Aethra espera concluir internacionalização até 2020

Depois de investir R$ 40 milhões no desenvolvimento de uma nova tecnologia de estampagem a quente, a Aethra vai expandir os horizontes até 2020. Osias Galantine, diretor comercial da empresa, disse durante o Seminário AutoData Tendências de Negócios, que a prospecção de novos negócios para a Europa e nos Estados Unidos já começou, e o aumento da capacidade de produção nesses locais acontecerá nos próximos três anos.

Segundo ele, nos Estados Unidos a demanda por utilização do processo de estampagem a quente dobrará no curto prazo: “Patenteamos o processo há três meses e agora começou as apresentações a potenciais clientes. No Brasil já fechamos contrato com duas montadoras para estampar as partes de novas plataformas que entrarão no mercado do segundo semestre de 2018, início de 2019”.

Galantine ressaltou que hoje já há uma linha na fábrica de Betim, MG, dedicada ao novo processo. “Com esses novos contratos, vamos abrir outra linha na unidade de Pouso Alegre, MG. A capacidade de produção será de cinco mil estampagens por dia em cada fábrica”. Para essa expansão, a Aethra já tem recursos garantidos. O executivo, no entanto, preferiu não informar os valores a serem investidos.

Para a expansão internacional, o executivo disse que a companhia ainda está estudando os investimentos: “Não vamos licenciar o processo. Isso já está claro. A Aethra fará os aportes necessários para iniciarmos nossa estratégia de internacionalização”.

Redução de custos – O processo desenvolvido pela Aethra entrega redução de 15% a 20% com relação aos custos da estampagem a quente tradicional: “Uma das vantagens é que não há necessidade de instalar um forno para o processo. É uma linha mais automatizada e isso aumenta a produtividade. Na verdade massificamos a estampagem a quente. Trata-se de uma vantagem, principalmente para as fabricantes instaladas no Brasil”.

Segundo Galantine, o novo processo deve aumentar em quatro vezes com a busca pela redução de peso e mais segurança dos veículos no Brasil: “Com a estampagem a quente pode-se usar materiais mais resistentes, que é uma demanda das novas legislações automotivas, principalmente no quesito segurança. A demanda por aqui é crescente”.

Inovação: saída para o setor reverter a crise no Brasil.

Após quatro anos de queda, o mercado automotivo esboça uma estabilização em 2017, com uma recuperação gradual. As vendas de veículos devem apresentar crescimento de 0,4% enquanto que a produção deve aumentar 12% neste ano. Em meio a este cenário de incertezas políticas e econômicas, três fatores têm movimentado o setor automotivo. De acordo com Fernando Trujillo, diretor da IHS Brasil, são: a mudança no perfil do consumidor, o aumento da competitividade nas montadoras e a nova legislação.

Trujillo, disse, durante o Seminário AutoData Tendências de Negócios, que as fabricantes já estão atentas ás mudanças do cliente, que já está mais exigente com itens de tecnologia e conforto. Segundo ele, os novos consumidores são formados pela Geração Z, que reúne pessoas de até dezenove anos e corresponde a 20% da população brasileira. Essa geração tem forte familiaridade com conectividade e consciência ambiental. Mais de um terço deles acredita que o maior problema é o alto custo de manter um automóvel.

“As fabricantes estão começando a se preocupar com mobilidade e não focar apenas na produção de veículos. A General Motors, por exemplo, está testando um modelo de carro compartilhado na sua fábrica em São Caetano do Sul.”

Outro ponto destacado por Trujillo é a competitividade no mercado brasileiro. As montadoras asiáticas como Toyota, Honda e Hyundai, apostam em lançamentos como os modelos SUV, cuja procura tem aumentado. Já as tradicionais Fiat, GM e Volkswagen só irão lançar os modelos SUV em seu portfolio em 2019.

Essa estratégia das asiáticas fez com que as suas fábricas trabalhassem com um nível de ocupação adequado para o mercado atual. Já as fabricantes tradicionais estão trabalhando com altas taxas de ociosidade. A taxa de ociosidade da unidade da Fiat em Betim, MG, por exemplo, é de 60% enquanto que a taxa nas fábricas das montadoras asiáticas é de 30%. Para tentar reverter esse quadro, a Fiat lançou na quarta-feira, dia 31, o modelo Fiat Argo.

