Máquinas agrícolas mantêm alta

O mercado de máquinas agrícolas fechou o semestre com números bastante positivos. De acordo com o balanço divulgado pela Anfavea na quinta-feira, 6, o segmento teve alta de 21,8% na venda de tratores e colheitadeiras com relação ao acumulado de janeiro a junho de 2016. Ao todo foram comercializadas 21 mil 327 unidades, ante 17 mil 512 nos no período compatível do ano passado.

Segundo Antônio Megale, presidente da Anfavea, esse resultado positivo se deve ao crescimento contínuo do agronegócio verificado no primeiro semestre: “Toda a cadeia foi beneficiada pela estabilidade do mercado agrícola. A tendência é que os números continuem positivos nos próximos meses”.

Em junho 4,1 mil unidades foram comercializadas, resultado estável tanto ante o mês passado como, também, quanto contra junho de 2016. A expectativa da Anfavea é a de que o ritmo de aquisições seja acelerado com a disponibilidade na oferta de financiamentos por parte do setor público.

Ana Helena de Andrade, vice-presidente para tratores da Anfavea, esclareceu que o Plano Safra 2017/2018 entrou em vigor efetivamente esta semana: “Obviamente o agricultor esperou pelo financiamento com a possibilidade de pagar 1 ponto porcentual de juros a menos”.

E o setor tem se preparado para isso. O balanço da entidade para junho registrou produção de 5,5 mil unidades, 18,5% a mais no comparativo com as 4,7 mil de junho do ano passado. No semestre o resultado foi superior em 41,4%, somando 29 mil unidades ante 20,5 mil no mesmo período de 2016.

Exportações – No mercado externo as vendas de máquinas agrícolas também registraram desempenho positivo. De acordo com a Anfavea somaram 5,7 mil unidades no acumulado de janeiro a junho, 28,5% a mais do que no mesmo período de 2016, quando foram embarcadas 4,5 mil unidades.

De acordo com o presidente da Anfavea o crescimento de equipamentos exportados é relevante e ainda pode progredir: “Há nove ou dez anos registramos volume de 15 mil unidades exportadas. Estamos longe do nosso potencial, mas acredito que ainda podemos crescer esse ano”.

Produção segue acelerada

As fabricantes de veículos instaladas no Brasil trabalham a todo vapor. A produção de veículos cresceu 23,3% no primeiro semestre, chegando a 1 milhão 263 mil unidades, volume que ainda está abaixo da média dos últimos dez anos, que foi de 1 milhão 503 mil veículos, perto do que foi montado em 2015. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 6, pela Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Em junho foram produzidos 212 mil 281 veículos, alta de 15% com relação ao mesmo mês do ano passado. Antônio Megale, presidente da Anfavea, disse que o impulso para o crescimento nas linhas de montagem foi a queda da participação de veículos importados nos licenciamentos: essa fatia caiu 2 pontos porcentuais, e a alta nas vendas externas:

“Quando olhamos para os dados de maio vemos queda de 15%, mas isso é facilmente explicado por menos dias úteis em junho, foram dois a menos, e por três fabricantes terem concedido férias coletivas para ajustar a suas linhas de montagem para novos produtos”.

Com os ajustes feitos na produção em junho os estoques nas montadoras e nas concessionárias somaram 222 mil unidades, o que corresponde a 34 dias de vendas: “Estamos muito perto do nível ideal de estoque, que são para trinta dias. Mas, no mês que vem poderemos ver uma queda nesse giro. As fábricas estão ajustando a produção pois, historicamente, julho é melhor em vendas do que junho”.

Megale ressaltou, também, que esse ajuste na produção de algumas montadoras fez o nível de emprego ficar estável no mês passado. Pelos dados da Anfavea a folha de pagamento consolidada do setor automobilístico contava com 121,6 mil empregados: “O setor tem 12 mil 542 funcionários em algum programa de ajuste de produção, sendo que 9 mil 754 empregados estão inseridos no PSE, Programa Seguro Emprego, e outros 2 mil 788 em lay-off”.

