Consórcios caem no gosto do cliente

As vendas de novas cotas para consórcio de veículos, que inclui carros, caminhões, motos e máquinas agrícolas, aumentaram 7,4% no primeiro semestre deste ano com relação ao mesmo período do ano passado. O número de novos consorciados cresceu de 896,6 mil para 963,2 mil. Como consequência, o volume de créditos comercializados pulou 21,5%, de R$ 23,5 bilhões para R$ 28,5 bilhões. Os dados foram divulgados pela ABAC.

As baixas taxas oferecidas pelo consórcio são um dos motivos que impulsionaram esse crescimento, acredita Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da entidade:

“Quanto maior o prazo do consórcio mais baixa será a prestação. A taxa de administração também é menor do que o financiamento em função do prazo. Há grupos de consórcios de automóveis com prazo de oitenta meses, de motos com 72 meses e de caminhões com cem meses”.

Outro motivo, disse Rossi, é que o consumidor está controlando seu orçamento por causa da crise econômica, substituindo o imediatismo do consumo pelo planejamento financeiro, que é a essência do consórcio.

O número de contemplações diminuiu 10,6% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano passado, caindo de 627 mil para 560,4 mil. Consequentemente o volume de crédito disponibilizado diminuiu 5,1%, passando de R$ 16 bilhões 530 milhões para R$ 15 bilhões 680 milhões.

“O consorciado tem acesso ao crédito por sorteio ou por lance. Por causa da crise o consorciado não quer usar reserva financeira para fazer seu lance, o que influencia as contemplações e o volume de crédito ofertado.”

Leves e pesados – O número de novos consorciados para veículos leves cresceu 20,5% no primeiro semestre na comparação com igual período do ano anterior, pulando de 428,8 mil para 516,6 mil. No primeiro semestre o volume de créditos subiu 26,7%, de R$ 16 bilhões 98º milhões para R$ 21 bilhões 510 milhões.

O número de novos consorciados para veículos pesados também aumentou, 10,4%, no semestre, passando de 21 mil 30 para 23 mil 450 mil. O volume de créditos comercializados cresceu 12,3%, de R$ 3 bilhões 460 milhões para R$ 3 bilhões 8 milhões.

Com o fim do Finame, observou o presidente da Abac, o consórcio se tornou uma opção para ampliar ou renovar a frota de caminhões e máquinas agrícolas: “O consórcio é visto como uma forma de investimento, pois o bem será retirado depois de um prazo”.

O segmento de veículos representa a maior fatia do total de consórcios, que também inclui imóveis e eletrônicos. Do total de 6 milhões 930 mil de consorciados 6 milhões 6 mil são de veículos, o que corresponde a 87,4%.

O que um câmbio automatizado pode fazer pelos Iveco Tector

O desempenho das exportações do caminhão semipesado Tector aos mercados da América Latina provocou a Iveco a traçar projeto mais agressivo para ampliar sua participação de vendas na região. O plano de expansão gira em torno da versão equipada com câmbio automatizado, lançada na terça-feira, 15, em Sete Lagoas, MG.

O veículo já está sendo produzido na planta local e chegará aos concessionários em duas semanas. Ele se junta à versão manual na gama de semipesados da empresa, a qual foi responsável pelo aumento das exportações no ano passado, como disse o vice-presidente Marco Borba: “Acreditamos que a versão automatizada poderá nos ajudar a crescer nesses mercados e, mais importante, abrir espaço em outros novos”.

A Iveco declarou que foram exportados, no primeiro semestre, 1,7 mil caminhões, alta de 144% na comparação com o volume exportado no mesmo período do ano passado. Borba reconheceu que o crescimento expressivo se deu por causa de base baixa de exportações, mas destacou que pode aumentar em função de demandas verificadas nos principais mercados da Iveco fora do Brasil: Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai.

