Unidas capta R$ 500 milhões para refinanciar dívida

A Unidas, empresa de venda de veículos seminovos e locação, buscou recursos no mercado financeiro para refinanciar a dívida contraída com a compra de veículos para sua frota nos últimos anos. Foram captados R$ 500 milhões em transação que envolveu trinta e nove investidores que compraram debêntures, ou títulos da dívida da empresa.

 

Segundo Gisomar Marinho, diretor financeiro da companhia, motivou a decisão de buscar recursos este em ano em função da volatilidade da taxa de juros esperada para 2018: “Por ser ano eleitoral, acreditamos que a taxa de juros poderá sofrer variações e isso não cria um cenário favorável às negociações financeiras. Pagaremos menos juros com uma captação neste momento”.

 

A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo Banco Central para manter a inflação sob controle ou para estimular a economia. Se os juros caem, criasse um ambiente favorável ao crédito e outras operações financeiras envolvendo captação de recursos. Com o aumento da taxa básica de juros, a Selic, o BC aumenta a atratividade das aplicações em títulos da dívida. Se a taxa cai, ocorre o inverso.

 

A operação de captação da Unidas foi realizada através de um sindicato de bancos, tendo o Banco Santander como coordenador líder conjuntamente com os seguintes bancos: Banco do Brasil, Banco Brasil Plural e Banco Haitong, como demais coordenadores da oferta.

 

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Exportações da Volkswagen crescem 76% em setembro

A Volkswagen anunciou na quinta-feira, 5, que as exportações a partir do Brasil para países da América Latina cresceram 76% de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período ano passado. Foram exportados 124 mil 913 veículos.

 

Os mercados que mais receberam os veículos produzidos pela Volkswagen do Brasil foram Argentina, onde a marca tem sido líder de vendas há 14 anos, consecutivos, México, Colômbia, Chile, Uruguai e Peru.

 

Entre os modelos mais exportados da marca entre janeiro e setembro de 2017, o Gol continua sendo o líder, com 60 mil 801 unidades embarcadas, o que representa um aumento de 101% nos embarques no período, seguido pela picape Saveiro, com 19 mil 141 unidades, o Voyage, com 18 mil 652 unidades, e o up!, com 18 mil 354 unidades.

 

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Iveco vende vinte ônibus rodoviários à Litoral Norte

A Iveco anunciou a venda de vinte unidades de ônibus rodiviários à Litoral Norte, empresa de fretamentos que atua no transporte de passageiros do polo petroquímico de Camaçari, BA.

 

Os veículos – carroceria Comil, chassi 170S28 da Iveco e motor FPT N67 – comportam 46 passageiros e foram projetados, segundo a empresa, para dar resistência extra nas aplicações, facilitando a manutenção e diminuindo o tempo de treinamento dos funcionários que farão a revisão dos ônibus.

 

A Litoral Norte faz parte do grupo Gevan, onde se destaca no segmento de fretamento para as principais empresas do polo petroquímico baiano. O Grupo Gevan também é um dos principais operadores de transporte de passageiros no segmento urbano e metropolitano na grande Salvador.

 

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Takao cria área de relações institucionais

A Takao, fabricante de peças para o mercado de reposição, anunciou a criação da área de relações institucionais e reestruturação em sua diretoria. Cassiano Braccialli assume o novo departamento e a gestão da área de marketing. Vinícius Borges deixa a área de novos negócios e marketing para assumir a direção nacional de vendas da empresa. Ambos já eram funcionários da Takao antes das indicações aos cargos.

 

Braccialli possui mais de dez anos de experiência na área de marketing nas indústrias química, cosmética, farmacêutica, alimentos, bebidas e agronegócio, como a Monsanto. Vinicius Borges atuou por seis anos na Procter & Gamble, onde ocupou cargos na área comercial, desde a supervisão de vendas, até a gerência nacional de vendas.

