Carros de luxo melhoram receita da Daimler

O Grupo Daimler, que controla a Mercedes-Benz, divulgou na quarta-feira, 26, os dados do seu desempenho operacional no segundo trimestre do ano. O faturamento no período cresceu 7% com relação ao obtido de abril a junho de 2016, totalizando € 41,2 bilhões. A empresa afirmou que a alta na receita foi gerada, principalmente, em função das vendas dos automóveis da Classe E e dos SUVs do seu portfólio.

Para Dieter Zetsche, presidente do conselho de administração da Daimler, a estratégia de melhorar o desempenho da companhia está surtindo efeito: “Tivemos um ótimo segundo trimestre. Nós estabelecemos metas ambiciosas e estamos conseguindo alcançá-las em termos de vendas unitárias e de rentabilidade”.

No segundo trimestre as vendas de carros Mercedes-Benz atingiram 595,2 mil unidades no mundo todo, 9% a mais do que no mesmo trimestre do ano passado. A divisão de utilitários, que inclui vans e picapes, vendeu 103,4 mil unidades, alta de 4%, e a de caminhões chegou a 116,4 mil unidades, alta de 8%.

As vendas de caminhões na América Latina foram maiores no segundo trimestre do que no período anterior. Enquanto as vendas unitárias aumentaram significativamente na Argentina, as vendas no Brasil, 2,9 mil unidades, foram menores do que o volume verificado no ano anterior, 3 mil.

No mercado de ônibus, apesar da retração no Brasil, as vendas Mercedes-Benz de abril a junho chegaram a 3,4 mil chassis na América Latina, fora o México, o que significou desempenho melhor do que o do ano passado, quando foram vendidos 3 mil chassis.

No México as vendas somaram 1 mil unidades, volume maior do que o do ano anterior, seiscentas.

Grupo PSA fatura 5% a mais no semestre

O Grupo PSA, que controla as marcas Peugeot, Citroën e DS, registrou faturamento de € 29 bilhões 165 milhões no primeiro semestre. A receita, segundo balanço divulgado na quarta-feira, 26, foi 5% maior do que o obtido no primeiro semestre do ano passado. A empresa afirmou que o desempenho está dentro do plano de administração Push-to-Pass, iniciado no ano passado e que tem como objetivo o crescimento do faturamento do grupo em 10% até 2018.

Carlos Tavares, presidente mundial do Grupo PSA, declarou que os lançamentos dos últimos tempos contribuíram para o bom desempenho da companhia: “O Grupo PSA bateu recordes em termos de resultados graças a nossos clientes, responsáveis pelo sucesso de nossos últimos lançamentos”.

O faturamento da divisão automotiva foi de € 19 bilhões 887 milhões, também em alta, de 3,6%, com relação ao primeiro semestre de 2016, principalmente devido aos novos modelos e à disciplina em matéria de preços da companhia. Com isso a margem operacional corrente da divisão automotiva foi de 7,3% graças ao resultado operacional corrente de € 1 bilhão 442 milhões, em alta de 10,7%.

Já o resultado líquido consolidado do grupo fechou em € 1 bilhão 474 milhões de janeiro a junho, aumento de € 91 milhões. O fluxo de caixa livre das atividades industriais e comerciais foi de € 1 bilhão 116 milhões, sustentado pela melhoria da margem bruta de autofinanciamento.

O desempenho no semestre levou a empresa a manter as projeções para o ano anunciadas em janeiro. Para 2017 o grupo projeta crescimento de cerca de 3% do mercado automotivo na Europa, e de 5% na China, na América Latina e na Rússia. Na América Latina a fabricante manteve fatia de 3,9% de mercado registrada em 2016 na Argentina, Brasil, Chile e México.

No fim de junho o resultado líquido consolidado do Grupo PSA fechou em € 1 bilhão 474 milhões no primeiro semestre, alta de € 91 milhões, apesar do impacto negativo das operações na China, o que fez com que a empresa perdesse mercado: caiu de 2,2%, em 2016, para 1,1%. O nível total dos estoques era de 374 mil veículos na operação global, apresentando uma redução de 25 mil veículos em comparação com o primeiro semestre de 2016.