Na Argentina, onde a empresa mantém fábrica em Córdoba, o segmento de 16 toneladas – no qual atua uma versão do Tector 4×2 – é um dos que mais crescem, de acordo com dados da empresa, que lá vendeu, no ano passado, 2 mil 341 unidades de semipesados. Só no primeiro semestre deste ano o volume foi maior, 4 mil 133 unidades, e isso animou as projeções de vendas da nova versão.

O Tector dotado de câmbio automatizado também será produzido na Argentina com as mesmas configurações do veículo brasileiro, assim como versão pesada do modelo exclusiva para o país. A decisão de manter a produção do modelo em ambos os países, disse Borba, aconteceu por causa de questões ligadas às políticas de cada país sobre conteúdo nacional e sua relação com programas de financiamento: “Isso ocorre por causa das exigências do Finame sobre conteúdo local. Na Argentina ocorre o mesmo, de forma que no caso do Tector manteremos a produção do modelo em ambos os países”.

Em Córdoba está a produção dos veículos pesados acima de 16 toneladas, e ao Brasil foi reservada a produção de todo portfólio, que inclui a linha leve na plataforma da van Daily, os veículos pesados, tanto a família do Tector quanto a do pesado Hi-Way, e os ônibus.

Tanto o Tector nacional quanto o produzido na Argentina são equipados com caixa de câmbio automatizada da Eaton, fabricada em Valinhos, SP, que exportará o componente para a Iveco Argentina. O motor é fornecido pela FPT, que integra o grupo por meio da CNH Industrial.

O Tector é produzido em Sete Lagoas, tem 300 cv de potência e atende à norma Euro 5 de emissões.

Colômbia assume compromisso por mobilidade limpa

A Andemos, Associação Colombiana de Veículos Automotores, celebrou a publicação do decreto 1 116, do Ministério de Comércio, Indústria e Turismo, em que se estabelece a taxa de 0% para veículos elétricos e 5% para híbridos. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

O benefício tarifário se aplicará a partir deste ano e valerá até 2027 para a importação anual de veículos elétricos e híbridos. De acordo com o decreto de 2017 a 2019 serão 1,5 mil veículos elétricos e 1,5 mil híbridos, de 2020 a 2022 será permitida a importação de 2,3 mil elétricos e de 2,3 mil híbridos e a partir daí 3 mil unidades de cada tipo até 2027.

Oliveiro Enrique García Basurto, presidente da Andemos, disse que a iniciativa é um esforço do governo para consolidar o apoio à mobilidade elétrica: “É importante ter em conta a metodologia de implementação. Agora as marcas deveriam redobrar os esforços para acelerar o ritmo de importação desses veículos e, assim, fortalecer o processo de adoção dessas tecnologias no país”.

O decreto complementará o já aprovado benefício de 5% do IVA para o segmento. Estas iniciativas colocam a Colômbia na posição de ser o primeiro país a implementar os compromissos do COP21.

Segundo García Basurto o país tem dado um passo importante para o desenvolvimento da mobilidade: “O decreto visa a diminuir o impacto das emissões de frota de 2,6 milhões de veículos de mais de vinte anos que circula em nossas estradas e que geram 18 milhões de toneladas de CO2, segundo cálculos da Andemos. Se trabalharmos nesta linha teremos gradualmente mais veículos limpos e seguros em nossa frota”.

Segundo informe do Departamento Nacional de Planejamento o custo das mortes e enfermidades atribuídas à degradação ambiental vem aumentando na Colômbia. Em 2010 a contaminação do ar urbano foi valorada em 5,7 bilhões de pesos, 1,12% do PIB, e em 2014 essa cifra mais do que duplicou, para 12 bilhões de pesos, 1,59% do PIB. Em 2014 foram detectados 59 milhões de casos associados a enfermidades por contaminação do ar urbano, e 8,6 mil mortes por problemas respiratórios.

FCA e BMW juntas em autônomos

O Grupo BMW, a Intel e a Mobileye assinaram, na quarta-feira, 16, memorando de entendimento com a FCA, Fiat Chrysler Automóveis, que se tornará a primeira montadora a se juntar ao grupo para desenvolver plataforma líder de condução autônoma, em nível global.