Ford mostra caminhão semi-autônomo e boné “mágico”

No ano em que comemora 60 anos do inicio da produção do F600, seu primeiro veículo no Brasil, a Ford mostra duas tecnologias que antecipam o futuro do segmento dos veículos pesados. A empresa revelou nesta sexta-feira, 6, que em seu estande na Fenatran estará exposto um boné que conversa com o motorista e o protótipo Cargo Connect 2429 com tração 8×2.

 

Trata-se do primeiro caminhão da empresa com este tipo de tração. O veículo é tratado pela Ford como o caminhão que vai levar a empresa ao nível máximo de automação. Na parte de segurança e assistentes de condução, o caminhão tem sistema autônomo de frenagem, alerta de ponto cego, alerta de permanência em faixa, piloto automático adaptativo, alerta de fadiga e monitoramento 360º por câmeras conectadas a uma central.

 

Na parte de produtividade, o Cargo Connect tem gerenciamento inteligente de carga, que informa por meio de sensores a quantidade de carga enquanto o caminhão está sendo carregado. É possível controlar o peso por eixo e acompanhar estas informações a distância. A ideia é controlar a carga e evitar problemas na hora da pesagem. Com relação à conectividade, uma central multimídia com tela de 7 polegadas equipa o caminhão.

 

João Pimentel, diretor de operações de caminhões da Ford América do Sul, falou sobre as tecnologias: “O prazo para todas as tecnologias do Cargo Connect chegarem ao mercado é de até três anos, sendo que algumas chegarão em seis meses e outras já estão disponíveis, como as câmeras e o controlador de velocidade de cruzeiro. O monitoramento de faixas ainda está sendo testada para os caminhões, pois não é a mesma dos carros”.

 

Já o boné “mágico” ainda não tem data para chegar. O acessório emite alertas ao detectar o cansaço do motorista. É um boné igual a qualquer outro, mas vem equipado com sensores capazes de interpretar os movimentos da cabeça do motorista. Dessa maneira, detecta se o motorista está “pescando” ao volante, com sono, e, portanto, precisa parar para descansar. Os alertas emitidos para o motorista são sonoros, visuais e vibratórios.

 

Para desenvolver a tecnologia, a Ford realizou um estudo para entender quais movimentos do motorista são normais e fazem parte da sua rotina e quais indicam sonolência. A base de informações geradas pelo estudo foi transferida para a unidade de processamento central do boné, que funciona conectada a um acelerômetro e a um giroscópio para identificar cada tipo de situação e alertar o motorista.

 

De acordo com Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, a criação do boné mostra que a Ford não está preocupada apenas em desenvolver tecnologias embarcadas, mas também em acessórios: “A Ford é a primeira montadora a pensar em uma tecnologia de vestir para utilização enquanto o motorista está ao volante e que pode contribuir na prevenção de acidentes. Dessa forma, reforçamos nosso compromisso de trazer tecnologia embarcada não só nos veículos, mas também em acessórios capazes de facilitar a vida e aumentar a segurança do motorista”.

 

Pimentel também aproveitou para comentar a expectativa para o fechamento do mercado de caminhões este ano: “O ano não começou tão bem, mas esperamos que o segmento encerre no mesmo patamar de 2016 e volte a crescer em 2018”.

 

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Quase 200 mil veículos em setembro

Não fossem três dias úteis a menos setembro teria superado o desempenho de vendas de agosto, ainda o melhor mês do mercado interno este ano. A boa notícia é que a média diária nos vinte dias úteis de setembro continua acima das nove mil unidades, projetando a manutenção da recuperação para os próximos meses, de acordo com Rogelio Golfarb, vice-presidente da Anfavea, que apresentou o balanço do setor nesta quinta-feira, 5, substituindo o presidente Antonio Megale, que está na Indonésia em convenção da OICA, a organização internacional dos fabricantes de veículos.

 

“A média diária em setembro alcançou o pico dessa estatística este ano. É prematuro dizer que esse ritmo vai continuar no último trimestre. O importante é que o ritmo de recuperação continua”. Em setembro foram negociados 199,2 mil veículos, aumento de 24,5% sobre igual período do ano passado e queda de 8% com relação ao melhor mês de vendas este ano, agosto. “A comparação com setembro é distorcida porque a média diária de setembro foi a pior de 2016”.