A renovação da frota também tem mexido com o mercado. Segundo Trujillo, na nova política industrial do setor, o Rota 2030, o governo brasileiro deve aumentar os índices de eficiência energética dos veículos produzidos aqui: “O Inovar-Auto, a política atual, já prevê veículos mais eficientes. No Rota 2030 e deverá conter novas ações, além daquelas ligadas à eficiência energética”.

Demanda do setor automotivo movimenta cadeia de TI

A tecnologia vem ganhando espaço no setor automotivo não apenas no fornecimento de sistemas para veículos, mas também nos processos de fabricação. Utilizando modelos inovadores, empresas vêm reduzindo o tempo de produção e as perdas decorrentes dela. E os resultados têm criado um movimento de renovação nas linhas de montagem, fato que tem atraído, por outro lado, a atenção das companhias de TI.

Michael Ketterer, diretor industrial da fabricante de motores MWM, disse no Seminário AutoData Tendências de Negócios, na quarta-feira, 31, que de 2013 para cá houve grande evolução nos processos de montagem: “Novas práticas que adotamos, como a manufatura Lean, surtiram efeito no desenho da nossa mais nova linha em conjunto com tecnologias aplicadas”.

O executivo afirmou que atualmente a linha de produção da MWM possui 350 tipos diferentes de configurações de um motor: “Seria impossível imaginar este tipo de manufatura anos atrás, mas o nível tecnológico exigido pelos clientes fez com que este salto de inovação fosse trazido para nossa fábrica, em São Paulo. Hoje produzimos mais com apenas uma fábrica, e com menos funcionários”.

Este nível de customização aplicado na linha da MWM é um dos pilares da chamada Indústria 4.0. Carlos Wagner, presidente da empresa de tecnologia Sintel, disse que as demandas do cliente final hoje estão moldando os processos produtivos nos países onde a nova indústria já é uma realidade ou está em estágio avançado: “A tecnologia da informação ganhou um novo papel dentro da indústria. Ela é a ponte entre o que o mercado demanda e a produção”.

Daniel Coppini, diretor da Siemens, contou que na Europa empresas de diversos setores têm apostado na comunicação inversa, ou seja, quando o consumidor requer um produto de acordo com suas preferências e a empresa deve ajustar sua produção para atendê-lo. Para criar este cenário, muitas recorreram à indústria de tecnologia em busca de ferramentas que permitam a digitalização de seus processos.

A própria Siemens passou por uma mudança estrutural por causa deste novo rumo que o setor automotivo se direciona. Se antes 40% de seu faturamento vinha da produção de equipamentos de telecomunicações, Coppini diz que a balança dos negócios da companhia hoje pende mais para serviços voltados à área digital: “Hoje os terminais representam uma parcela muito pequena dos nossos negócios, que está mais voltado aos serviços dentro de empresas que estão modernizando suas fábricas”.

Usados caem na graça do consumidor

Tecnologia e conforto são itens essenciais para o consumidor antes de fechar negócio. Por causa da crise econômica, o cliente está preferindo comprar um carro usado ao invés de um novo, pelo mesmo preço. Em 2016, foram vendidos 2 milhões de automóveis novos e 10 milhões de usados, o que corresponde, em média, um novo para cinco usados. Só no primeiro trimestre, essa relação aumentou de um para seis.

Rogério de Freitas Monteiro, diretor geral da Consultoria IPSOS, disse, durante o Seminário AutoData Tendências de Negócios, na quarta-feira, 31, que os usados ganharam ainda mais força em 2016 com as oportunidades de pós-venda: “O consumidor está preferindo o usado até porque o prazo de garantia aumentou para cinco anos”.