A MAN Latin America anunciou na semana passada que voltou a trabalhar cinco dias por semana, dando fim a redução de jornada iniciada em 2015. Até então a linha de montagem operava quatro dias por semana. E a Nissan informou que abrirá um segundo turno de trabalho para a produção do Kicks e que contratou seiscentos empregados diretos e mais 1,2 mil indiretos.

Made in Taubaté

O modelo Gol, da Volkswagen, será produzido apenas na fábrica de Taubaté, SP, a partir do fim deste mês. Com isso essa unidade concentrará a produção de três modelos líderes de exportação: Gol, que ocupa a liderança, Voyage, que está na segunda posição, e up!, que ocupa o quarto lugar.

Dessa forma a unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, focará a fabricação dos próximos lançamentos: o novo modelo do Polo que chega ao mercado no último trimestre do ano, e Virtus, que será lançado no primeiro semestre de 2018. A unidade manterá a produção da Saveiro, que é o terceiro VW mais exportado.

As mudanças fazem parte dos planos de dotar a marca de nova posição no Brasil, de acordo com David Powels, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil e América do Sul, em evento na fábrica de Taubaté na quarta-feira, 5:

“2017 representa uma virada de página para a Volkswagen do Brasil. Estamos reinventando a marca com várias iniciativas, com portfólio voltado para o futuro e relevante para o mercado sul-americano”.

Segundo ele o portfólio inclui produtos novos fabricados no Brasil e também produtos premium importados, com o objetivo de atingir mais clientes. Powels adiantou que a Volkswagen lançará duas novas SUVs nos próximos anos.

A empresa investe R$ 7 bilhões no período 2016-2020 no mercado brasileiro, em desenvolvimento de produtos e reestruturação das fábricas. Os lançamentos são uma tentativa de resgatar a liderança das vendas: ninguém gosta de perder market share: “Queremos um reposicionamento da marca no Brasil. As primeiras mudanças ocorrerão em seis meses”.

Prova disso é que a empresa não pretende aumentar a produção do Gol. Segundo Powels as fábricas da Volkswagen estão com capacidade ociosa de 45%. A de Taubaté, por exemplo, tem capacidade produtiva para 1,3 mil unidades/dia, mas produz novecentas. Os funcionários trabalham em dois turnos.

Para alavancar as vendas a empresa tem apostado nas exportações: no ano passado 125 mil veículos foram embarcados. Para este ano a projeção é chegar a 160 mil. O Gol corresponde à metade das exportações, que se destinam principalmente para Argentina e México.

Gol – A empresa celebrou o marco de 8 milhões de unidades produzidas do Gol – o carro mais produzido, mais vendido e mais exportado da história da indústria segundo a Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. A cada minuto um Gol é produzido.

Dos 8 milhões de unidades fabricadas 6,6 milhões foram comercializadas no mercado interno e o restante exportadas para mais de sessenta países. O compacto foi líder de vendas no setor automotivo por 27 anos e foi sucedido em 2014 pelo Chevrolet Onix.

Mais um brasileiro chega com um novo Silva

Com o lançamento do Nissan Kicks nacional a Nissan também aproveitou para apresentar o seu novo presidente: Marco Silva. Assim como o SUV Silva é brasileiro. Nasceu em São Paulo há 50 anos e, depois de passagens por vários lugares do mundo, ele recebeu a incumbência de seu conterrâneo, Carlos Ghosn, de tocar a operação brasileira da Nissan. Com isso, ele, que ia em média nove vezes ao Japão por ano, já participou de cinco reuniões na matriz somente até junho. Quase uma por mês:

“O desafio maior é explicar ao board o que acontece na economia brasileira. Agora, com a saída do Carlos da presidência da Nissan, tenho mais trabalho. Ele entendia mais o comportamento do mercado brasileiro e da política por aqui. Mas o interessante é que, mesmo com toda a turbulência que estamos vivendo no Brasil, a direção da Nissan mantém todos os projetos. Prova disso é a abertura do segundo turno na fábrica de Resende para a produção do Kicks”.

