Marco Silva é o novo presidente da Nissan do Brasil

A Nissan anunciou Marco Silva, seu diretor financeiro para a América Latina, como o novo presidente no Brasil. O anúncio foi feito um dia após a empresa informar o nome de seu novo vice-presidente de vendas para a América Latina, Guy Rodríguez. Segundo a Nissan, que confirmou a informação veiculada na quinta-feira, 23, pelo Flash de Motor, da Venezuela, ambos o executivos assumirão seus cargos a partir de 1º de abril.

Silva também acumulará sua atual posição, de vice-presidente de administração e finanças da Nissan na América Latina. O executivo possui mais de vinte anos de vivência na área de finanças e acumula em sua trajetória passagens por Venezuela, Coreia do Sul e China. Graduado em administração de empresas pela Unimep, Universidade Metodista de Piracicaba, SP, tem pós-graduação em finanças e auditoria pelo INPG, Instituto Nacional de Pós-Graduação, e mestrado em controle financeiro pela FGV, Fundação Getúlio Vargas.

As mudanças no board da empresa também passam pela área comercial. José Luiz Vendramini assume essa diretoria no mês que vem e se reportará a Marco Silva, em âmbito nacional, e a Guy Rodríguez, no que diz respeito aos assuntos referentes à operação continental. Vendramini é engenheiro mecânico formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A Nissan passa por uma série de mudanças em sua operação global após ser anunciada a integração da Mitsubishi à aliança que mantém com a Renault, um negócio que movimentou no ano passado R$ 8 bilhões. Além da saída de Carlos Ghosn do cargo de presidente global da Nissan para assumir a direção da Mitsubishi, a empresa pretende também realizar mudanças nos veículos das marcas como parte de estratégia de corte de gastos e ganhos de eficiência.

As empresas já estariam trabalhando, por exemplo, no desenvolvimento de nova versão construída sobre a plataforma utilizada pela Patrol, picape da Nissan que concorreu com o Pajero na mesma categoria desde 1982 e que hoje se encontra na sexta geração.

A aliança das fabricantes também propiciou a criação de unidade específica para o desenvolvimento de veículos comerciais leves, especificamente furgões e picapes. Nissan e Renault, no segmento, compartilham a mesma plataforma com o modelo Nissan NV400, que não é vendido no Brasil, e com o Renault Master. E a nova picape da Renault, Alaskan, que chega ao País no ano que vem, é manufaturada sobre a mesma plataforma da Nissan Frontier.

Terminais de Santarém são arrematados por R$ 68,2 milhões

Principal ponto de escoamento de combustíveis na Região Norte do País o porto de Santarém, PA, teve dois de seus terminais leiloados na quinta-feira, 23, por R$ 68,2 milhões. O Consórcio Porto Santarém, formado pela Petróleo Sabbá, controlado pela Raízen, e pela Petrobras

Distribuidora, venceu o leilão e deverá investir nos locais R$ 29,8 milhões nos próximos anos na ampliação da capacidade de armazenamento dos terminais, que recebem o transbordo de gasolina, etanol e diesel que são produzidos em Manaus, AM.

Além da oportunidade de arrecadar R$ 281,7 milhões ao longo dos próximos 25 anos, com os contratos de arrendamento dos terminais, o governo federal tem a expectativa de que os investimentos no local aumentem a capacidade de armazenamento. O edital do leilão prevê a ampliação da capacidade em 1,6 mil m3 para atender à demanda por combustíveis projetada para a região até 2041. Atualmente a capacidade dos terminais é de 6 mil 723 m3.

Se a projeção para o tempo de exploração é de alta na demanda o escoamento de combustíveis na região apresentou queda nos últimos dois anos. O que mais diminuiu foi a movimentação de diesel nos terminais do porto. Em 2016 passaram pelos tanques 61 mil toneladas, queda de 30% com relação ao volume do insumo armazenado em 2015, quando foram estocadas 87 mil toneladas. A gasolina, por sua vez, teve queda no comparativo anual de 16,7%, sendo estocadas 45,2 mil toneladas em 2016 ante 54,3 mil toneladas em 2015.