Carros mais conectados e mais contáveis também são considerados na decisão de compra de veículos novos. Por causa disso, conforme ele, as fabricantes estão deixando de investir nos carros populares sem opcionais para apostar em automóveis do segmento premium. Prova disso é o Argo, lançado pela Fiat nesta quarta-feira, 31, e o Polo, que será lançado pela Volkswagen no segundo semestre: “O consumidor está mais exigente, preferindo veículos que já tenham opcionais e tecnologia. Algumas montadoras demoraram para perceber isso e estão investindo neste segmento”.

Segundo ele, o brasileiro é bastante receptivo às inovações tecnológicas. Em uma pesquisa realizada pela IPSOS, 69% estão dispostos a comprar um veículo elétrico. E 52% demonstraram interesse em condução autônoma.

Vale lembrar que o brasileiro também é um dos mais presentes nas redes sociais. Em razão disso, algumas fabricantes têm investido no relacionamento digital com o cliente. “A tecnologia encurtou a distância com o consumidor. A fidelidade à marca vem diminuindo e hoje o consumidor busca atenção, rapidez e bom atendimento”.

Mercado crescente – Para ele, a venda de veículos no País é influenciada pelo índice de compra do consumidor: “Vivemos uma recuperação pequena, mas consistente. Nossa estimativa é que as vendas voltem a ultrapassar três milhões de unidades em 2021”.

O Brasil ainda tem bastante espaço para o crescimento do setor automotivo. Enquanto que nos Estados Unidos, o índice de motorização é de dois habitantes para um veículo, por aqui a taxa é de cinco habitantes para um veículo.

Desemprego chega a 14 milhões de pessoas até abril

O desemprego ficou em 13,6% da população economicamente ativa do País no período de fevereiro a abril, com o número de pessoas à procura de trabalho chegando a catorze milhões. Essa foi a maior taxa de desocupação e o maior contingente de pessoas sem emprego para um trimestre desde o início da série, em 2012. Os dados fazem parte da PNAD Contínua, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE.

De novembro do ano passado a janeiro de 2017, a taxa era de 12,6%, com 12,9 milhões de desempregados. Já no trimestre de fevereiro a abril de 2016, quando o índice foi de 11,2%, eram 11,4 milhões de pessoas sem trabalho. Este é o 29º período consecutivo de aumento da taxa.

A boa notícia é o aumento do emprego formal na indústria, de 1,8% com relação ao trimestre que findou em janeiro. Agora são 11,5 milhões de trabalhadores registrado em carteira no setor industrial.

Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, disse que: “esse aumento tem especial importância quando se observa que a indústria estava há dois anos registrando perdas seguidas no seu contingente, totalizando, desde 2015, cerca de 1,8 milhão de empregados a menos”.

Ocupação – A população ocupada, que representa os trabalhadores com carteira assinada, os prestadores de serviços e aqueles que estão na informalidade, foi de 89,2 milhões de pessoas no trimestre terminado em abril, queda de 1,5% na comparação com o trimestre fevereiro a abril de 2016. Isto representa 1,4 milhão a menos de pessoas trabalhando.

O número de empregados com carteira assinada, de 33,3 milhões, também caiu nas duas comparações: queda de 1,7%, ou 572 mil pessoas a menos, ante o trimestre novembro-janeiro e recuo de 2,6%, ou 1,2 milhão de empregados, na comparação com o trimestre fevereiro-abril de 2016. Esse é o menor contingente de trabalhadores de carteira assinada desde o início da pesquisa, em 2012.

O quanto a FCA espera do Fiat Argo?

O novo Fiat Argo, sucessor do Punto, já chega às concessionárias com a tarefa de recolocar os negócios da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, no Brasil no patamar que a empresa, digamos, percebe que é o seu: no topo. É mais uma oportunidade de colocar à prova a reconhecida capacidade, maestria Fiat de produzir e vender, com sucesso, carros compactos.

O lançamento foi realizado com festa para quase novecentos concessionários, personalidades e jornalistas na noite da terça-feira, 30, nos salões do Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. E prosseguiu, com trabalho, durante a quarta-feira, 31: apresentação técnica e dois roteiros de test-drive.