Em suas idas ao Japão, além de tentar decifrar os acontecimentos políticos e econômicos do Brasil, Silva negocia o novo plano de investimento para a América Latina. Ele também cuida de todo o planejamento financeiro dos países da região, menos o México. O plano atual, de US$ 2,5 bilhões, termina em meados de 2018 e teve o Brasil como seu maior destino, com a construção da fábrica no Rio de Janeiro, que demandou recursos da ordem de R$ 2,6 bilhões, e mais R$ 750 milhões para a linha do Kicks nacional:

“A definição do valor do novo ciclo sairá em dois ou três meses. É um planejamento para cinco anos, até 2022. O Brasil deve receber a maior parte dos recursos. Aqui, nossa estratégia será investimento em fábrica e em produtos”.

Silva não quis pormenorizar se o aporte maior será em nova linha de produtos, mas disse que espera chegar à capacidade instalada da unidade, que é de 200 mil veículos por ano, até 2022: “Viemos para ser grandes. O Brasil representa 45% do mercado da América Latina, mesmo com a queda que estamos vivendo nos últimos anos. Este ano produziremos quase 90 mil veículos em Resende. É o melhor ano para essa unidade”.

Em 2016 foram fabricados, ali, 55 mil carros.

Parte do desempenho da produção no Brasil é atribuída ao Kicks, que será montado por aqui este mês. Para se preparar a Nissan abriu um segundo turno de trabalho e contratou mais seiscentos funcionários diretos. Silva ressaltou que outros 1,2 mil empregados indiretos serão integrados a essa linha: “A transferência da produção do México para cá agora estava em nossos planos. Isso porque queríamos lançar o carro durante os Jogos Olímpicos e o Brasil foi o primeiro a ver o Kicks, apesar de ser mexicano até então. Vendemos toda a cota que importamos, cerca de 20 mil carros. Com a produção nacional a estimativa é a de que os licenciamentos do modelos alcancem 30 mil unidades no primeiro ano. É um sucesso da Nissan”.

O executivo disse que, agora, com a nacionalização da montagem do Kicks, a Nissan aumentará as importações da nova picape Frontier do México, até que a fábrica de Córdoba, Argentina, comece a produzir o modelo: “Temos uma cota de US$ 100 milhões por ano pelo acordo automotivo do Brasil com o México e, ao encerrarmos a importação do Kicks já aumentamos os volumes da Frontier. Essa é uma estratégia que foi pensada há muito tempo”.

Hoje a Nissan traz do México a Frontier e o sedã Sentra.

Se a Nissan considera que o Kicks é um sucesso no Brasil a empresa também aposta em repetir o desempenho nas vendas nos países da América Latina. Marco Silva ressaltou que o plano é exportar primeiro para a Argentina e depois disputar os outros mercados com a operação mexicana: “Temos condições de enviar o modelo para todos os países em que atuamos. Vamos em busca disso”.

Hoje a Nissan exporta March e Versa para todos os países da América do Sul, Costa Rica e Panamá.

Kicks já aumenta família

O Nissan Kicks, modelo mais vendido da Nissan no Brasil, amplia a quantidade de versões, passa a ter novos itens de série e mais equipamentos inéditos para o segmento e mais opções de cores em dois tons.

Ainda este mês chega às lojas a nova versão S, com câmbio manual de cinco marchas e preço começando em R$ 70,5 mil – a nova versão dispõe de gama interessante nos itens de série. O Kicks S equipado com transmissão automático CVT com modo Sport chegará às concessionárias por R$ 79,2 mil. O crossover brasileiro ganha também a versão SV – diferente da edição limitada SV Limited trazida para o Brasil do México –, equipada exclusivamente com câmbio XTronic CVT com modo Sport e sai por R$ 85,6 mil. Esta nova versão tem os mesmos equipamentos da versão S CVT com acréscimo da câmara traseira com imagem integrada à tela do rádio.

Completando a linha nacional a versão SL ganha novos equipamentos, que a diferenciam do modelo trazido até então do México: maçanetas cromadas, sistema multimídia Nissan Multi-App, retrovisores com rebatimento elétrico automático, que se recolhem com o desligamento do motor e se abrem com o acionamento da ignição, e quatro novas combinações de pintura externa 2-Tone, que se somam à conhecida cinza com teto laranja.