A diminuição na movimentação de combustíveis refletiu diretamente na arrecadação do porto, ainda que passem pelo local outros tipos de cargas, como soja e alumínio. Em 2016 os terminais geraram receita de R$ 121,7 milhões, 5,17% a menos do que os R$ 128 milhões de 2016.

Para Vicente Sales, administrador do porto de Santarém, a queda verificada nos últimos dois anos é atribuída aos problemas logísticos até os terminais, que operam com movimentações pelos rios da região e estradas. De acordo com ele “em 2016 tivemos muitos problemas ligados às cargas que chegavam de Manaus pela rodovia Transamazônica. Tanto a Raízen quanto a Cargill, maior arrendatária do porto, sofreram com atrasos e perdas por causa dos caminhões. Além disso, a capacidade atual não comporta um eventual aumento da produção e as cargas podem ficar paradas antes do embarque”.

Os investimentos anunciados para os terminais serão focados na construção de novos tanques nos terminais. O terminal ST04, o menor dos dois e que hoje conta com oito tanques, receberá R$ 18,8 milhões em investimentos. O ST05, por sua vez, conta com doze tanques e receberá aporte de R$ 11 milhões.

O Consórcio Porto Santarém é composto por uma parceria da Petróleo Sabbá com a Petrobras Distribuidora, com fatias de 60% e 40%, respectivamente. A Petróleo Sabbá, por sua vez, é joint-venture que reúne Raízen, 80%, e IB Sabbá, 20%. Para o STM04 o consórcio ofereceu uma outorga de R$ 18,2 milhões, vencendo outros dois competidores: a Aba Infraestrutura e Logística, que ofereceu R$ 18 milhões, e a Distribuidora Equador, cuja outorga ofertada foi de R$ 15,4 milhões. A Equador é a atual administradora da área.

Já para o STM05 o Consórcio Porto Santarém foi o único a oferecer proposta, de R$ 50 milhões. O ativo já é administrado pela Petróleo Sabbá.

Pessoa física eleva receita líquida da Movida

A Movida, que atua no segmento de aluguel e venda de veículos seminovos, registrou receita líquida de R$ 1 bilhão 890 milhões no ano passado, o que representou aumento de 56% com relação a resultado compatível em 2015. Segundo a empresa os negócios com aluguel para pessoa física foram os responsáveis pelo resultado positivo.

Somente este braço da companhia obteve faturamento líquido de R$ 661 milhões 72 mil, aumento de 56,1% na comparação com o ano anterior. Renato Franklin, CEO da Movida, disse que este aumento é reflexo da expansão da frota e da rede. No período foram adquiridos 7,5 mil novos veículos e criados 63 pontos de atendimento.

Já o rendimento líquido com aluguel para pessoa jurídica apresentou retração de 2,4%, com R$ 196 milhões 143 mil no período: “Esta redução ocorreu porque o foco da nossa estratégia de crescimento foi direcionado para pessoa física”.

Em vendas de veículos seminovos o ganho foi de R$ 1 milhão 36 mil. Franklin contou que isto também reflete a expansão de lojas: “No ano passado abrimos uma nova loja por semana”.

O EBTIDA foi de R$ 269,1 milhões, com acréscimo de 10,2% com relação ao último balanço.

Já o lucro líquido foi de R$ 32,1 milhões, queda de 40,1% na comparação com os R$ 53 milhões 713 mil registrado no ano passado. Esta redução recebeu a pressão dos resultados operacionais e financeiros objetivando o crescimento, com o aumento do endividamento, e dos esforços para o alongamento das dívidas. No período houve evolução de R$ 396,8 milhões na geração de fluxo de caixa livre.

O crescimento da receita da Movida em 2016 ainda é reflexo da ampliação da capacidade de investimento que obteve por meio de sua compra pelo Grupo JSL, de logística, em 2013, um negócio de R$ 65 milhões. A nova administração injetou R$ 1 bilhão que foi utilizado principalmente para a compra de novos veículos.