O Argo, que dispõe de três versões e de sete ofertas quando se mesclam motorização e transmissões diferentes – motores 1.0, 1.3 e 1.8 e câmbios manual, automatizado e automático – pretende ter, em projeção quase modesta, pelo menos 6 mil felizes compradores por mês. E já estaria começando a cumprir sua carreira projetada de fazer a FCA vir a ser a líder no segmento de veículos hatches compactos, com a ajuda de 3,5 mil Uno, mais 3,5 mil Mobi e de 2 mil Palio. No fim do mês somariam pelo menos 15 mil unidades.

Os designers da FCA, como Arthur Fassbender, dizem que o Argo é “a evolução do design Latino América com inspiração italiana”. Traz, sim, soluções bonitas mas não me aprazam hatches que não se mostrem mergulhando no asfalto. Em outras palavras: considero muito conservadora a sua linha de cintura, alta e paralela ao solo. Para me animar, contudo, existe o interior, a cabine, toda elegante, confortável – são 2 mil 806 litros de área, com porta-malas de 300 litros –, com direito a central multimídia de 7 polegadas com touchscreen, Uconnect, compatível com Apple CarPlay e Android Auto.

Fassbender falou em emoções e surpresas, e em classicismo dinâmico para enfrentar os rivais Chevrolet Onix e Hyundai HB20, considerados seus adversários diretos. Deve ser o resultado de se colocar estilo, tecnologia, conforto, desempenho, esportividade e segurança no cadinho da inventividade: de lá sairia o Argo, de acordo com o comunicado da FCA – seria “uma experiência premium dentro da categoria”.

O carro tem, assim, toda aquela sopa de letrinhas vinculada à segurança: ESC, de controle eletrônico de estabilidade, TC, de controle de tração, hill holder, para partida em rampas. Dispõe de airbags laterais dianteiros, câmara de ré e sensores de estacionamento. O sistema Start&Stop é de série, e as versões não dotadas de câmbio manual, de cinco velocidades, têm paddle shafts, e portas são destravadas e a ignição é acionada por telecomando.

O câmbio automático tem seis marchas e o automatizado, GSR, de cinco marchas, equipa uma versão Drive do Argo dotada de motor 1.3.

E qualidade é o único item que o presidente Stefan Ketter não discute com sua equipe da FCA: tem que ser de primeiro mundo, à prova de tolerâncias.

Versões, preços – Por enquanto a família Argo é composta pelas versões Drive 1.0, 1.3 e 1.3 GSR, sempre com motores Firefly, sendo que o 1.0 é o de três cilindros e 77 cv e o 1.3 de 109 cv, Precision 1.8 e Precision 1.8 AT6 e HGT 1.8 e HGT 1.8 AT6, sendo que os 1.8 são os motores E.torQ Evo VIS, que desenvolvem 139 cv.

Seus preços respectivos são R$ 46,8 mil, R$ 53,9 mil, R$ 58,9 mil, R$ 61,8 mil, R$ 67,8 mil, R$ 64,6 mil e R$ 70,6 mil.

Ketter foca etanol

Imaginemos que hoje seja 1º de abril e nos déssemos ao luxo de liberdades poéticas. Eu escreveria assim: “Em entrevista durante o lançamento de novo hatch compacto, o Fiat Argo, o presidente da FCA, Stefan Ketter, declarou-se adepto do bolivarianismo. Disse, também, que não apoia eleições nem diretas nem indiretas mas, sim, a manutenção do atual governo”. Sorriam e sintam-se aliviados. Ketter, na verdade, deu cores vivas ao que considera “oportunidade única” que tem o Brasil de ser o país líder da América Latina e disse esperar que a estabilidade, política e econômica, do País seja alcançada muito rapidamente.

A liderança ocorreria em função das mudanças geopolíticas que ocorrem na região e na disposição – para ele absoluta necessidade – interna por reformas estruturais a partir da agenda em curso.

Ele destacou, particularmente, o programa Rota 2030, aquele que pretende organizar o setor automotivo nos próximos anos e dar, às empresas, algum quinhão de previsibilidade.