Essa versão vem com o controle inteligente de chassi, que reúne avançados sistemas eletrônicos como o controle em curvas, o estabilizador inteligente de carroceria e o controle de freio motor. Ela é equipada também com dispositivo de visão 360º com sistema inteligente de câmaras, monitoramento de pontos cegos e painel de instrumentos TFT. O preço sugerido é de R$ 94,9 mil.

A Nissan terá, também, versão destinada para deficientes físicos que se enquadrará em todos os descontos de impostos previstos em lei. Ainda sem preço.

Unidas testa venda de veículos no modelo feirão

A Unidas, empresa que atua no segmento aluguel e venda de veículos, iniciou um novo modelo de negócio para a venda de seminovos mais velhos do que aqueles que ela já comercializa em suas lojas no País. Há dois meses a companhia testa o comércio outlet em São Paulo, algo parecido com os feirões de carros que são comuns em áreas onde predominam clientes da classe C.

A empresa alugou, no bairro da Penha, na Zona Leste, espaço para a venda de carros com mais de três anos, unidades que a empresa envolvia em negócios com revendedores menores. Mesmo com a chegada da loja outlet ela continua destinando carros com esse perfil ao varejo, mas decidiu entrar na concorrência porque detectou oportunidade de diminuir o seu estoque criando condições interessantes para clientes com menor poder de compra.

De acordo com o diretor executivo Levi Fonseca crise econômica e acesso restrito ao crédito foram fatores que criaram o ambiente favorável à venda de veículos com quilometragem mais alta. Criando uma loja própria no segmento a Unidas, de acordo com o executivo, leva uma vantagem competitiva frente às pequenas revendedoras por ter estrutura mais robusta:

“Existe, hoje, uma faixa muito grande de clientes que buscam preços mais atrativos para comprar o primeiro veículo, por exemplo. Nossa estrutura de negócios nos permite chegar a descontos maiores do que o varejo localizado, e também a conceder garantias que não são comuns nesse nicho”.

Os veículos vendidos no outlet possuem garantia de câmbio e motor acima de três meses, segundo a empresa.

Com a nova loja a empresa passa a ter 24 unidades próprias no Brasil. O espaço comporta até 350 veículos em exposição e a meta de vendas projetada para o ano, de seminovos via outlet, é de 150 veículos por mês. Caso a empresa perceba que o modelo de negócio tem aderência na região onde foi instalada o plano é abrir mais uma unidade até o fim do ano. Uma meta mais ambiciosa estudada pela companhia é a expansão do modelo em franquias rumo ao Interior do Estado. Até junho a Unidas contava com 23 franquias na rede.

O mercado de seminovos tem direcionado a estratégia da empresa nos últimos anos. Isso porque vender carros é, hoje, o principal negócio da companhia, que entrou no mercado como locadora. No primeiro trimestre do ano, por exemplo, as vendas de seminovos alcançaram receita de R$187,9 milhões, um aumento de 29,9% com relação à receita obtida no mesmo período de 2016.

O aluguel de carros nas lojas próprias também cresceu no período, 34,9%, mas gerou faturamento inferior ao de seminovos, R$ 102,5 milhões.

O desempenho das locadoras tem sido melhor nos últimos anos na venda de seminovos, e isso tem provocado ruído no setor de concessionárias. Na segunda-feira, 3, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas, realizado em Sorocaba, SP, Antônio Megale, presidente da Anfavea, reiterou um argumento recorrente quando perguntado sobre as vendas das locadoras: “Ainda é uma relação complexa porque temos um sistema de distribuição no modelo de concessionárias, e quando há muita venda direta a venda privada e isso desequilibra as finanças”.

Axalta inaugura fábrica de revestimentos. Na Argentina.

De olho no crescimento do mercado automotivo na Argentina a Axalta Coating Systems, que produz revestimentos líquidos e em pó, inaugurou em janeiro sua primeira fábrica ali. Com investimento superior a US$ 15 milhões a fábrica, de 27 mil m2, localizada em Escobar, na Província de Buenos Aires, também abriga laboratório e centro de armazenamento e distribuição.