Essa parceria de desenvolvimento pretende alavancar os pontos fortes, capacidades e recursos de cada empresa para melhorar a plataforma de tecnologia, aumentar a eficiência de desenvolvimento e reduzir o tempo de lançamento para o mercado. Engenheiros trabalharão em conjunto, na Alemanha e em outros locais, a fim de facilitar o processo. A FCA contribuirá para a engenharia, recursos técnicos e conhecimentos, alcance geográfico e sua longa experiência na América do Norte.

Sergio Marchionne, CEO da FCA, disse que para alcançar avanços na tecnologia de condução autônoma é vital formar parcerias dos fabricantes de automóveis com os que fornecem a tecnologia: “Integrarmos esta cooperação permitirá à FCA se beneficiar diretamente de sinergias e economias de escala que são possíveis quando as empresas se unem com uma visão e um objetivo comum”.

Em julho do ano ´passado o Grupo BMW, a Intel e a Mobileye anunciaram que uniriam forças para tornar os veículos autônomos uma realidade, contribuindo para o desenvolvimento de soluções de condução altamente automatizadas, nível 3, e condução totalmente automatizada, nível 4/5, para produção em 2021. Desde então têm trabalhado na concepção e no desenvolvimento de arquitetura que pode ser usada por vários fabricantes de automóveis em todo o mundo, mantendo as identidades de marca de cada empresa.

Essa cooperação continua em ritmo constante, com o objetivo de colocar nas ruas quarenta veículos de teste autônomos até o fim do ano. Também espera se beneficiar dos dados e da aprendizagem obtidos como resultado da frota de cem veículos de teste de nível 4 anunciada recentemente pela Mobileye, uma empresa do grupo Intel, demonstrando o benefício de escala dessa abordagem colaborativa.

Harald Krüger, presidente da BMW afirmou que a parceria com a FCA fortalecerá o desenvolvimento da solução mais relevante e avançada de nível 3 a 5 como resultado dessa colaboração global: “Os dois fatores fundamentais para o êxito da cooperação são a excelência sem compromisso no processo de desenvolvimento e no alcance da nossa plataforma de condução autônoma”.

Para Brian Krzanich, CEO da Intel, o futuro do transporte depende de que os líderes das indústrias automotiva e da tecnologia trabalhem juntos para desenvolver uma arquitetura que os fabricantes de automóveis em todo o mundo possam adotar e personalizar: “Estamos mais perto de entregar os veículos autônomos mais seguros do mundo”.

Volkswagen divulga teaser do novo T-Roc

A Volkswagen divulgou na terça-feira, 15, um teaser do T-Roc, seu futuro novo SUV. Com lançamento previsto para 23 de agosto o modelo é aposta da montadora para o mercado de compactos no Brasil. A plataforma escolhida para o modelo foi a MBQ, a mesma utilizada na última geração do Golf e também do Audi A3 Sedan e do Novo Polo, que tem lançamento previsto por aqui em setembro.

De acordo com comunicado da VW o SUV combina esportividade e jovialidade: revestimento interior amarelo nas portas e no painel, faróis mais afilados com iluminação em LED, vidro traseiro inclinado e teto baixo pintado em cor contrastante.

O T-Roc faz parte do ciclo de investimentos da Volkswagen, estimado em R$ 7 bilhões no Brasil, de 2016 a 2020. Ele será produzido em São José dos Pinhais, PR, até dezembro de 2018.

Hoje o segmento de SUVs é um dos mais disputados do mercado brasileiro, com concorrentes de peso como Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Chevrolet Tracker, os Renault Captur e Duster, o Ford EcoSport.

Assista ao teaser do T-Roc, novo SUV da Volkswagen, em https://www.youtube.com/watch?v=B-HWiAeAGt8

Iveco aposta no crescimento de uso do câmbio automatizado

A Iveco, do Grupo CNH Industrial, projetou o crescimento de modelos semipesados equipados com câmbios automatizados no mercado brasileiro, e acredita que em dois anos 80% da frota de veículos novos do País tenham este tipo de câmbio. Em 2014 a fatia era de 3%, e aumentou ao longo do tempo em função da demanda por veículos com baixo consumo de combustível. Alinhada com a projeção a empresa estima que metade de suas vendas internas de semipesados corresponda a unidades dotadas de câmbios automatizados.