Ka salva lavoura Ford na América do Sul

As vendas do modelo Ka foram responsáveis pelo aumento do faturamento e da fatia de mercado da Ford na América do Sul no segundo trimestre. De acordo com balanço divulgado na quarta-feira, 26, os negócios na região geraram receita de US$ 1,5 bilhão, 18% maior do que a de mesmo período do ano passado. O desempenho garantiu à fabricante participação de 9,2% do mercado, um ganho de 0.5 ponto porcentual.

De abril a junho foram vendidos 93 mil veículos na região. O salto nas vendas, de 12%, fez a empresa manter a expectativa de diminuir o prejuízo registrado no ano passado. No balanço divulgado a empresa indica, também, que a “recuperação da economia” contribuiu para a manutenção da projeção.

Na América do Norte, maior mercado da companhia, o faturamento foi de US$ 24,5 bilhões no segundo trimestre, o que representa US$ 700 milhões a mais do que no mesmo período de 2016. Mesmo com o aumento da receita a empresa acredita que o lucro de 2017 será menor do que o registrado no ano passado. Aumento dos custos das commodities e despesas com engenharia – desenvolvimento de carros autônomos – também contribuem para o cenário.

Na Europa a empresa informou que registrou o nono lucro trimestral positivo, o que a fez reverter o prejuízo anotado no segundo trimestre do ano passado. A receita no período foi de US$ 7,1 bilhões. A empresa considera que o desempenho poderia ser maior não fossem os efeitos provocados pelo Brexit. O aumento no faturamento aconteceu, de acordo com a companhia, por causa das receitas obtidas com as vendas dos modelos Ka e Kuga e pelos serviços de compartilhamento.

No cenário global a Ford registrou faturamento de US$ 39 bilhões 853 milhões com venda de veículos e serviços financeiros para o setor, no segundo trimestre. O valor indica crescimento de 0,9% sobre o faturamento registrado em igual período de 2016. No semestre as receitas totais da companhia atingiram US$ 78 bilhões 999 milhões, 2,3% a mais do que no primeiro semestre do ano passado.

GM fatura 43% a mais na América do Sul

A operação da General Motors na América do Sul viu seu faturmento crescer mais de 40% no primeiro semestre. De acordo com o balanço divulgado pela companhia, a receita foi de US$ 4 bilhões 257 milhões, 42,7% a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Segundo o balanço a operação cresceu 13% no semestre puxado pelo seu desempenho no Brasil. Com 302 mil veículos vendidos na região de janeiro a junho a GM conquistou fatia de 15,9% do mercado.

 

Com esse desempenho, ela conseguiu melhorar seu caixa na região: saiu de um prejuízo de US$ 182 milhões nos seis meses de 2016 para US$ 142 milhões de janeiro a junho deste ano.  

 

No mundo o cenário do semestre foi de lucro: US$ 5 bilhões 107 milhões, resultado 8,5% maior do que o registrado em janeiro-junho do ano passado. Já o faturamento foi de US$ 74 bilhões 250 milhões no semestre, incluindo os negócios automotivos e financeiros.

 

O volume da receita é 5,5% maior do que o registrado no janeiro a junho do ano passado. O comunicado divulgado pela companhia apontou que a alta no faturamento ocorreu em função do desempenho das vendas na América do Norte, mercado no qual a vende veículos com maior margem de lucro, como picapes e utilitários.

Itaú Unibanco amplia ferramentas para vendas e financiamentos

O Itaú Unibanco lançou quatro produtos para consumidores e concessionárias no 27º Congresso & Expo Fenabrave, aberto em São Paulo na terça-feira, 8. Para 2017 a expectativa do banco é aumentar em até 5% os financiamentos de veículos novos e em até 15% os financiamentos de veículos usados, de acordo com seu diretor, Rodnei Bernardino. Só no primeiro semestre os financiamentos cresceram 6,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, movimentando coisa de R$ 4,6 bilhões.