 

De janeiro a setembro a indústria negociou 1 milhão 620 mil veículos no Brasil, crescimento de 7,4% com relação ao acumulado de igual período em 2016. O crescimento já está superior ao projetado pela Anfavea para este ano – alta de 7,3% –, porém a entidade ainda não vê motivos para revisar novamente sua expectativa.

 

Mesmo com o volume diário de vendas atingindo o pico este ano, os estoques ainda não diminuíram, de acordo com a associação. Esse indicador reforça a análise de que ainda é prematuro apostar em um crescimento ainda maior, já que as projeções para o mercado interno foram revisadas pela entidade em agosto. São 224,1 mil unidades em estoque, totalizando 34 dias de vendas.

Fiat divulga recall para 198 veículos

A FCA convocou os proprietários de oito modelos para um recall porque existe a possibilidade de quebrar a trava de segurança responsável pela fixação do pino de sustentação das engrenagens satélites no diferencial e, com isso, comprometer a dirigibilidade e estabilidade dos veículos, causando danos físicos e materiais ao condutor, passageiros e terceiros.

 

No total são 195 unidades envolvidas, dos seguintes modelos: Palio Fire 1.0, novo Palio Attractive 1.0, Palio Weekend Attractive 1.4, Uno  Way e Attractive 1.0 e Uno Sporting 1.3, Grand Siena Attractive 1.0 e 1.4, Fiorino 1.4, Strada Working 1.4 e Mobi Easy e Like  1.0. Todos são ano/modelo 2017.

 

Os proprietários dos veículos envolvidos no recall devem ligar para o 0800 707 1000 e agendar o comparecimento a uma concessionária, para trocar a caixa de marchas.

Produção mantém emprego estável em setembro

A produção de veículos mantém o ritmo para atingir as projeções que dão conta de 2,7 milhões de unidades este ano segundo a Anfavea, que divulgou os números do setor em setembro na quinta-feira, 5. Nos nove meses do ano foram fabricados 1 milhão 986 mil 654 unidades, alta de 27% no comparativo com o mesmo período do ano passado. O que puxou o desempenho foram novamente as exportações, cujo volume no acumulado do ano bateu mais um recorde este ano.

 

Rogelio Golfarb, vice-presidente da Anfavea, disse que com as exportações em alta e os licenciamentos mantendo um ritmo médio maior que nove mil unidades por dia, como vem acontecendo desde agosto, a tendência é que o mercado atenda às expectativas das fabricantes: “Nossa estimativa é de uma produção de veículos de 2,6 milhões a 2,8 milhões de unidades. Isso vai nos levar a reduzir a ociosidade na indústria. Deveremos chegar a um nível menor que 50%. Hoje, estamos em 52% de ociosidade. Mas, o volume de caminhões e ônibus ainda é preocupante”. Em média, as fabricantes de veículos pesados produzem cerca de 30% de sua capacidade.

 

Em setembro, a produção também cresceu com relação ao mesmo mês do ano passado. Foram fabricadas 236 mil 944 unidades ante 170 mil 304 veículos em setembro de 2016: “Na comparação 2016 o desempenho das fábricas foi melhor porque voltou a confiança do consumidor, e o momento se mostra propício à aquisição de veículos novos, sobretudo os de entrada e lançamentos”.

 

No mês passado, de acordo com os dados, os estoques somaram 224,1 mil unidades, o que equivale a 34 dias de vendas. Com esse volume, Golfarb disse que “o mercado está em um bom nível, os estoques estão normalizados e não há nenhum tipo de preocupação com relação a isto”. O executivo também destacou a reintegração de funcionários que estavam em lay-off ou participando de PSE, Programa Seguro Emprego:

 

“A demanda crescente nos permitiu trazer para as fábricas os funcionários que estavam afastados. É importante porque demonstra estabilidade do emprego no setor”. O nível de emprego na indústria em setembro se manteve estável na comparação com o de agosto: são 126,3 mil funcionários produzindo no setor, apontam os dados mais recentes da Anfavea, o maior nível desde julho do ano passado. O número de pessoas em lay-off foi reduzido de 3 mil 432 para 2 mil 964 de agosto para setembro, e o de trabalhadores no PSE de 2 mil 888 para 2 mil 867.

