável pelo atendimento de vendas para o mercado chileno.

 

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Case lança dois modelos de pás-carregadeiras

A fabricante de máquinas e equipamentos Case, do grupo CNH Industrial, lançou dois modelos de pás-carregadeiras na Expointer, evento do setor que ocorrerá até setembro em Esteio, RS. São a W20F, com motor  mecânico de 152 hp de potência, e a 621E, equipada com motor eletrônico de 137 hp.

 

No agronegócio, as duas máquinas são utilizadas no abastecimento de caminhões, carregamento de grãos, fertilizantes, abastecimento de fornos de carvão, transporte e espalhamento de materiais, entre outros.

 

“O agronegócio é hoje um dos principais mercados para as máquinas de construção, que colaboram para o aumento da produtividade no campo. Assim, as principais feiras agrícolas do país estão no nosso calendário para o lançamento oficial dos nossos produtos”, disse Roque Reis, vice-presidente da Case para a América Latina.

 

Afora os modelos para o agronegócio, outra empresa da CNH, a FPT Industrial, levou ao evento o motor N67, que emite em média 60% menos poluentes. Produzido em Sete Lagoas, MG, o N67 atende à legislação de emissões MAR-I/Tier3, em vigor no Brasil desde janeiro.

 

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Colômbia assume compromisso por mobilidade limpa

A Andemos, Associação Colombiana de Veículos Automotores, celebrou a publicação do decreto 1 116, do Ministério de Comércio, Indústria e Turismo, em que se estabelece a taxa de 0% para veículos elétricos e 5% para híbridos. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

 

O benefício tarifário se aplicará a partir deste ano e valerá até 2027 para a importação anual de veículos elétricos e híbridos. De acordo com o decreto de 2017 a 2019 serão 1,5 mil veículos elétricos e 1,5 mil híbridos, de 2020 a 2022 será permitida a importação de 2,3 mil elétricos e de 2,3 mil híbridos e a partir daí 3 mil unidades de cada tipo até 2027.

 

Oliveiro Enrique García Basurto, presidente da Andemos, disse que a iniciativa é um esforço do governo para consolidar o apoio à mobilidade elétrica: “É importante ter em conta a metodologia de implementação. Agora as marcas deveriam redobrar os esforços para acelerar o ritmo de importação desses veículos e, assim, fortalecer o processo de adoção dessas tecnologias no país”.

 

O decreto complementará o já aprovado benefício de 5% do IVA para o segmento. Estas iniciativas colocam a Colômbia na posição de ser o primeiro país a implementar os compromissos do COP21.

 

Segundo García Basurto o país tem dado um passo importante para o desenvolvimento da mobilidade: “O decreto visa a diminuir o impacto das emissões de frota de 2,6 milhões de veículos de mais de vinte anos que circula em nossas estradas e que geram 18 milhões de toneladas de CO2, segundo cálculos da Andemos. Se trabalharmos nesta linha teremos gradualmente mais veículos limpos e seguros em nossa frota”.

 

Segundo informe do Departamento Nacional de Planejamento o custo das mortes e enfermidades atribuídas à degradação ambiental vem aumentando na Colômbia. Em 2010 a contaminação do ar urbano foi valorada em 5,7 bilhões de pesos, 1,12% do PIB, e em 2014 essa cifra mais do que duplicou, para 12 bilhões de pesos, 1,59% do PIB. Em 2014 foram detectados 59 milhões de casos associados a enfermidades por contaminação do ar urbano, e 8,6 mil mortes por problemas respiratórios.

Volare e BYD criam ônibus elétrico

A fabricante de ônibus Volare desenvolveu em parceria com a chinesa BYD um modelo de micro-ônibus elétrico para aplicação urbana. De acordo com a empresa, uma unidade do veículo está em testes na cidade de Santos, SP.

 

O objetivo da empresa no projeto era desenvolver a carroceria com dimensões e peso reduzidos de modo a obter mais espaço interno e melhorar o desempenho mecânico. Coube à BYD equipar o veículo com um powertrain movido 100% a eletricidade.

 

O novo veículo tem 9,15 metros de comprimento, 3,38 metros de altura e 2,36 metros de largura. A capacidade é de 45 passageiros. São dois motores no veículo de 90 kW de potência.

 

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Exportações já crescem 7,5% no ano

As exportações de autopeças totalizaram US$ 4 bilhões 50 milhões no acumulado de janeiro a julho, com crescimento de 7,5% diante do resultado do mesmo período de 2016. Só em julho as vendas externas alcançaram US$ 638,2 milhões, alta de 17,2% no comparativo com julho de 2016, quando chegaram a US$ 544,7 milhões.

Os dados foram divulgados pelo Sindipeças no Relatório da Balança Comercial.

De acordo com o levantamento a indústria brasileira de autopeças exporta para 175 países, sendo que a Argentina continua sendo seu principal destino, com participação de 30,7%: as vendas crescem mês a mês e chegaram a somar US$ 1 bilhão 241 milhões no acumulado janeiro-julho, alta de 20%. Na sequência vêm Estados Unidos, com US$ 674milhões, alta de 8,4%, e México, com US$ 3653 milhões e alta de 2,0%.

Segundo Fernando Trujillo, consultor da IHS Markit, a alta nas exportações para a Argentina foi puxada principalmente pelo aumento na produção em fábricas Ford e Toyota.

A evolução das exportações para a China atingiu índice recorde diante do total, 35% no janeiro-julho. Representam, contudo, apenas 1,6% do total exportado. De acordo com o relatório “a China é o maior produtor de automóveis do mundo, com 20 milhões de veículos por ano. Para aumentar nossas exportações de autopeças é preciso aumentar nossa produtividade e reduzir custos com produção, matéria prima, logística e mão de obra” 

Balança Comercial – As importações de autopeças, de 143 países, também cresceram, com alta de 9,9% de janeiro a julho com relação a igual período do ano anterior, atingindo US$ 7 bilhões 156 milhões. A maior parte provém dos Estados Unidos, que cresceram 0,8% até julho, alcançando R$ 871 milhões. Já as da China aumentaram 28,9%, chegando a R$ 840 milhões.

Com os resultados de exportações e importações o déficit na balança comercial em autopeças aumentou 13% até julho com relação ao ano passado, para US$ 3 bilhões 110 milhões. Mesmo com a melhora no desempenho no segundo semestre o consultor Trujillo não acredita que a balança comercial fechará o ano com superávit: “Um dos objetivos do programa Inovar-Auto era fortalecer a indústria automotiva como um todo, mas ficou evidente que as montadoras foram mais incentivadas do que a indústria de autopeças”.