O foco da fábrica é a produção de basecoats, vernizes e thinners para as montadoras de carros, caminhões e comerciais leves, assim como oficinas de repintura automotiva e indústrias. Inicialmente a capacidade de produção é de pouco mais de 8 milhões de litros por ano.

O aumento na demanda no segmento de tintas automotivas levou a empresa a expandir seus negócios, de acordo com Mateus Aquino, presidente da Axalta Brasil:

“Nossa participação no mercado argentino dobrou em cinco anos. Em 2012 atendíamos a três montadoras e, atualmente, são seis. Apostamos no crescimento do mercado automotivo argentino e queremos oferecer atendimento mais rápido aos nossos clientes”.

A fábrica instalada há 54 anos no Brasil recebeu investimento da ordem de US$ 30 milhões nos últimos cinco anos, envolvendo principalmente seu centro de pesquisa e de desenvolvimento:

“Nosso objetivo é aumentar a produção de tintas à base de água. A substituição dos solventes por água, como meio de diluição, aumenta a produtividade das tintas e causa menos impacto ambiental”.

No Brasil cerca de 60% da produção são voltados para as montadoras: “Atendemos a mais de 90% das montadoras instaladas aqui. Somos líderes do segmento automotivo de tintas no Brasil”.

A fábrica brasileira, que hoje exporta para países da América do Sul e China, pretende começar a exportar para a África do Sul.

A fábrica fornece tintas aplicadas nos veículos pelas montadoras e atende também ao segmento de veículos comerciais pesados como caminhões, implementos rodoviários e máquinas agrícolas, e aos segmentos de repintura automotiva.

México: vendas crescem no semestre.

As vendas de veículos leves no México, segundo maior parceiro comercial do Brasil no setor automotivo, cresceram no primeiro semestre. O volume de veículos vendidos no período foi de 743 mil 51 unidades, o que representa aumento de 2,9% com relação ao mesmo período de 2016. Em junho o volume foi de 127 mil 410 veículos, queda de 5,3% com relação a junho do ano passado.

Segundo dados da AMIA, a associação dos fabricantes mexicanos, nos primeiros seis meses de 2017 a Nissan segue como líder do mercado com fatia de 24,7% no total das vendas. A General Motors ficou em segundo lugar, com parcela de 16,6%. Volkswagen, 15,6%, Toyota, 6,9%, e Fiat Chrysler, 6,5%, fecham o grupo das cinco empresas que mais venderam no período.

Na comparação mensal as vendas em junho caíram 5,3%, registrando volume de 127 mil 410 unidades comercializadas – e isso refletiu no desempenho mensal das principais fabricantes. A GM vendeu 27,1% menos veículos em junho de 2017 com relação ao mesmo mês de 2016. A queda da Ford foi menor, 14,4%. FCA vendeu 3,2% menos e Nissan apresentou queda de 7,8%.

Colômbia – Visto como um mercado promissor para as exportações brasileiras por causa da assinatura recente de acordo comercial de livre-comércio, o mercado colombiano apresentou queda nas vendas de veículos no primeiro semestre: foram vendidas 113 mil 101 unidades – em junho do ano passado foram 117 mil 243 unidades. Apenas em junho foram vendidos 19 mil 841 veículos, 3,5% a menos do que o volume de junho do ano passado.

Por segmento foram vendidos na Colômbia 60 mil 989 automóveis em junho, queda de 4,9% com relação ao mesmo período do ano passado. Os Chevrolet foram os mais vendidos no país no primeiro semestre: 25 mil 182 veículos, volume 12,1% menor do que o obtido no mesmo semestre do ano passado. A Renault também apresentou queda no volume, 2,1%, totalizando 23 mil 85 unidades. A Nissan vendeu 9 mil 848 unidades, mas apresentou desempenho positivo, 22,8% a mais.

Vendas de carros voltam a crescer

As vendas de automóveis novos no País cresceram 4,59% no primeiro semestre do ano, alcançando 847 mil 798 unidades. O desempenho positivo interrompeu o processo de queda nos negócios iniciado a partir de 2013, segundo dados da Fenabrave, a federação dos distribuidores nacionais.