Fras-le tem queda de 7% na receita líquida

Embora o mercado automotivo brasileiro tenha encolhido praticamente a metade no ano passado, na comparação com 2015, a Fras-le manteve estável, com variação positiva de 0,7%, o faturamento bruto, que totalizou R$ 1,2 bilhão. Já a receita líquida consolidada, de R$ 812,7 milhões, foi 7% inferior na mesma base de comparação. Os resultados foram publicados na quinta-feira, 23, e serão analisados, na sexta-feira, 24, em teleconferência.

O mercado doméstico gerou receita líquida de R$ 369,7 milhões, em queda de 13,8%. Segundo o relatório da diretoria da fabricante de materiais de fricção com sede em Caxias do Sul, RS, o resultado teve forte impacto das vendas para clientes do segmento de montadoras e sistemistas, com recuo de 32,6%, para R$ 52,9 milhões. Na reposição a queda foi de 9,6%, consolidando receita de R$ 316,8 milhões.

Já as vendas externas, que somaram R$ 443 milhões, ficaram 0,7% abaixo das de 2015. O negócio representou 54,5% da receita líquida, 3 pontos acima do consolidado no exercício anterior. Em dólares as exportações a partir do Brasil aumentaram 8%, para US$ 79,6 milhões. O resultado deu-se, principalmente, pelo fim dos bloqueios alfandegários no mercado sul-americano e pela recuperação das vendas em regiões que passaram por alguma instabilidade em 2015, como Europa, África e América Central.

Na soma das exportações com os negócios das operações localizadas em outros países o faturamento chegou a US$ 126,8 milhões, apresentando retração de 6,2%. Deste total US$ 47,2 milhões – após eliminações das vendas inter-company – são provenientes das unidades controladas.

Em razão da retração nas vendas a empresa manteve a política de controle rígido dos custos operacionais em todas as unidades. Como os períodos de flexibilização e férias coletivas não foram mais suficientes para conter os efeitos do avanço da crise, a empresa se adequou ao novo tamanho de mercado, com impacto direto sobre o nível de emprego.

Ainda assim o lucro bruto consolidado teve retração de 9,2%, atingindo R$ 232 milhões, com margem de 28,5%, declínio de 0,7 ponto porcentual. Já o lucro líquido evoluiu 23%, para R$ 64,3 milhões, em razão do superávit financeiro e do benefício fiscal de R$ 5,4 milhões sobre o pagamento de juros sobre o capital próprio. A margem líquida consolidada encerrou o período em 7,9%, representando evolução de 1,9 ponto porcentual.

Estabilidade em 2017 – Mesmo que 2016 tenha se encerrado com poucas alterações concretas no cenário econômico e político, gerando incertezas e insegurança para 2017, a diretoria da Fras-le se mantém otimista. As recentes iniciativas do governo, como a liberação do FGTS inativo e, por meio do BNDES, a divulgação das novas regras da Finame TJLP, juntamente com a inflação e os juros em queda, são vistas como fatores que deverão influenciar positivamente na recuperação da economia. Assim a diretoria projeta repetir o faturamento bruto de R$ 1,2 bilhão e avançar 11% na receita líquida, para R$ 900 milhões. As receitas externas estão estimadas em US$ 140 milhões, alta de 10%, e os investimentos terão elevação para R$ 30 milhões – em 2016 ficaram limitados a R$ 10,4 milhões.

O relatório vem assinado por Sérgio Lisbão Moreira de Carvalho, eleito diretor presidente da companhia em 1º de março, depois do pedido de renúncia apresentado ao conselho de administração por Daniel Raul Randon, que exercia a função interinamente, desde agosto.

O novo presidente tem passagens por empresas do segmento de veículos pesados e comerciais, como Meritor, Nelson Global Products e Fuwa Heavy Industries, em diversos países.