“Acreditamos na retomada do setor automotivo e estamos fazendo investimentos em tecnologias, produtos e serviços para nos aproximar das concessionárias e dos consumidores.”

Segundo Bernardino o mercado de financiamento atual se divide em 50% de veículos novos e 50% de usados. No boom da venda de veículos, em 2013, o perfil era outro: 70% contra 30%, na mesma ordem.

Para facilitar o financiamento o sistema digital Credline, para a venda de veículos em lojas e concessionárias, foi reformulado. A plataforma ganhou novas funcionalidades como o acompanhamento em tempo real das propostas e o envio de documentos por um único canal de forma mais simplificada: “A ferramenta necessita apenas da CNH do consumidor. Nossa proposta é tornar ágil o processo para que o lojista não perca a venda. O contrato será assinado em, no máximo, meia hora, inclusive aos sábados”.

Já a pré-contratação digital, serviço desenvolvido pelo Itaú e pela plataforma digital iCarros, também foi tornada mais ágil. O cliente consulta o carro desejado e obtém a análise de crédito, sendo que o preço é fornecido pelo banco de acordo com o perfil. A melhoria na ferramenta, argumenta o diretor, reverte em vendas para a cadeia automotiva: “Hoje o iCarros, que funciona como um site de classificados, reúne oito mil lojistas. Nosso objetivo é dobrar esse número nos próximos três anos”.

Outra novidade é a parceria do iCarros com a Kelley Blue Book, plataforma líder para cotações e informações de/sobre automóveis. A ferramenta, que entrará em operação em outubro, permitirá ao consumidor identificar todas as variações do preço de um carro, tanto na compra quanto na venda.

O banco também aposta no financiamento de acessórios e de serviços em até 10% do valor do carro, custos como peças, despachante, revisão programada, manutenção.

 

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Festa política: Congresso Fenabrave apoia reformas.

A aprovação das reformas trabalhista, previdenciária, tributária e política foi o assunto principal na mesa de abertura do 27º Congresso & Expo Fenabrave, na terça-feira, 8, em São Paulo, no Transamérica Expo. Seu tema é Confiança. É Preciso Acreditar para Vencer.

O presidente da República ressaltou as reformas realizadas nos seus catorze meses de governo:

“Conseguimos aprovar a reforma trabalhista com diálogo construtivo dos empresários com os sindicatos. É imperioso fazer a reforma da Previdência, cujo déficit, este ano, é de R$ 134 bilhões. No ano que vem será de R$ 205 bilhões. Caso contrário virá ano em que só teremos dinheiro para pagar funcionários públicos e pensões previdenciárias”.

Ele também destacou a importância da realização das reformas tributárias e política:

“Estamos reformulando o Brasil. Em nosso início de governo propusemos o teto para os gastos públicos, algo que nunca foi feito. Este é um governo reformista que busca colocar o País nos trilhos. É fundamental ter confiança no País. No tocante ao setor automotivo é preciso continuar o trabalho que estamos fazendo, não só por palavras mas com ações otimistas”.

Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, a escolha do tema do congresso coincide com a recuperação de confiança no setor, após a crise provocar o fechamento de mais de 1,8 mil concessionárias de veículos nos últimos anos:

“Nosso setor declara apoio total às reformas necessárias ao País. A Fenabrave já apresentou projetos que podem desenvolver ainda mais o setor, como a Lei de Retomada de Veículos Inadimplentes, o Renave e o Programa de Sustentabilidade Veicular”.

Também presente à mesa de abertura o governador do Estado de São Paulo destacou a recuperação dos indicadores do setor automotivo: “Contem conosco para ajudar na aprovação das reformas para a retomada do crescimento econômico e dos postos de emprego. Nosso Estado já tem o programa Pró-Veículo, cujo objetivo é a utilização de créditos do ICMS para desenvolver a indústria automotiva. E nós deveremos ser o primeiro Estado a assinar o Renave”.