Ainda que o crescimento seja considerado modesto pela entidade, e distante do recorde de 1 milhão 451 mil 461 unidades alcançada há quatro anos, o resultado é visto como indicador de retomada da confiança do consumidor e dos frotistas, algo inesperado em meio a cenário político conturbado e de ajustes em algumas áreas macroeconômicas verificados durante o atual governo, argumentou Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, na terça feira, 4.

A tendência, ele expôs, é a de manutenção do crescimento até o fim do ano e terá sustentação, dentre outros fatores, na chegada de novos veículos programada para este semestre, como o Fiat Argo, e o Renault Kwid: “A diminuição da inflação e da taxa de juros teve efeito direto, no período, nas vendas para pessoa física. O resultado das vendas não foi melhor por causa da restrição ao crédito, que persiste”.

O desempenho fez com que a Fenabrave revisasse suas projeções para o ano. No segmento de automóveis o crescimento esperado é de 4%, devendo o setor emplacar até dezembro coisa de 1,8 milhão de veículos – mais exatamente 1 milhão 755 mil 833. Em janeiro a projeção para o ano, neste segmento, era de crescimento de 2%.

Sobre os financiamentos, modalidade que representa a maior fatia nas vendas de veículos novos via concessionária, o representante da Fenabrave disse que de cada dez pedidos de financiamento, no período, feitos aos bancos, apenas um foi aceito: “Isso mostra como ainda o cenário é adverso às aquisições. O crédito é restrito e muitos brasileiros estão inadimplentes, ou seja, inaptos ao requerimento de capital para comprar um veículo novo”.

As vendas diretas, aquelas feitas a frotistas, aumentaram sua participação no mix de vendas de automóveis e serviram de alicerce para que o volume de vendas, no semestre, superasse o do ano passado. Dados da Fenabrave indicam que do total de veículos emplacados no período 23% foram vendidos de maneira direta. Ou seja, 194 mil 99 unidades foram vendidas diretamente às empresas.

O representante da Fenabrave acredita que esse nicho tem tendência de crescimento nos próximos anos, mesmo que as vendas feitas diretamente pelas fabricantes sejam mais atrativas ao cliente do ponto de vista fiscal: “Vendemos nos últimos dez anos 500 mil veículos diretamente às empresas, um volume considerado interessante se observarmos que as fabricantes conseguem oferecer mais vantagens na compra. É um segmento ainda a ser explorado”.

O veículo mais vendido do País continua sendo o Chevrolet Onix, da General Motors. O modelo encerrou o semestre com 83 mil 236 unidades vendidas. Na sequência vem o Hyundai HB20, com 51 mil 149 unidades, e o Ford Ka, 44 mil 650. Renault Sandero, 38 mil 867 unidades, e Volkswagen Gol, 36 mil 209, fecham o grupo dos cinco carros mais vendidos.

Outras frentes – A venda de comerciais leves no primeiro semestre de 2017 registrou alta de 2,25% com relação aos primeiros seis meses de 2016, atingindo 143 mil 677 unidades. Este segmento também vinha em queda acentuada desde 2013. Assumpção Júnior disse que esse segmento dá indícios de retomada, mas de forma diferente da observada no de automóveis: “Mais do que o de carros esse segmento depende muito do PIB para apresentar um crescimento significativo. Algo acima dos 2% projetados pelo Banco Central para o ano que vem”.

Nos segmentos de caminhões e ônibus o cenário de queda aferida nos últimos anos foi mantido. No semestre foram emplacados 21 mil 461 caminhões no País, queda de 15,6% com relação a idêntico semestre de 2016. O emplacamentos de ônibus caíram 7,25%, totalizando 6 mil 464 unidades

Christopher Podgorski assume Scania

A Scania anunciou na terça-feira, 4, a indicação de Christopher Podgorski para a presidência de sua operação industrial para a região da América Latina, com sede em São Bernardo do Campo, SP. O executivo, primeiro brasileiro a ocupar o cargo na história da companhia, sucede ao sueco Per-Olov Svedlund, no cargo desde 2013 e que se aposentará.