Finame TJLP abre as porteiras para as vendas de rodoviários

A Mercedes-Benz fechou negócio para fornecimento de 273 ônibus rodoviários que serão utilizados no transporte interestadual de passageiros operados por empresas das regiões Sudeste e Nordeste. São elas Viação Cometa, de São Paulo, Viação Águia Branca, do Espírito Santo, e Viação Expresso Guanabara, do Ceará.

De acordo com Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz, as novas condições do Finame TJLP, que passaram a valer desde o início deste mês – com taxa anual 2 pontos porcentuais mais baixa dependendo do perfil da empresa –, foram cruciais para que estas operadoras decidissem renovar a frota: “A partir de agora a perspectiva é a de que as vendas aumentem ao longo do ano. Esperamos vender mais quatrocentas unidades até dezembro”.

Barbosa contou que esta é uma demanda reprimida do ano passado. De acordo com ele as empresas já precisavam renovar a frota porém o cenário econômico e as condições de financiamento fizeram com que esperassem por um momento mais propício. Em 2016 o mercado de ônibus rodoviários emplacou 830 unidades, com participação de 50% da Mercedes-Benz: “Este ano a situação é diferente. Estas novas condições do Finame e as perspectivas econômicas geram mais confiança no cliente”.

Para conquistar novas vendas a Mercedes-Benz aposta em algumas novidades no pacote tecnológico de seus ônibus rodoviários. O argumento da empresa é que estes recursos proporcionarão mais conforto e segurança para motorista e passageiros, como ABS, sistema de aviso de invasão de faixa e de monitoramento da pressão e temperatura dos pneus.

Para o mercado total ele projeta crescimento de 10% nas vendas: “Apesar deste aquecimento no segmento de rodoviários quem puxará a alta serão os ônibus urbanos com representatividade maior”.

Barbosa disse que há bons indicadores para que haja um aquecimento nessas vendas: “O que puxará a melhoria do segmento, este ano, serão as taxas de juros”.

Waze adotará serviço de carona no Brasil

O Waze, que substituiu o antigo GPS como guia de endereços, lançou no Brasil o serviço de carona Waze Carpool, de compartilhamento de carros. Trata-se de um serviço de carona que tem os custos, de combustível e manutenção, divididos pelos passageiros. Embora a empresa diga que o serviço não concorra com o Uber uma eventual popularização da carona compartilhada pode afetar a base de usuários da empresa de transporte.

Segundo Flávio França, da produtora digital Ever, especializada em desenvolvimento de aplicativos, por não visar ao lucro, como o Uber, no serviço do Waze o custo pode ser até 50% menor porque incide apenas no preço do combustível utilizado por quilômetro percorrido e numa taxa de manutenção. Já a tarifa do Uber foi idealizada para dar lucro à empresa e ao motorista.

Diz o especialista: “Não existe modelo de negócio no serviço do Waze. É um serviço que tem como objetivo gerar dados que podem ser aproveitados comercialmente por sua controladora, o Google. O compartilhamento de carona, uma vez massificado, atrairá um tipo de público que define o tipo de transporte utilizado em função do preço. Foi assim com o Uber, no início das suas operações no País, com relação ao táxi, e pode ser assim com o Waze”.

O Waze Carpool conecta usuários com rotas similares, analisando os seus endereços, e combina parceiros de carona de uma mesma rede local de usuários, facilitando viagens de vizinhos e colegas de trabalho, por exemplo. Atualmente o serviço está disponível apenas em Israel, país de origem dos criadores do aplicativo, e em algumas áreas de São Francisco, Califórnia.

O serviço estará disponível para os brasileiros até o fim do ano, afirmou a empresa. Ainda que não tenha informado em quais cidades o serviço chegará primeiro, São Paulo é a que tem mais usuários ativos no mundo, informou Di-Ann Eisnor, diretora global do Waze. A executiva afirmou que, caso 50% dos usuários da cidade passem a utilizar o serviço de compartilhamento, o tráfego cairá 10%. Segundo dados do Detran paulista em fevereiro a frota de carros na Capital somava 5,9 milhões de unidades.

