Iveco vende dez chassis de ônibus a Codepas

A Iveco, do grupo CNH Industrial, vendeu dez chassis de ônibus 170S28 para a Codepas, a Companhia de Desenvolvimento de Passo Fundo, RS. Eles serão utilizados no transporte público da cidade gaúcha. Os modelos de 17 toneladas produzidos na fábrica de Sete Lagoas, MG, foram equipados com o motor N67, da FPT Industrial, com seis cilindros em linha. A transmissão foi produzida pela ZF, manual de seis marchas.

 

O lote foi entregue em cerimônia que teve a presença de autoridades locais e representantes da montadora. Humberto Spinetti, diretor de Negócios da divisão de ônibus da Iveco, disse que a negociação coloca a marca em destaque no forte mercado do Rio Grande do Sul: “Nossos veículos já rodam em empresas de transporte do estado e, agora, ampliamos o leque com a entrega dos chassis para a prefeitura de Passo Fundo”.

Nakata oferece semieixos para reposição

A Nakata, fabricante de componentes para o mercado de reposição, lançou semieixos do diferencial para veículos comerciais leves da Ford, Volkswagen, Iveco e Agrale. Para Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da empresa, a aplicação de aço forjado nos componentes aumenta a durabilidade e a resistência na transmissão de força para as rodas dos veículos.

Volvo CE tem novo distribuidor no Uruguai

A Volvo CE, divisão de máquinas e equipamento para construção, anunciou que a distribuição de seus produtos no Uruguai será feito pela empresa Mekatronic. A empresa, que substituiu a Servipiezas, também fara a distribuição dos produtos da SDLG, que pertence ao Grupo Volvo, no mercado uruguaio, onde já distribui caminhões e ônibus da fabricante. O país vizinho, segundo a Volvo, tem grande potencial para negócios na agricultura e nos setores florestal e construção rodoviária.

 

Para Afrânio Chueire, presidente da Volvo CE, a mundança permitirá maior proximidade dos clientes uruguaios com a fabricante. A parceria também ampliará o alcance dos produtos da companhia no mercado vizinho.

 

As instalações da Mekatronic são utilizadas para comercializar máquinas em uma área de quatro hectares destinadas à operação. O local tem oficina, escritório, depósito de peças e espaço administrativo.

 

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Mercedes-Benz muda processo por economia de água

A Mercedes-Benz promoveu alterações no tratamento de superfície de carroceria na fábrica de Juiz de Fora, MG, para reduzir o consumo de água. A empresa passou a utilizar um produto fornecido pela Henkel que promete a diminuição da quantidade de água descartada durante o processo de preparação de superfície para pintura de cabines de caminhões. De acordo com a M-B, é possível economizar 1 milhão de litros de água por ano.

Marcopolo tem produção parcial após incêndio

A Marcopolo anunciou que, esta semana, interromperá parcialmente as atividades de suas unidades Ana Rech e Planalto, em Caxias do Sul, RS, para utilizar o período mais curto, de três dias úteis, para avaliar impactos e medidas a serem tomadas e para programar produção depois do acidente ocorrido no domingo. Segundo a direção da empresa o mais importante foi não ter havido feridos.

 

 

Apesar do ônibus ser composto predominantemente por estrutura de aço e chapas de aço e alumínio, os componentes plásticos são itens relevantes para o acabamento dos produtos e, por isso, a paralisação pode afetar a produção e a montagem do veículo. Pelo fato de o incêndio ter ocorrido em uma unidade que fica separada da linha de produção de ônibus nenhum veículo pronto, ou em fabricação, foi atingido, assim como também nenhum chassi que estava aguardando a programação para entrar em linha.

 

De acordo com José Antônio Fernandes Martins, vice-presidente para assuntos institucionais da Marcopolo, os prejuízos causados pelo incêndio de domingo serão avaliados após a conclusão das perícias para apurar as causas. E adiantou que essas informações serão tornadas públicas por meio de comunicados ao mercado via Bolsa de Valores: “Trataremos dessas questões com transparência e seriedade. Qualquer informação diferente é mera especulação”.

 

Construída em 2008, em área de 16 mil m², que representa em torno de 15% da área total coberta de Ana Rech, a unidade de componentes plásticos da Marcopolo é a mais recente no complexo industrial e, segundo a empresa, atende aos requisitos e normas de segurança vigentes. Com cerca de seiscentos trabalhadores a operação é dedicada à produção de componentes de ônibus, como teto e revestimentos. Junto com o fornecimento de tradicionais parceiros externos localizados em Caxias do Sul, esta unidade foi concebida para que a Marcopolo tornasse mais eficiente o desenvolvimento e o fornecimento de componentes plásticos utilizados nos ônibus.

 

Sinistro – O incêndio que destruiu a unidade de componentes plásticos, na tarde de domingo, 3, levou mais de três horas para ser controlado. O fogo começou por volta das 4 horas da tarde e mobilizou todas as guarnições do corpo de bombeiros da cidade, mais o reforço vindo de Bento Gonçalves e Flores da Cunha e de bombeiros voluntários de Carlos Barbosa, Garibaldi, Igrejinha, Nova Petrópolis e da própria brigada de incêndio da Marcopolo.