Também presente o presidente da Câmara dos Deputados reforçou o coro pelas reformas: “O setor produtivo sofre de forma absurda a tributação no Brasil, que talvez seja a maior do mundo. Nosso desafio é reduzir o tamanho do Estado para aumentar a produção e gerar emprego para a população. O setor automotivo poderá gerar ainda mais empregos. O coração de todas as reformas é a Previdência: não para tirar os direitos do trabalhador mas, porque, precisamos acabar com os privilégios, tanto no setor público como no privado”.

Além das reformas o programa Rota 2030 trará benefícios ao setor com a renovação da frota, de acordo com Antônio Megale, presidente da Anfavea: “Trabalhamos em contato com vários ministérios para transformar o Brasil num dos cinco maiores mercados automotivos do mundo. O programa trará competitividade, colocando nossos produtos em níveis mundiais para exportação”.

O congresso termina na quarta-feira, 9.

 

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Venda de implementos ainda em queda: 17,95%.

O volume de implementos rodoviários emplacado de janeiro a julho foi 17,95% abaixo do total vendido ao mercado na comparação com o mesmo período do ano passado. A indústria entregou 30 mil 712 unidades ante 37 mil 430 unidades, segundo dados divulgados pela Anfir.

O setor aposta que o segundo semestre será capaz de reverter a queda nas vendas do ano, de acordo com Mário Rinaldi, diretor executivo da Anfir. “Os números ainda estão negativos, mas percebemos uma leve retomada a cada mês. Se mantivermos esse volume de vendas fecharemos o ano com crescimento em torno de 5% com relação ao ano passado”.

Este ano a expectativa de alta para o PIB, após dois anos de queda consecutiva, também deve ser positiva para o setor de transporte: “O aumento de 1% no PIB reflete em cerca de 5% de crescimento para o nosso setor. Nosso ritmo de negócios também poderia crescer se tivéssemos mais investimentos em infraestrutura”.

A leve melhora, segundo ele, foi impulsionada pela comercialização de implementos rodoviários com aplicações no agronegócio, ancorada na safra recorde de grãos, como graneleiros, basculantes, canavieiros e baús frigoríficos.

 

Mercado – O mercado de reboques e semirreboques apresentou queda de 12,19% nos primeiros sete meses do ano. No período 12 mil 912 unidades foram emplacadas frente a 14 mil 704 no mesmo período do ano passado. Cinco segmentos apresentaram variação positiva: baús para carga geral, transporte de toras, baús frigoríficos, baús lonados e tanque de alumínio.

Já no mercado de carrocerias sobre chassis a retração foi de 21,68% de janeiro a julho, com o emplacamento de 17,8 mil unidades contra 22 mil 726 na comparação com o mesmo período de 2016. Como este mercado está ligado à distribuição de mercadorias nos centros urbanos a recuperação deve demorar, pois depende do aumento de consumo nas cidades, disse Rinaldi.

 

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Produção de máquinas agrícolas cresce 35,2% no ano

A safra recorde continua dando frutos para o setor de máquinas agrícolas. A produção de equipamentos cresceu 35,2% no acumulado deste ano, quando foram fabricadas 34 mil 420 unidades frente às 25 mil 459 unidades do mesmo período do ano passado. Os números também são favoráveis na comparação da produção de julho de 2016 e julho de 2017, com alta de 13%, subindo de 4 mil 978 unidades para 5 mil 625 unidades.

 

Para Antônio Megale, presidente da Anfavea, os bons ventos devem continuar no segundo semestre, mesmo com o período de entressafra: “O crescimento irá permanecer nos próximos meses, pois as expectativas são positivas do ponto de vista climático”.