A empresa não revela o número de usuários que possui no Brasil, mas dados divulgados em 2016 dão conta de que, em São Paulo, a base seja formada por 3 milhões de usuários ativos. No mundo todo são mais de 65 milhões. O Waze foi comprado em 2013 pelo Google, em negócio que movimentou US$ 1 bilhão, e segue suas operações de maneira independente da controladora.

Cresce a importância da reposição e fornecedores adotam gestão enxuta

Os negócios com o mercado de reposição estão exercendo papel importante dentro do setor de autopeças nos últimos anos. Principalmente com a crise econômica, que fez diminuir a vendas de automóveis novos e direcionou o consumidor a investir mais na manutenção do usado. Dados do Sindipeças mostram que a participação do aftermarket no faturamento do setor saltou de 14,7%, em 2011, para 22%, em 2016. Na comparação do ano passado com 2015 o acréscimo foi de 2,74%.

De acordo com Eduardo Gomes, diretor da Sgmalean, uma consultoria de gestão, com esta nova realidade cresceu também a corrida das empresas por participação do mercado.

“Isto exige que comecem a olhar mais para a eficiência dos seus processos produtivos com o objetivo de reduzir custos e tornarem-se mais competitivas.”

Na Gates, fabricante de correias, tensionadores e mangueiras, a reposição já representa 70% do faturamento e 30% vem das vendas para as fabricantes de veículos. “Este segmento puxou o crescimento de 28% da empresa no ano passado”, diz Sidney Aguilar, diretor de vendas e marketing da Gates.

Processos de melhoria contínuos adotados e investimentos na modernização da fábrica ajudaram a empresa a manter os bons resultados. Aliado a isto Aguilar conta que, em 2016, a Gates tratou de se aproximar mais do consumidor final e com o lançamento de novos produtos para ampliar a cobertura da frota nacional: “Manteremos estas ações e, por isto, nossa projeção para este ano é de crescimento de 15% no segmento de reposição”.

Na Meritor, que atua no segmento original e no de reposição com eixos e sistemas de direção, as vendas para o aftermarket já representam 10% do faturamento no Brasil. Para manter-se mais competitiva e diminuir seus custos a Meritor buscou novos fornecedores para atender à operação brasileira. Conforme falou Luís Marques, gerente de marketing e aftermarket para a América do Sul, parceiros globais, que já atendem a matriz nos Estados Unidos, passaram a fornecer componentes para a produção brasileira, o que possibilitou redução de custos: “Esta ação proporcionou uma economia de 5%”.

Marques disse que outras ações, como realinhamento de preços, adoção do sistema lean na gestão e aproximação e apoio do canal de distribuição têm sido utilizadas para aumentar a eficiência das fábricas brasileiras.

Nova Pajero surgirá da aliança Mitsubishi com Nissan

A aquisição da Mitsubishi, feita pela aliança Renault Nissan, em negócio avaliado em R$ 8 bilhões, pode dar à luz a quinta geração dos modelos da linha Pajero. Segundo o portal Actualidad Motor as empresas já estariam trabalhando no desenvolvimento de uma nova versão construída sobre a plataforma do Patrol, utilitário esportivo da Nissan que concorreu com o Pajero na mesma categoria desde 1982 e que hoje se encontra na sexta geração.

A ideia das empresas com o compartilhamento da plataforma é acelerar a produção do novo modelo, atendendo demanda antiga da Mitsubishi em atualizar a Pajero. A versão mais recente foi lançada em 2006 e, hoje, de acordo com a empresa, se encontra defasada com relação aos demais veículos da categoria, como o Toyota Pathfinder. Além de reduzir o tempo de desenvolvimento o uso da plataforma do Patrol faria as empresas economizarem na construção de novas linhas de produção.

A estratégia reflete o planejamento da nova gestão da Mitsubishi, desde janeiro sob a direção de Carlos Ghosn, que deixou o cargo de presidente da Nissan para se dedicar exclusivamente aos negócios da aliança com a Mitsubishi. Ao longo de dezesseis anos o executivo ficou conhecido por resgatar a Nissan da falência imprimindo severa política de corte de custos, o que levou a empresa a registrar vendas anuais de cerca de € 100 bilhões.