O cenário vislumbrado pela empresa incidirá nos negócios focados no segmento. Na visão da Iveco o horizonte é o de que o crescimento das vendas de caminhões automatizados exigirá estratégia comercial que leve em consideração treinamentos aos motoristas e, mais desafiador, a massificação dessa linha de veículo. Para Ricardo Barion, diretor de marketing para América Latina, assim como ocorre nos Estados Unidos os motoristas brasileiros têm preferência por câmbios manuais:

“Já os frotistas, por uma série de razões ligadas à redução de custo e à eficiência operacional, darão cada vez mais preferência à composição de suas frotas com veículos automatizados. Da nossa parte isso exigirá um esforço intenso em treinamento de motoristas por meio da rede de concessionários, para que eles conheçam o produto”.

Para Darwin Viegas, diretor de desenvolvimento de veículos comerciais da CNH Industrial para América Latina, os semipesados têm sido cada vez mais utilizados em aplicações que demandam veículos dotados de mais recursos no powertrain, algo que no passado aconteceu no segmento de pesados: “Operações como as de coleta de resíduos e de distribuição de varejistas exigem, hoje, basicamente redução de consumo de combustível em função da alta do preço e queda dos fretes. E quem proporcionará isso são recursos como troca inteligente de marchas e retomada de potência em baixa rotação”.

A empresa nutre há algum tempo a ideia de expandir a aplicação do câmbio automatizado também para sua linha de veículos leves, outro segmento no qual os clientes estão mais atentos com relação ao custo operacional. A crise nas vendas de veículos, que se intensificou no País nos últimos anos, no entanto, engavetou o projeto que, em linhas gerais, daria à luz a van Daily com câmbio automatizado, contou Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América Latina: “Estamos acompanhando a retomada do mercado nesse sentido. Por ora a ideia é a de que nosso mix, no ano que vem, seja composto por 70% de veículos com câmbio automatizado”.

Renave enfim em setembro, promete Denatran

O Renave, Registro Nacional de Veículos em Estoque, deverá entrar em operação em setembro, de acordo com o Denatran, Departamento Nacional de Trânsito. O sistema está em fase final de desenvolvimento, com testes realizados em concessionárias de Aracaju, SE, e Fortaleza, CE, para os últimos ajustes referentes aos fluxos e funcionalidades dos veículos.

Por meio de um sistema eletrônico o Renave permitirá o registro da entrada e da saída dos veículos novos e usados nos estoques de concessionárias e de lojas multimarcas. Ao fazer a compra ou a venda do veículo a loja emitirá a nota fiscal eletrônica. Toda a transação, que hoje é feita em papel, será realizada de forma eletrônica. Isso trará mais segurança ao negócio, proporcionando uma maior garantia na legitimidade do emplacamento de veículos e simplificando os procedimentos burocráticos.

De acordo com Carlos Magno da Silva Oliveira, coordenador geral de planejamento operacional do Denatran, o Renave trará benefícios para os concessionários e para as lojas multimarcas: “Os estabelecimentos poderão realizar consultas a bancos de dados do Denatran para conhecer as características do veículo antes do fechar o negócio. O registro do veículo no estoque da empresa pode ser uma forma de obter empréstimos para financiamento do capital de giro com taxas mais atrativas”.

Aumento das vendas – A nota fiscal eletrônica diminuirá a informalidade nas revendas, que hoje chega a 85%, de acordo com Elis Siqueira, coordenador da área de informações da Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores: “Apenas 20% da compra e venda de veículos usados fazem a transferência formal para as lojas. Por causa da burocracia e das despesas o lojista transfere diretamente a posse do veículo do nome do vendedor para o do comprador, como se não houvesse a sua intermediação. Mas se ocorrer algum problema durante o processo o lojista terá que arcar com os gastos”.