 

As exportações têm forte parcela de responsabilidade no aumento da produção. As vendas para o mercado externo aumentaram 40,9% nos sete meses de 2017 com relação ao mesmo intervalo de 2016, quando passaram de 5 mil 221 unidades para 7 mil 357 unidades. Ao comparar os meses de julho de 2016 e 2017, as exportações subiram 75,9%, passando de 755 equipamentos para 1 mil 328.

 

A maioria das exportações de máquinas agrícolas e rodoviárias, 28%, segue rumo aos Estados Unidos, seguido pela Argentina com 20%, Chile com 5%, Peru com 4% e México com 3%. A Argentina, que também vive um momento favorável no agronegócio, tem aumentando a compra de equipamentos brasileiros:

 

“Na Argentina, a safra também será recorde, acima de 140 milhões de toneladas. O país está incentivando a produção agrícola comprando nossas máquinas que apresentam alto nível de tecnologia”.

 

Vendas internas – As vendas no mercado interno subiram 17,1% no acumulado do ano. De janeiro a julho de 2017, foram vendidas 25 mil 244 unidades ante 21 mil 554 unidades comercializadas no mesmo período do ano anterior. Já na comparação de julho de 2016 e julho de 2017, as vendas diminuíram 2,6%, caindo de 4 mil 42 unidades para 3 mil 935 unidades.

 

No acumulado deste ano, o maior destaque das vendas foram os tratores de rodas, cujas vendas cresceram 21% nos sete meses do ano quando foram comercializadas 21 mil 547 unidades frente às 17 mil 814 unidades em igual período do ano passado.

 

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Fôlego para o segmento de caminhões

A produção de caminhões segue acelerada. Nos sete meses, o crescimento foi de 19%, chegando a 43 mil 223 unidades. Na comparação com julho de 2016, a alta foi 41,5% passando de 5 mil 91 para 7 mil 202. Boa parte do crescimento na produção deve-se à exportação, que aumentou 47,4% no acumulado de janeiro a julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, subindo de 11 mil 256 unidades para 16 mil 588 unidades. 

A Argentina é o principal destino dos caminhões fabricados no Brasil, respondendo por 60% das exportações. Na sequência estão Chile com 12%, Peru com 8%, África do Sul com 4% e Colômbia com 4%. As exportações também têm aumentado para a África, Oriente Médio e Rússia.

Já as vendas continuam em queda, embora o desempenho tenha melhorado com relação ao início do ano. No mês, foram comercializadas 4 mil 535 unidades, o que representa declínio de 3,2% no comparativo ao mesmo mês de 2016. Já no acumulado de janeiro a julho, os licenciamentos atingiram 25 mil 990 caminhões, o que representa queda de 14,1% frente às 30 mil 272 unidades. 

A cada mês, o segmento apresenta uma leve melhora, de acordo com Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente da Anfavea: “A queda das vendas no acumulado do ano é de 14,1%, metade da verificada durante o ano de 2016, quando atingiu 30,6%. Esperamos uma recuperação no segundo semestre com crescimento de 3% a 6%”. 

Ociosidade – A alta da produção, porém, não conseguiu baixar a taxa de ociosidade nas fábricas que hoje ultrapassa 70%. Para Antônio Megale, presidente da Anfavea, o segmento será impulsionado pelas iniciativas da Rota 2030, que promoverá a renovação da frota, de olho na diminuição da emissão de poluentes: 

“As emissões de um caminhão Euro 0 equivale a cerca de 40 caminhões Euro 5. O custo operacional é o maior gasto nos caminhões. Um veículo que precisa ser constantemente reparado gera um custo grande e afeta a competitividade da empresa”. 

Ônibus – A venda de ônibus caiu 16,9% no acumulado de janeiro a julho. No período foram comercializadas 6 mil 139 unidades ante 7 mil 384 unidades no mesmo período do ano passado. Moraes, da Anfavea, disse que a expectativa do segmento é a venda que pode ser gerada com a licitação de ônibus urbanos na cidade de São Paulo: 

“É a maior frota do País. Essa licitação deve ocorrer em agosto e esperamos que comecemos a entregar os ônibus já neste ano. São 4 mil veículos que serão comprados. Será um bom negócio para o segmento”. A frota da capital paulista é de 14,7 mil ônibus. 

