São Paulo — As vendas de ônibus seguem em queda no mercado brasileiro em 2026, apesar da reação registrada em abril. Dados divulgados na sexta-feira, 8, pela Anfavea mostram que os emplacamentos do segmento acumularam retração de 16% no primeiro quadrimestre do ano, com 6 mil 494 unidades licenciadas, frente às 7 mil 729 registradas no mesmo período de 2025.
Em abril foram emplacados 2 mil 49 ônibus, alta de 4,6% com relação a março, quando o mercado havia registrado 1 mil 959 unidades. Na comparação com abril do ano passado, porém, houve queda de 6,9% sobre os 2 mil 201 veículos vendidos naquele período.
Na produção o segmento apresentou desempenho positivo no acumulado do ano. De janeiro e abril foram fabricados 10 mil 641 ônibus, volume 5,9% superior ao registrado nos quatro primeiros meses de 2025, quando saíram das linhas de montagem 10 mil 46 unidades.
Em abril a indústria produziu 3 mil 044 chassis de ônibus, resultado quase estável com relação a março, com leve retração de 1%. Na comparação com abril do ano passado, porém, houve crescimento de 5,9%.
As exportações foram o indicador de maior retração no segmento. No acumulado do quadrimestre os embarques de ônibus somaram 1 mil 381 unidades, queda de 31,1% com relação às 2 mil 5 exportadas de janeiro a abril de 2025.
Em abril foram exportados 431 ônibus, avanço de 44,1% sobre março, quando os embarques haviam somado 299 unidades. Ainda assim o resultado ficou 25,3% abaixo do registrado em abril do ano passado, 577.
Agora as apostas estão nos efeitos do Move Brasil 2, programa de financiamento anunciado pelo governo federal que contará com R$ 21,2 bilhões destinados à aquisição de caminhões, ônibus e implementos rodoviários. A expectativa da Anfavea é de que a nova etapa ajude a estimular a renovação das frotas e a recuperação do mercado de pesados, como destacou o presidente Igor Calvet: “É uma medida desfibrilatória para o segmento”.