AutoData - Aethra espera concluir internacionalização até 2020
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02/06/2017

Aethra espera concluir internacionalização até 2020

Por Ana Paula Machado

- 02/06/2017

Depois de investir R$ 40 milhões no desenvolvimento de uma nova tecnologia de estampagem a quente, a Aethra vai expandir os horizontes até 2020. Osias Galantine, diretor comercial da empresa, disse durante o Seminário AutoData Tendências de Negócios, que a prospecção de novos negócios para a Europa e nos Estados Unidos já começou, e o aumento da capacidade de produção nesses locais acontecerá nos próximos três anos.

Segundo ele, nos Estados Unidos a demanda por utilização do processo de estampagem a quente dobrará no curto prazo: “Patenteamos o processo há três meses e agora começou as apresentações a potenciais clientes. No Brasil já fechamos contrato com duas montadoras para estampar as partes de novas plataformas que entrarão no mercado do segundo semestre de 2018, início de 2019”.

Galantine ressaltou que hoje já há uma linha na fábrica de Betim, MG, dedicada ao novo processo. “Com esses novos contratos, vamos abrir outra linha na unidade de Pouso Alegre, MG. A capacidade de produção será de cinco mil estampagens por dia em cada fábrica”. Para essa expansão, a Aethra já tem recursos garantidos. O executivo, no entanto, preferiu não informar os valores a serem investidos.

Para a expansão internacional, o executivo disse que a companhia ainda está estudando os investimentos: “Não vamos licenciar o processo. Isso já está claro. A Aethra fará os aportes necessários para iniciarmos nossa estratégia de internacionalização”.

Redução de custos – O processo desenvolvido pela Aethra entrega redução de 15% a 20% com relação aos custos da estampagem a quente tradicional: “Uma das vantagens é que não há necessidade de instalar um forno para o processo. É uma linha mais automatizada e isso aumenta a produtividade. Na verdade massificamos a estampagem a quente. Trata-se de uma vantagem, principalmente para as fabricantes instaladas no Brasil”.

Segundo Galantine, o novo processo deve aumentar em quatro vezes com a busca pela redução de peso e mais segurança dos veículos no Brasil: “Com a estampagem a quente pode-se usar materiais mais resistentes, que é uma demanda das novas legislações automotivas, principalmente no quesito segurança. A demanda por aqui é crescente”.


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