Renault convoca proprietários do Kwid

Menos de uma semana após apresentar resultados positivos em testes de segurança do LatinNCAP pelo modelo Kwid a Renault informou, na terça-feira, 21, que convocará proprietários de 21 mil 802 unidades Kwid no País por problemas na mangueira de combustível e no sistema de freios, este último, especificamente, tema de reclamações recorrentes de clientes. O Kwid foi lançado em agosto.

 

É um episódio importante na breve carreira do veículo porque foi apontado pela Renault como seu carro-chefe no mercado da América Latina, sendo fruto de um ciclo de investimento de R$ 500 milhões. Conforme informou Antônio Fleischmann, diretor de projetos da Renault, em agosto, segurança foi um dos pilares que sustentaram o desenvolvimento do carro aqui. 

 

O recall ocorre justamente no concorrido segmento de compactos leves, cujo desempenho comercial é visto como positivo. Dados da Fenabrave apontam que de agosto, quando entrou no mercado, até outubro, foram emplacadas 17 mil 528 unidades, com destaque para as vendas de setembro, quando foi emplacado o maior volume até agora, 10 mil 358 unidades. Esses números levaram especialistas a projetar, para 2018, um desempenho de vendas que pode torná-la a quinta maior fabricante do País, superando Ford e Toyota.

 

A expectativa era grande também por parte de Olivier Murguet, presidente para a América Latina, à época do lançamento: “Devemos chegar a 8% de participação de mercado nos próximos meses e, com o Kwid, a expectativa é a de que passaremos esse porcentual”.

 

O problema nos freios já vinha sendo notado por clientes. No site Reclame Aqui, canal que estabelece contato dos consumidores descontentes com as empresas, constam queixas de clientes a respeito. O problema, aliás, foi o responsável por parte das desistências de compra do veículo no período de pré-venda, segundo fontes ouvidas por AutoData: 10,3 mil unidades foram vendidas nos três meses que antecederam o lançamento oficial.

 

Segundo a reportagem apurou com a rede de concessionários Renault tecnicamente o problema apresentado – trincas no sistema de freio – acontece por causa do superaquecimento dos discos – e a correção já foi feita pela fabricante na fonte. O material dos componentes presentes nas unidades vendidas até aqui tinham uma dureza que não suportava o esforço em condições de giro alto.

 

Os veículos que foram chamados pelo recall terão os discos trocados por outros de maior dureza, além de elementos de fixação e rolamentos. Não se sabe se o problema foi um erro de projeto ou algum equívoco no controle de qualidade junto ao fornecedor do componente.

 

A empresa informou por meio de comunicado que bancará os custos da campanha de recall que envolver os reparos nos freios e na mangueira de combustível, e que o procedimento demora em torno de 1 hora. Para o cliente pessoa física o tempo pode não representar grandes problemas, mas para as empresas que contam com o modelo em sua frota poderá causar algum transtorno, como é o caso das locadoras, nas quais o Kwid tem grande penetração e que são as responsáveis por boa parte das vendas diretas do modelo nesses três meses.

 

A Unidas, uma das parceiras da Renault no segmento e que anunciou, em novembro, a compra de 1 mil 250 Kwid, informou que possui rigoroso controle de recall, que seguirá as orientações da montadora e que ainda não registrou ocorrências em sua frota.

 

A campanha convocada pela fabricante envolve também outros modelos que possuem participação importante no segmento de locação, como o sedã Logan, o hatch Sandero e o SUV de entrada Duster, “por problemas na mangueira de direção de baixa pressão da direção hidráulica”. A picape Oroch também integra esse grupo, que totaliza mais 13 mil 26 unidades.

 

Foto: Divulgação.

Venda de consórcio para automóveis cresce 14,7%

O sistema de consórcios comemora o bom desempenho nas vendas de novas cotas este ano, conforme dados divulgados pela Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. No caso de veículos leves a alta acumulada é de 14,7%, com 827,1 mil cotas vendidas contra 721,3 mil no mesmo período do ano passado. A comercialização de novas cotas para motos apresentou redução de 3,9%, saindo de 666,3 mil unidades em 2016 para 640,1 mil unidades agora.

 

O acumulado geral de novas cotas nos nove primeiros meses do ano atingiu 1 milhão 750 mil unidades, 9,4% a mais do que as 1,6 milhão registradas no mesmo período de 2016. 

 

Os créditos comercializados gerados pelas vendas de novas cotas somaram R$ 73,5 bilhões de janeiro a setembro, alta de 29,3% com relação ao mesmo período do ano passado, R$ 56,8 bilhões.