“Tem sido um trabalho muito complexo, e uma verdadeira vitória, pois os CEOs das companhias fabricantes instaladas no País pela primeira vez na história se envolveram pessoalmente no processo. Para concluírem, por exemplo, que o etanol, a parte sustentável de nossa matriz energética, é uma incrível vantagem competitiva. Ou seja: a agenda etanol tem extrema importância para a integração nacional.”

É claro que, nesse caso, Stefan Ketter está de olho na notável evolução potencial dos veículos elétricos e híbridos por aqui e em toda a região.

Também com referência ao Rota 2030 ele recordou o índice de nacionalização do próprio motivo da festa, o Argo – cerca de 93% –, para enfatizar o trabalho dos CEOs com referência à absoluta necessidade de atenção à rede de indústrias fornecedoras, para quem, acredita, “é importante enviarmos uma mensagem de escala de produção”.

Ketter confirmou o investimento, “relevante”, de R$ 1,5 bilhão no projeto do novo carro e na reforma das bases fabris em Betim, MG, onde é produzido.

Volume de veículos brasileiros na Colômbia cresce 55%

O mercado colombiano de veículos diminuiu 5% no primeiro quadrimestre em comparação com o mesmo período de 2016: 73 mil 376 unidades contra 77 mil 128 mil. Apesar do cenário, os veículos brasileiros aumentaram sua participação nas exportações, 5 mil 172 unidades, 55,7% a mais do que nos primeiros quatro meses do ano passado. Com isso veículos produzidos aqui detiveram 7,1% do mercado, que dispõe apenas de montagem CKD, o que os tornaram o quarto principal fornecedor.

Segundo dados da Andemos, associação nacional dos montadores de veículos daquele país, do total vendido de janeiro a abril 30 mil 412 foram automóveis, volume 6,8% menor do que o registrado em idêntico período do ano passado, quando o mercado colombiano comprou 31 mil 341 unidades. Nissan, Mazda, Ford, Volkswagen, Toyota e Suzuki foram as únicas fabricantes – das dez que mais vendem à Colômbia – que viram suas vendas crescerem no período. A Volkswagen foi a que obteve o crescimento mais expressivo, 40,4%, saltando de 2 mil 135 unidades para 2 mil 998 em 2017.

A General Motors foi a que mais vendeu veículos à Colômbia no quadrimestre, sobretudo o modelo Spark. Comercializou 16 mil 656 unidades. Ainda que seja a principal empresa do segmento de automóveis naquele país esse volume é 12,2% menor do que o verificado em idêntico quadrimestre do ano passado, 18 mil 962. A Renault, segunda maior empresa, vendeu 14 mil 981 unidades, 4,3% menos do que em 2016 – seu principal produto é o Sandero Expression, seguido pelo Logan Expression.

O volume de veículos montados na Colômbia diminui 14,4%, chegando a 25 mil 24 unidades. A participação de veículos produzidos no Brasil, por outro lado, aumentou 55,7% de janeiro a abril. A tendência é a de que o volume exportado siga crescendo por causa do estreitamento das relações comerciais dos dois países, que se intensificou a partir da assinatura de acordo de livre-comércio em abril e quedeverá entrar em vigor a partir de janeiro.

Negligência. E União Europeia abre ação contra Itália.

A Comissão Europeia abriu procedimento de infração contra a Itália na quarta-feira, 17, por violação de normas europeias sobre a homologação de veículos com motores movidos a diesel, especialmente no que diz respeito à questão da emissão de poluentes. A Itália terá o prazo de dois meses para esclarecer se carros da FCA, Fiat Chrysler Automobile, foram equipados com softwares ilegais para alterar as informações sobre poluentes nos mesmos moldes do escândalo dieselgate que envolve a Volkswagen.

A Comissão, sediada em Bruxelas, enviou ofício ao governo italiano solicitando respostas sobre a adoção de medidas insuficientes para o controle das emissões causadas por veículos da empresa. Segundo as regras europeias cabe às autoridades de cada país verificar se o veículo satisfaz às normas antes que seja vendido. Caso algum fabricante viole a legislação as autoridades nacionais devem adotar medidas de correção, como convocar um recall, e aplicar sanções efetivas, proporcionais e dissuasivas estabelecidas na legislação nacional.