O executivo retorna ao Brasil após passar cinco anos na matriz como vice-presidente sênior mundial de caminhões. Antes, foi diretor geral da Scania Brasil, o braço responsável pela operação comercial da companhia no País.

Em sua nova missão ele tem como objetivo atender à produção para a América Latina e outros trinta mercados globais.

Podgorski trabalhou na rede Caterpillar de 1986 a 1998, na área comercial e de marketing. Em 2003 assumiu a diretoria geral da Scania para vendas e serviços no Brasil, depois de três anos como diretor geral da Scania no México. Antes disso, ainda, coordenou, de 1998 e 2000, as vendas de caminhões e ônibus da Scania para os mercados da América Latina.

Por meio de nota o novo presidente disse que há oportunidades na região para avançar em eficiência energética, na eficácia e na segurança da logística de transportes. As exportações para mercados como Argentina, Chile e Peru também estão no foco da sua gestão, que teve início na terça-feira, 4.

A Scania registrou nos primeiros cinco meses do ano desempenho positivo nos licenciamentos, ainda que o mercado de caminhões esteja em queda. A empresa, que detém a quarta fatia das vendas no segmento de pesados e semipesados – atrás de Mercedes-Benz, MAN e Volvo –, viu crescer os emplacamentos de seus caminhões em 11,8% com relação ao volume registrado de janeiro a maio de 2016.

Prosegur recebe caminhões Mercedes-Benz. Blindados.

A Prosegur, que atua no ramo da segurança privada de valores, adquiriu sete unidades do extrapesado Mercedes-Benz Axor 2644, que tornou-se o maior caminhão blindado da América Latina. Para atender às solicitações de segurança feitas pelo cliente o veículo ganhou uma configuração especial, com tração 8×4, para transporte de produtos e mercadorias de alto valor agregado.

Segundo Rubens Carbonari, diretor regional da Prosegur, a empresa está investindo mais de R$ 5 milhões na ampliação da frota e no desenvolvimento de soluções de transporte para atender à demanda:

“Aproximadamente 96% da nossa frota, cerca de 1 mil 650 veículos, são Mercedes-Benz, a maioria composta por carros-fortes, mas também caminhões e cavalos mecânicos”.

Dentre as mudanças incluídas na versão blindada do Axor 2644 estão a inclusão de um segundo eixo direcional, alterando a tração do cavalo mecânico de 6×4 para 8×4, e blindagens e/ou reforços nos semirreboques do bitrenzão. Todas as implementações foram executadas por empresas especializadas.

A Prosegur também comprou, recentemente, 134 chassis de caminhão 915 E para a renovação da frota de carros-fortes, cujas últimas unidades ainda estão sendo entregues, de acordo com Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing e peças & serviços caminhões e ônibus da Mercedes-Benz: “Foram onze modificações no veículo original de fábrica para atender às solicitações da Prosegur”.

As principais modificações no veículo foram mudança de entre-eixos de 4 mil 500 mm para 3 mil 150 mm, nova posiç~çao para alguns componentes, especialmente tanques de arla e de combustível, adequação de chicotes elétricos, pneumáticos e de combustível, alteração da posição da coluna de direção conforme desejo do cliente.

Também foi desenvolvido um projeto inédito de ar condicionado para carros-fortes, que adapta a potência do sistema de climatização da cabine à utilização do caminhão, o que dispensa o uso de dispositivos no teto do veículo. O campo de visão para o motorista é maior e o chassi foi customizado para as necessidades de um carro-forte, com blindagem 100% nível 3.

Para tornar os veículos mais seguros foi instalado um sistema de injeção de poliuretano expandido, conhecido como SIPE, que impede o arrombamento do cofre interno do carro-forte mesmo quando submetido a uma explosão. Ao ser acionado o equipamento libera um jato de poliuretano e, no máximo em 22 segundos, a parte interna do cofre fica completamente preenchida pelo polímero endurecido, garantindo a segurança do conteúdo. Outra solução é o cofre multitranca, dividido em pequenos espaços, que permite o controle individual de valores.