 

Para a entidade, em comunicado, “o crescimento observado no sistema de consórcios desde maio do ano passado permite reiterar que, com uma dose de otimismo, devamos encerrar 2017 com ampliação dos negócios consorciais com relação a 2016 e com boas perspectivas para 2018, considerando não acontecer nenhuma ocorrência significativa de ordem político-econômica nos próximos meses”.

 

 

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Parceria Anfir-Apex pode gerar US$ 4 milhões em exportações

Durante a Fenatran, em outubro, que marcou a retomada das vendas do setor de caminhões, a Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, em parceria com a Apex, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, realizou rodada de negócios com catorze representantes de dezesseis empresas de Bolívia, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai — que poderá gerar US$ 4 milhões em exportações nos próximos meses.

 

A informação, liberada na terça-feira, 21, pela Anfir, confirma o otimismo de alguns representantes de empresas estrangeiras que visitaram a Fenatran e falaram sobre as negociações com a equipe da Agência AutoData. Para Alcides Braga, presidente da Anfir, o volume negociado mostra o interesse pelos produtos nacionais: “O total estimado sinaliza o interesse crescente dos empresários estrangeiros pelo produto nacional”.

 

Foi a primeira vez que a parceira Anfir-Apex realizou rodada de negócios internacional, com o grupo sendo organizado apenas duas semanas antes do evento: “Trazer os empresários latino-americanos para conhecer nossos produtos em meio ao maior evento de transporte de cargas da América Latina foi a ação mais acertada”.

 

A entidade também destacou o balanço das 23 empresas associadas no evento, que no segmento de Leve, carroceria sobre chassis, negociou 150 unidades, enquanto que no segmento de Pesados, reboque e semirreboque, aproximadamente 2 mil produtos. Os fabricantes de componentes associados à Anfir também realizaram negócios no evento e a entidade acredita que o valor seja próximo de R$ 17,5 milhões.

 

Comércio Exterior – O programa Anfir-Apex foi renovado em setembro, com duração de dois anos, e pretende realizar novas rodadas de negócios em eventos em outros países, com a participação de empresários brasileiros. O programa surgiu em 2015.

 

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Case inaugura concessionária no Alegrete

A Case IH, braço da CNH Industrial que atua no setor agrícola, anunciou na terça-feira, 21, a inauguração de uma concessionária em Alegrete, RS, importante região agrícola do Estado. Com essa já são 22 as concessionárias que representam a empresa no Estado.

 

De acordo com Rhayner Pereira, da área de desenvolvimento de oncessionárias, a Agroser, empresa parceira no novo empreendimento, conhece a região e as demandas do produtor rural local: “Esses fatores, atrelados à gama de produtos, farão da nova filial um grande sucesso”.

 

Foto: Divulgação

Mann tem seis novos filtros para o setor automotivo

A Mann-Filter, uma das marcas do Grupo Mann+Hummel, lança este mês seis novos filtros para atender à demanda do setor automotivo.

 

Dentre os lançamentos estão elementos filtrantes de segurança do ar, filtro blindado de combustível, elemento filtrante do ar e elemento filtrante do ar-condicionado. Os novos produtos atenderão a veículos BMW, Ford, Hyundai e Mercedes-Benz.

Parceria VW-Waze quer mostrar oportunidades do varejo

Parceria da Volkswagen com o Waze mostrará, aos usuários do aplicativo, ofertas, descontos e condições de pagamentos de concessionárias VW em cada região e, também, o melhor caminho para chegar até local das oportunidades. 

 

A ação de varejo Põe no Waze — que transforma o espaço de busca de um dos maiores aplicativos de trânsito e navegação do mundo em um novo formato de mídia para a Volkswagen — é a primeira ação Waze com uma fabricante de veículos, contou o gerente executivo de marketing e comunicação da Volkswagen, Leandro Ramiro:

 

“A ação também atende a um dos principais objetivos das vendas ao varejo da Volkswagen: atrair o consumidor até as concessionárias, para que possam conhecer, testar e avaliar os modelos e acompanhar nossos lançamentos”.

 

Põe no Waze funciona da seguinte forma: ao receber o comando de busca com a hashtag específica da ação o sistema do Waze traz, automaticamente, um menu de concessionárias Volkswagen próximas. Com isso também mostra a distância do consumidor da oportunidade em tempo real, indicando o melhor caminho para chegar até ela. As hashtags variam de acordo com as oportunidades de varejo. 

 

Além da busca no Waze a ação é composta por mídia display, CRM e endomarketing.