O processo se refere às emissões de óxidos de azoto, NOx, produzidas pelo modelo Fiat 500X. A norma da União Europeia veta o uso de dispositivos de manipulação, como softwares, timers ou janelas térmicas, que conduzem ao aumento de emissão de NOx fora do ciclo de testes, exceto se forem necessários para proteger o motor de eventuais danos ou avarias e para garantir um funcionamento seguro do veículo.

A Fiat já tem problemas nos Estados Unidos pelo mesmo motivo. A EPA, agência encarregada de proteger o meio-ambiente, acusa a FCA de ter desenvolvido sistema informatizado que permite enganar os controles de emissões. O dispositivo, que segundo o órgão regulador tinha um propósito similar ao da Volkswagen, foi instalado em 104 mil veículos de alta cilindrada equipados com motores a diesel. A fabricante, neste caso, afirmou que cumpre as regras de emissões.

BMW produz primeira unidade da G 130 R

Foi produzida na quinta-feira, 18, em Manaus, AM, a primeira unidade da moto G 310 R brasileira da BMW Motorrad – a companhia investiu € 4 milhões na modernização das linhas de montagem apenas para esse modelo. Lá são manufaturados, também, outros nove modelos.

Inaugurada em outubro de 2016 a unidade de Manaus produz 98% da demanda da BMW Motorrad no Brasil e tem capacidade produtiva para 10 mil unidades/ano. O investimento inicial na unidade foi de aproximadamente € 10,5 milhões e, à época, foram contratados 175 colaboradores e 45 fornecedores locais, sendo quinze para a nova linha de produtos.

Construída em uma área de cerca de 10 mil m2, demorou quase nove meses para ser concluída. Lá são produzidos, também, outros nove modelos: 800 GS, 800 GS Adventure, F 800 R, R 1200 GS, R 1200 GS Adventure, S 1000 R, S 1000 RR, S 1000 XR e F 700 GS. Este último foi o primeiro a sair das linhas de montagem, em outubro de 2016.

Testemunharam o evento que marcou a produção do novo modelo funcionários e alguns dos executivos da BMW Motorrad, como Stephan Schaller, presidente mundial, Alejandro Echeagaray, diretor para a América Latina e Caribe, Federico Alvarez, diretor da operação brasileira, e Peter Vogel, diretor da fábrica.

GM não venderá seus carros na Índia

A General Motors planeja deixar de vender veículos na Índia até dezembro e pretende vender suas operações na África do Sul. As medidas fazem parte da estratégia para concentrar os seus esforços em mercados mais lucrativos, informou o The Detroit News.

A empresa informou na quinta-feira, 18, que o custo dessa reestruturação é avaliado em US$ 500 milhões. A GM também cancelou investimentos de US$ 1 bilhão na Índia para construir uma nova linha de veículos de baixo custo. A estratégia da companhia é montar seus veículos na fábrica indiana somente para exportação.

Sair desses mercados fará a empresa economizar US$ 100 milhões por ano em um setor de negócios no qual a empresa já perdeu cerca de US$ 800 milhões. A GM vendeu 49 mil veículos na Índia e na África do Sul no ano passado.

Na África do Sul a empresa planeja parar de produzir veículos Chevrolet e vender sua fábrica para a Isuzu, juntamente com a participação de 30% que possui em uma empresa de caminhões com a Isuzu. Em fevereiro as empresas acertaram negociar a participação de 57,7% da GM em uma joint venture no Quênia.

Em Cingapura a GM cortará um número não revelado de funcionários que trabalham na área de operações internacionais. Cerca de duzentas pessoas trabalham nessa operação, disse a empresa.

Desde que a Mary Barra assumiu a presidência da companhia, em 2014, a empresa tomou medidas agressivas para reduzir sua dependência do mercado chinês. O plano traçado implica apostar nas vendas de caminhões leves nos Estados Unidos, na operação da América Latina e no desenvolvimento de veículos autônomos.