Segundo ele as despesas com a transferência do veículo podem chegar a R$ 1,2 mil, envolvendo custos com vistoria, emissão de documentos autenticados em cartório e taxas do Detran. Já o tempo de transferência depende do Estado e pode ser de até 21 dias, como ocorre no Rio Grande do Sul: “Acredito que o Renave aumentará as vendas das revendas independentes. Ao reduzir as despesas e o tempo do processo de transferência é possível reduzir o preço do veículo para o consumidor. Todos acabam ganhando”.

Michelin foca nos superesportivos

Com o lançamento do pneu Pilot Sport4 S, o foco da Michelin se volta para o segmento de veículos superesportivos. Mesmo com a crise no setor automotivo, este nicho está em franco crescimento, de acordo com Ruy Ferreira, diretor comercial da Michelin América Latina. “O segmento de superesportivos apresenta crescimento duas vezes mais rápido do que os veículos de entrada no Brasil e nos demais países da América Latina”.
Produzido nas fábricas da Michelin na França, Alemanha e Estados Unidos, o pneu será importado para o mercado sul-americano, até porque os modelos superesportivos também não são produzidos no Brasil. Os veículos que já são equipados com o pneu são Ferrari GTC4LUSSO 2017, Mercedes AMG Classe E E63 2017, Mercedes AMG Classe E E43 2017 e os modelos Porsche Boxster, Panamera 2016 e 718 Cayman.

Segundo Ferreira, o mercado brasileiro de pneus de passeio e caminhonetes fechou o primeiro semestre com aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, puxado pelos pneus importados. Por sua vez, ainda segundo Ferreira, os fabricantes nacionais tiveram redução de 3% nas suas vendas nesse período.

As fábricas de Resende e Campo Grande, ambas no Rio de Janeiro, mantiveram a capacidade de produção mesmo com a queda nas vendas de veículos, compensada pelo aumento nas vendas para o mercado de reposição. A capacidade de produção da unidade de Resende é de 41 mil 800 toneladas de pneus por ano enquanto que em Campo Grande é de 144 mil 700 toneladas.
“No Brasil, o mercado de equipamentos originais, incluindo todas as fabricantes, gira em torno de 14 milhões de pneus. Já o mercado de reposição atinge 38 milhões de pneus. Ou seja, o mercado de peças originais é quase um terço do de reposição”, diz Ferreira. O executivo também acredita que o consumidor prefere comprar itens de série da mesma marca do veículo.

Com o Pilot Sport4 S, a empresa mantém a estratégia de lançar um pneu por ano desde 2012. O modelo XM2, voltado para veículos de entrada, o Primacy 3, para sedãs médios, e o LTX Force, para caminhonetes e SUV, são fabricados no Brasil. “O número maior de produtos no nosso portfolio aumenta as chances de atingir o consumidor.” Daqui, eles são exportados para a América do Sul, bem como para países das américas Central e do Norte, como México, Panamá, Costa Rica, Guatemala, El Salvador, República Dominicana.

Outra tática da empresa é vender pneus originais para os veículos mais comercializados das montadoras instaladas no Brasil como Toyota Corolla, Honda HR-V e Peugeot 208.

Isenta a importação de robôs industriais

O governo publicou um decreto que zera o Imposto de Importação, II, para máquinas e equipamentos industriais sem produção no Brasil. A medida, publicada nesta quinta-feira, 17 foi proposta pela Camex, Câmara de Comércio Exterior, e beneficiará quase cinco mil produtos. Os 4 mil 903 itens importados que anteriormente estavam com alíquota de 2%, estão robôs industriais para indústria automotiva e motores marítimos a diesel.