Falta de segurança suspende vendas do BMW elétrico i3

A BMW suspendeu as vendas do modelo elétrico i3 nos Estados Unidos por causa de problema surgido em decorrência de testes de segurança feitos pela agência de segurança de tráfego NHTSA. O problema, referente ao teste de colisão frontal, apontou danos ao motorista e foi confirmado pela companhia por meio de comunicado.

 

“Em um recente teste de choque, especificamente o teste de barreira rígida para pequenos adultos sem cinto, o ocupante do assento do motorista manteve cargas ligeiramente acima do limite”, apontou a empresa no documento. “Enquanto os testes de conformidade da BMW mostraram resultados bem abaixo dos limites exigidos, testes mais recentes mostraram resultados inconsistentes.”

 

A empresa emitiu recall e está trabalhando com a agência para entender as diferenças nos resultados do teste.  A notícia foi inicialmente relatada pelo site InsideEVs, que publicou documento de recall [reproduzido abaixo] que sugere que os veículos i3 dos anos/modelo 2014-2018 seriam recuperados devido à sua falha em cumprir os padrões de desempenho de impacto frontal.

 

No Brasil o modelo é importado pela BMW desde setembro de 2014 e vendido acima de R$ 170 mil. De acordo com dados da Abeifa de 2014 até outubro foram vendidas, aqui, 182 unidades i3.

 

A versão do BMW i3 trazida para o Brasil é a de dois motores: o elétrico é motor de corrente alternada com potência de 170 cv, e o de combustão interna é um dois-cilindros que gera 39 cv de potência.

 

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GM renovará portfólio para ganhar espaço no mercado chileno

A General Motors pretende renovar seu portfólio de produtos no Chile com o objetivo de voltar a liderar as vendas ali, terceiro mercado mais importante da América do Sul, considerando que os últimos resultados foram bastante positivos. A afirmação é do presidente da GM na América do Sul, Fernando Agudelo, e foi divulgada pelo site Flash de Motor.

 

A revisão do portfólio GM vendido no Chile implicará mais atenção aos segmentos de SUVs e picapes. Outra aposta da empresa será a criação de um plano piloto para lançar veículos elétricos que poderão chegar a outros mercados vizinhos.

 

Durante o Congresso AutoData Perspectivas 2018 o presidente para o Mercosul, Carlos Zarlenga, já adiantara que a companhia também pretende ser líder nas vendas de carros elétricos na América do Sul, assim como acontece com os dotados de motor a combustão interna. De acordo com a informação publicada na terça-feira, 21, pelo Flash de Motor, esse projeto terá início nas operações chilenas:

 

“Como atuais líderes de mercado no Mercosul é natural que sejamos líderes também na eletrificação de veículos na região. Este é um desafio que a General Motors aceita”.

 

A companhia divulgou que de 2014 a 2020 pretende investir R$ 13 bilhões na América do Sul, assim: R$ 1,2 bilhão para a fábrica de São Caetano do Sul, SP, R$ 1,4 milhão para a de Gravataí, RS, e R$ 1,9 milhão para a de Joinville, SC, sendo a última dedicada apenas à produção de motores. O investimento total nas fábricas nacionais é de R$ 4,5 bilhões até o momento.

 

Ainda dentro do plano de expansão na região Zarlenga falou sobre a expectativa de crescimento do mercado argentino, que em 2017 e 2018 ficará em 900 mil unidades, subindo para 910 mil em 2019, para 940 mil em 2020 e para 970 mil em 2021.

 

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Sindipeças discute planos para suas exportações

O Sindipeças promove, na quinta-feira, 23, o encontro Brasil com S ou com Z em 2018?, com a ideia de apresentar casos práticos de empresas brasileiras que atuam de diferentes formas em planos de vendas dirigidos para o mercado externo.

Durante o evento serão apresentados cases como o da Sabó, com o diretor geral da companhia, Lourenço Agnello Oricchio Júnior, que falará sobre investimento direto no Exterior. O tema exportação direta ficará a cargo de Maria Luiza Guerra, gerente de exportação da Acumuladores Moura — e a Metalúrgica Monte Cristo abordará o tema exportação indireta via trading.

O encontro é uma oportunidade para saber mais sobre o tema exportação: afinal, empresas do setor de autopeças contarão a seus iguais seus planejamntos e planos de atuação no mercado externo.

Agregar informações que contribuam para a competitividade do setor é um dos objetivos do evento, disse Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças: “Insistimos e defendemos, e trabalhamos, pela inserção do setor de autopeças nas cadeias globais. Isso é fundamental para sua competitividade”.