Com a união das fabricantes espera-se que, no primeiro ano fiscal, a Mitsubishi já consiga cortar perto de R$ 1,5 bilhão em custos por meio de manufatura conjunta, compartilhamento de produtos e a união de diversas operações para espalhar os custos por um maior volume de automóveis. As economias devem incrementar a margem de lucro da Mitsubishi em 1%, no primeiro ano, 2% no segundo, e mais de 2% no terceiro ano.

Trevor Mann, diretor de operações da Mitsubishi, não quis falar muito a respeito. Despistou, dizendo que é preciso avaliar os benefícios antes de se considerar a possibilidade: “Uma das coisas que necessitamos é ver quais são os benefícios que poderíamos ter ao manter esse produto em conjunto com a Nissan. Isso é algo que teremos que explorar”.

Em março a aliança anunciou a criação de uma unidade específica para desenvolvimento de veículos comerciais leves, basicamente furgões e picapes. Nissan e Renault, no segmento, compartilham a mesma plataforma com os modelos Nissan NV400, que não é vendido no Brasil, e o Renault Master. E a nova picape da Renault, Alaskan, que chega ao País no ano que vem, é feita na mesma plataforma da Nissan Frontier.

A Mitsubishi entrou para a aliança depois que a Nissan tornou-se sua controladora, comprando 34% das ações, um negócio bilionário, em torno de R$ 7,2 bilhões, anunciado em maio passado. Mitsubishi também é marca de destacada atuação no segmento de picapes, tendo como carro-chefe a L200.

Congestionamentos? Colômbia só perde para Tailândia.

Estudo da consultoria de mobilidade urbana Inrix, da Inglaterra, mostra que a Colômbia ocupa o segundo lugar no rol dos países mais congestionados do mundo. Bogotá, de acordo com o levantamento, é a quinta cidade – e a primeira latino-americana – com maior tráfego veicular. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

Para Oliverio Enrique García Basurto, presidente da Associação Colombiana de Veículos Automotores, o aumento do tráfego nas cidades é um fenômeno mundial e não está relacionado com o gosto da população pelos carros e, sim, com o resultado natural do crescimento populacional nas áreas urbanas. Assim como com o desenvolvimento econômico das cidades.

“A Colômbia perde somente para a Tailândia quando o assunto é trânsito. Mas as vendas de veículos no mercado colombiano representam somente o nono lugar no ranking de licenciamentos da região e somos a quarta economia latino-americana. Isso demonstra que somos um país com infraestrutura viária ineficiente para a nossa frota.”

Segundo comunicado da associação grande parte dos problemas de congestionamento nas cidades da região são originários do êxodo rural, que exigiu que a indústria e os serviços atendessem a essa população vinda do campo para as cidades: “A política recente das autoridades não tem como pilar os investimentos em infraestrutura viária e no caso colombiano isso tem sido nefasto”.

Para García Basurto os governos locais devem criar políticas públicas que visem à melhoria da infraestrutura viária. Essas medidas são necessárias para preparar a Colômbia para o crescimento da frota que deve ocorrer nos próximos anos:

“É certo que o desenvolvimento de uma sociedade vem acompanhado do aumento das necessidades de transporte, que cada vez será maior. Isso exige política de renovação de frota, política de incentivos tributários para veículos limpos e seguros e planejamento mais eficaz da mobilidade urbana”.

O dirigente ressaltou que, “sem dúvida, as novas tecnologias terão papel fundamental na elaboração dessas políticas. Pois veículos e cidades estarão conectados em tempo real e o controle do tráfego será mais eficiente, ajudando a diminuir o trânsito e aumentando a produtividade”.