A medida cria um cenário favorável à aquisição destes equipamentos que são aplicados em linhas de montagem das fabricantes de veículos. Os processos descritos no texto da medida incluem robôs para estampagem e punção de portas, capô e tampas traseiras. Para Armando Carvalho, diretor de compras da FCA, zerar o imposto incentiva a indústria a investir na modernização de suas linhas: “São equipamentos importados que têm um alto valor agregado no processo de produção de uma carroceria. Assim, a medida representa um horizonte favorável para aumentar a automação e qualidade dos veículos produzidos aqui”.

Segundo dados de uma pesquisa divulgada durante o Fórum Econômico Mundial, em janeiro deste ano, indicam que o Brasil está na 81ª posição em um ranking de competitividade que conta com 138 países. Enquanto o nosso parque industrial conta com 10 robôs para cada 10 mil funcionários, a Coreia do Sul, líder do índice, soma 478.

Zerar a tributação desses equipamentos pavimenta o caminho das montadoras para a fabricação de novos veículos no País, disse Cassio Scarpi, gerente da área de serviços do departamento de robótica da ABB, empresa que já instalou no País 5 mil robôs, 70% deles em companhias do setor automotivo:

“A maioria dos lançamentos que estão sendo feitos demandou das fabricantes a aquisição de robôs novos. Esperamos para 2018 mais anúncios de veículos nacionais, e a medida de zerar o imposto de importação acelera o processo de instalação aqui”. A ABB mantém no Brasil áreas de desenvolvimento e manutenção em robótica e importa seus robôs das fábricas instaladas na Europa.

A proposta foi apresentada pelo titular do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, MDIC, na última reunião da Camex, no dia 15 de agosto, e foi aprovada por unanimidade pelo conselho de ministros. Ela passa a valer a partir desta quinta-feira com a publicação da resolução no Diário Oficial da União. Do total de 4 mil 903 itens, 4 mil 552 referem-se à bens de capital e 351 são bens de informática e telecomunicações. A nova regra vale apenas para as máquinas e equipamentos que não tiverem sido internalizados. As novas listas de produtos isentos do imposto de importação já virão com a alíquota reduzida de 2% para 0%.

Crise impulsiona surgimento de startups brasileiras do setor automotivo

Uma pesquisa com cinco mil startups de todo o País mapeou as 193 startups brasileiras que estão inovando no segmento automotivo. Elas foram divididas em 22 categorias, sendo que 28% investem na área de logística e transporte, 27% em recursos para mobilidade, 23% em tecnologia automotiva e 22% em tecnologia aplicada. O estudo Liga Insights AutoTech foi realizado pela Liga Ventures, empresa especializada em gerar a intermediação de negócios das startups e grandes empresas como Mercedes-Benz, Michelin e Eaton.

Mais da metade das startups brasileiras nasceram nos últimos dois anos, impulsionadas por criar novas oportunidades diante da crise econômica, de acordo com Raphael Augusto, startup hunter da Liga Ventures: “Muitas empresas cortaram investimentos no setor de logística e transporte e tiveram que buscar soluções para seus negócios. As startups identificaram essas janelas de oportunidades e ofereceram alternativas. Como resultado, a empresa pode focar na sua área de atuação e diminuir despesas com transporte”.

Uma das áreas que apresenta maior número de startups é a de mobilidade, em que atuam empresas de compartilhamento de veículos ou car sharing, como o aplicativo de transporte de passageiros 99. A novidade é o compartilhamento de veículos para o transporte de carga, que varia de acordo com o perfil do frete, podendo ser de bicicleta, moto, furgão para pequenas distâncias nos centros urbanos até caminhões para percursos mais longos. Um exemplo é a Truckpad, especializada no transporte de carga pesada e que conta com mais de 300 mil caminhoneiros autônomos cadastrados de todo o Brasil.

A automação também apresenta forte tendência de crescimento com tecnologias que permitem o monitoramento da frota e o comportamento dos motoristas, como esclarece Rogério Tamassia, fundador e diretor da Liga Ventures: “A Keycar é uma startup de Santos, SP, que criou soluções para acessar o veículo diretamente do celular como abrir e fechar as portar, acionar o ar condicionado e cortar combustível”.