 

Na projeção revisada, a Anfavea espera produzir 2,7 milhões de veículos em 2017, o que representaria aumento de mais de 25% sobre o total fabricado no ano passado, que foi de 2,15 milhões. O volume esperado pela entidade também será maior que a média de produção dos últimos 10 anos, 2,3 milhões.

 

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Shell apresenta nova gasolina V-Power

A Shell lançou nesta quinta-feira, 5, a nova gasolina V-Power no Brasil e em mais 25 países, com a tecnologia Dynaflex, que pode ser usada em todo tipo de carro, mas foi criada para os motores menores, como os três cilindros, que costumam usar injeção direta e turbo compressor e para os SUV’s, que são mais pesados que os carros de passeio, por causa do seu alto poder de limpeza e proteção, segundo a Raízen, representante da Shell no Brasil.

 

A tecnologia Dynaflex é exclusiva da Shell e reduz o atrito entre as peças do motor, como válvulas, anéis de pistões, bomba e bicos injetores de combustível, entregando maior limpeza e proteção do motor, segundo a empresa. A Nova Shell V-Power tem 40% mais moléculas de limpeza do que a geração anterior.

 

O uso da nova gasolina ajuda a manter por mais tempo as características originais do motor: “Com o uso contínuo da nova Shell V-Power, o motor mantém por mais tempo as características originais de desempenho, rendimento e baixas emissões”, explica Gilberto Pose, engenheiro de combustíveis da Raízen.

 

A Shell também destacou que mais de 170 técnicos e cientistas trabalharam no projeto em todo o mundo, com a meta de desenvolver a melhor gasolina V-Power da história, que levou mais de cinco anos para alcançar essa evolução tecnológica.

 

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Tudo azul em máquinas agrícolas

Assim como em meses anteriores, a produção de máquinas e equipamentos agrícolas cresceu no acumulado do ano, puxada pelo grande aumento no volume exportado e por causa da leve alta no consumo do mercado interno motivada pela supersafra. De janeiro a setembro foram produzidas 43 mil 993 unidades, contra 36 mil 562 no mesmo período do ano passado, crescimento de 20,3%.

 

Porém, a produção de setembro foi de 4 mil 440 máquinas e equipamentos, enquanto no mesmo mês de 2016 saíram das fábricas 5 mil 174 unidades, caindo 14,2%. Na comparação com agosto deste ano, quando foram produzidas 5 mil 135 unidades, a queda é de 13,5%. Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, está confiante para o fechamento da produção este ano: “Estamos otimistas para os últimos meses de produção, assim como o mercado está mais confiante com relação a situação geral do País”.

 

As exportações no acumulado do ano cresceram 39,4%, pois foram vendidas para outros países 9 mil 940 máquinas e equipamentos agrícolas contra 7 mil 130 nos nove primeiros meses do ano passado. “Também estamos otimistas para o fechamento do ano das exportações, já que a estabilidade política e econômica da Argentina, nosso principal mercado, estimula a compra de novos equipamentos e máquinas na região”. Depois da Argentina, os principais mercados para exportação de máquinas e equipamentos são: Chile, Peru e México.

 

Em setembro foram exportadas 1 mil 421 unidades, enquanto no mesmo período do ano passado o volume foi de 988, crescendo 43,8%. Na comparação com agosto, o crescimento foi de 15%, pois o volume vendido foi de 1 mil 236 unidades.

 

O mercado interno cresceu 8,5% no acumulado do ano, com 33 mil 594 unidades comercializadas, contra 30 mil 975 no mesmo período do ano passado. Considerando apenas o mês de setembro, foram vendidas 4 mil 358 unidades, contra 4 mil 035 em agosto, alta de 7,7%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 10,2%, com vendas de 4 mil 835 unidades.

 

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