Aumento, vertiginoso, do roubo de cargas estrangula os lucros das transportadoras

A Firjan, Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, divulgou pesquisa com dados considerados “alarmantes” a ewspeito do roubo de cargas. De acordo com o estudo nos últimos seis anos os registros cresceram 86% no Brasil, passando de 12 mil 124 ocorrências para 22 mil 547 no ano passado. A soma deste período mostra 97 mil 786 roubos, que geraram às transportadoras prejuízos superiores a R$ 6,1 bilhões.

Ainda segundo a federação o problema tornou-se tão grave que o País é apontado como o oitavo mais perigoso para o transporte de cargas numa lista de 57. Ficou à frente de locais em guerra e em conflitos civis como Paquistão, Eritréia, Sudão do Sul. Rilly Rodrigues, gerente de infraestrutura da Firjan, disse “que se fosse analisada somente a periculosidade referente ao roubo de carga o Brasil seria o primeiro do ranking”. Das regiões que mais contribuíram para este aumento o Sudeste aparece na frente disparado.

“Nos últimos cinco anos houve um acréscimo de 89% nesta região, impulsionado principalmente pelo Rio de Janeiro”.

De acordo com ele no Estado o acréscimo chegou a 221% no período, passando de 3 mil 73 casos em 2011 para 9 mil 862 no ano passado. A justificativa para este salto, no entender de Rodrigues, tem a ver com o crime organizado, que passou a utilizar este tipo de assalto para obter lucro e sustentar seu caixa. Rodrigues conta que a liberdade de atuação dos bandidos ocorre por causa dos cortes do Governo do Rio de Janeiro com despesas em segurança.

“Em 2015 houve a redução de 54,5% com relação ao ano anterior nas despesas com policiamento, chegando a R$ 232,4 mil.”

Já o Estado de São Paulo teve acréscimo de 43% nos roubos de cargas, passando de 6 mil 958 casos em 2011 para 9 mil 943 no ano passado.

Com o cenário atual o impacto do roubo de cargas chega a comprometer 12,3% do faturamento das empresas transportadoras com gastos relacionados ao gerenciamento de risco, “o que envolve escolta armada e sistemas de rastreamento”.

De acordo com Rodrigues este índice é repassado para o frete: “No caso do Rio de Janeiro ainda há uma taxa extra, de 1%, por causa do alto grau de periculosidade.”

Carlos Guimar, gerente de segurança da ICTS, empresa especializada em consultoria, auditoria e serviços de gestão de riscos, disse que os prejuízos com o roubo de cargas são verificados em vários aspectos, tanto para o embarcador como para o transportador:

“No primeiro caso há o risco de perda de participação da empresa no mercado e também de arranhar a sua imagem”.

De acordo com ele isto acontece porque, quando uma carga é subtraída, há um atraso da entrega da mercadoria, o que abre espaço para que a concorrência chegue na frente. No caso específico da imagem ela fica fragilizada porque seus produtos acabam sendo comercializados no comércio clandestino: “Em muitos casos apenas meia hora depois do roubo a mercadoria já está sendo vendida nos trens, por exemplo”.

Guimar acredita que para as transportadoras o prejuízo maior está no encarecimento da operação, porque precisam desembolsar cada vez mais em sistemas de rastreamento e em segurança: “Nem sempre elas conseguem repassar o aumento de custo para o frete, e isto significa menos condições financeiras para renovar seus caminhões”.

Esta realidade envelhece a frota e também dificulta a realização das manutenções necessárias – “e, nesse caso, crescem os riscos de acidentes”.

Investimentos – Somente no Rio de Janeiro a Braspress, transportadora de cargas fracionadas, precisa desembolsar por mês de R$ 200 mil a R$ 300 mil em sistemas de segurança, o que envolve rastreadores com sistemas de última geração, escolta e iscas, que são pequenos GPS introduzidos dentro das cargas.

Antônio Marin, seu gerente nacional de riscos, contou que o Estado representa 80% dos roubos de carga. A Braspress, que opera em todos os estados e também na Argentina e no Uruguai, contabilizou prejuízo de R$ 3 milhões por causa destes crimes. A empresa possui frota de 1,8 mil caminhões e todos possuem sistema de rastreamento.