Já a produção cresceu 12,9% nos sete primeiros meses do ano ante o mesmo período do ano passado, passando de 10 mil 874 unidades para 12 mil 273 unidades. Já as exportações caíram 0,4% na comparação de janeiro a julho de 2016 e 2017, caindo de 4 mil 904 unidades para 4 mil 8885 unidades.

 

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Fabricantes na mira da ANP

A ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e as principais fabricantes de lubrificantes do País falam línguas diferentes quando entra em debate a qualidade dos produtos comercializados por aqui. Os pareceres bimestrais da agência, que apontam irregularidades em lubrificantes, seguem questionados pelas empresas.

Após nove meses operando em novo laboratório a ANP voltou a praticar o PML, Programa de Monitoramento de Lubrificantes, procedimento de avaliação realizado desde 2007 interrompido em setembro de 2014. Com o retorno das análises foram apontadas irregularidades em produtos Castrol, Chevron, Cosan e Total, empresas que estão no rol das dez maiores do segmento de lubrificantes no Brasil. Elas se defendem, em uníssono, dizendo que a ANP utilizou critérios equivocados na avaliação da composição dos produtos.

O PML, Programa de Monitoramento dos Lubrificantes, foi interrompido em função de reforma nos laboratórios do CPT, o Centro de Pesquisas Tecnológicas da ANP, e retomado em novembro de 2016. Após a reforma houve uma ampliação de 23% na área laboratorial e modernização na área administrativa. O PML acompanha sistematicamente a qualidade dos óleos lubrificantes comercializados no País, mas não possui caráter punitivo.

De acordo com Francisco Nélson Satkunas, conselheiro da SAE Brasil, durante algum tempo as empresas analisadas pela agência criticaram a capacidade de análise do laboratório e uma suposta falta de estrutura prejudicava a aferição das amostras de óleos lubrificantes analisadas:

“A ANP fazia as avaliações periodicamente e sempre houve divergência daquilo que era alegado nos boletins e pelos laboratórios das empresas. Havia a expectativa de que a expansão da estrutura melhorasse essa relação”.

Os óleos lubrificantes para o setor automotivo das marcas Havoline e Texaco, controladas pela Chevron, apareceram na lista de não conformidades da agência com problemas em seus registros: a empresa teria colocado no mercado produtos sem cadastro. Um modelo Castrol também figura na listagem pela mesma ocorrência. Um da marca Mobil – segundo mais vendido e controlado pela Moove, braço de lubrificantes da Cosan –, e um modelo de óleo da francesa Total aparecem na lista por insuficiência de aditivos na sua composição.

Para Denílson Barbosa, da área de controle de qualidade do laboratório da Total, as mudanças em procedimentos de análise que surgiram após a expansão prejudicaram a comunicação da ANP com as fabricantes, o que acarretou algumas notificações:

“No caso da notificação do nosso produto, sim, assumimos que houve equívocos no que diz respeito ao pacote novo de aditivos que passamos a utilizar no modelo apontado pela ANP em junho, mas há casos em que a agência utiliza critérios de avaliação distintos do mercado. Fora isso ela poderia entrar em contato com a empresa listada antes de divulgar o boletim”.

A Cosan, por comunicado, disse que os seus produtos cumprem as especificações exigidas pela ANP para a sua categoria. Ela informa, também, que a resolução da agência em 2014 não limitava a publicação de múltiplos números de registro com a mesma marca comercial, “o que levou a um erro na análise do programa”.

A Chevron, também por meio de nota, disse que julga improcedentes os apontamentos feitos pela ANP: “Todas as informações que se encontram no rótulo de seus produtos estão alinhadas com o processo de registro submetido e aprovado pela ANP”.

A Castrol, até o fechamento desta edição, não se pronunciou.

 

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