 

Ambulâncias do Samu e de empresas de resgate médico foram acionadas, mas só houve registro de feridos leves. De acordo com informações do corpo de bombeiros de Caxias uma viatura permaneceu de prontidão durante toda a madrugada de segunda-feira, 4, em virtude da grande quantidade de materiais inflamáveis armazenada. No entanto, após as 9 horas da noite do domingo já não eram identificados focos de incêndio. A provável causa é que o fogo tenha começado acidentalmente em um setor que trabalha com material plástico usado na fabricação das carrocerias. No entanto é necessário aguardar o resultado da perícia, ainda sem data definida.

 

Hyundai consolida quarta posição no ranking

As mudanças promovidas pelas fabricantes de veículos em busca da retomada das vendas alteraram a posição das líderes de mercado. O desempenho do HB20 no varejo, por exemplo, permitiu à Hyundai manter-se na lista das quatro que mais vendem, movimento que levou a tradicional Ford ao quinto lugar. Essa posição, no entanto, deverá ser transitória: em 2018 o desempenho do recém-lançado Kwid, resultado de investimentos em novas linhas no Brasil, fará a Renault ocupar o quinto lugar – a não ser que a estadunidense tenha algo fantástico no bolso do colete para mostrar.

 

Segundo o especialista Roberto Barros, da consultoria IHS, um dos maiores trunfos do HB20 é a boa aceitação no mercado brasileiro:

 

“O principal responsável pela mudança nas posições do ranking de vendas foi o HB20, que tem bom volume de vendas por causa da preferência dos consumidores. Além disso o SUV Creta ajuda na consolidação da marca, pois também tem vendido mais que o Ecosport”.

 

A marca coreana tem 9,55% de participação de mercado, e a Ford mantém 8,84%, sendo que o grande responsável pelo crescimento da Hyundai vendeu 10 mil 377 unidades em agosto contra 7 mil 631 do Ka e 2 mil 40 do Fiesta. No acumulado do ano o HB20 soma 70 mil 836 carros vendidos, contra 59 mil 529 do Ka e 12 mil 615 do Fiesta.

 

Outro ponto positivo do HB20 é a sua posição no mercado, pois com as versões 1.0 [mais baratas] ele consegue competir com o Ford Ka, enquanto as 1.6 [mais caras], brigam em outra fatia do segmento, no qual está o Fiesta, além de competir com as versões 1.5 do Ka.

 

Mais uma grande mudança no ranking por marca poderá ocorrer em 2018 graças a chegada do Renault Kwid, o SUV dos compactos [como é tratado pela marca], que já vendeu mais de 2 mil carros com menos de trinta dias de vendas online e figurou no ranking dos dez carros mais vendidos em agosto.

 

A disposição agressiva da Renault para vender o Kwid no Brasil, com preços baixos com relação à concorrência, boa lista de equipamentos desde a versão de entrada e o visual moderno [puxando para os SUVs], serão alguns fatores responsáveis pelo bom volume de vendas.

 

Segundo o consultor o volume de vendas do Kwid em um ano cheio será capaz de garantir o quinto lugar do ranking para a Renault, algo inédito, ultrapassando Ford e Toyota. A briga da Renault com a Ford no ano que vem promete ser brava, unidade por unidade – com vitória Renault quando o ano terminar, aposta Roberto Barros.

Novo Polo promete terceiro turno em SBC

Após anunciar investimento de R$ 2,6 bilhões para a produção do Novo Polo e do sedã Virtus em São Bernardo do Campo, SP, a Volkswagen confirmou na segunda-feira, 4, que voltará a operar em três turnos até o fim do ano. O retorno da produção para a capacidade total da fábrica será gradual, acompanhando a curva de aceleração de produção do modelo, disse o presidente David Powels. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está prevista para 18 de setembro a abertura do segundo turno, com o terceiro turno programado para ser exercido na sequência.

 

Com as mudanças o modelo Gol passou a ser produzido na unidade de Taubaté, SP. A produção da picape Saveiro é mantida em São Bernardo. Para Powels a empresa conseguiráa, dessa forma, ter mais produtividade com maiores foco logístico e eficiência. O Novo Polo começou a ser produzido em agosto.

 

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BMW expande pesquisas sobre sistemas de direção

O centro de pesquisa e desenvolvimento da BMW em Santa Catarina intensificou as análises sobre sistemas de assistência de direção. De acordo com a fabricante serão feitos testes no espaço, nos próximos dias, com um BMW 730xDrive, movido à diesel, que foi cedido pela matriz, na Alemanha. Ele será submetido a ensaios de controle de mudança de faixa, assistência em congestionamentos, entre outros.

 

“Com a chegada de uma versão à diesel comercializada em outros mercados, vamos ampliar as pesquisas voltadas a tecnologias de assistência de direção no Brasil”, diz Stefan Fikar, gerente Sênior de Sistemas Eletrônicos do BMW Group Brasil.

Volkswagen convoca recall de 1,8 milhão na China

Mais de 1,8 milhão de carros da Volkswagen estão sendo retirados de circulação na China devido a uma bomba de combustível defeituosa. O órgão de defesa do consumidor do país informou na segunda-feira, 4, que os modelos afetados foram fabricados pela companhia e suas duas joint-ventures chinesas, SAIC e FAW.

 

O defeito pode causar o bloqueio do motor devido a uma falha eletrônica na bomba de combustível. Foram convocados os modelos Magotan fabricados de 2007 a 2014, o CC produzido pela FAW de 2009 a 2014, e o Passat produzido pela SAIC de 2011 a 2015. Cerca de 19 mil modelos importados também foram afetados.

 

A VW tomou conhecimento do defeito no componente após uma investigação promovida pelas as autoridades chinesas que começou em abril de 2016. Na semana passada, a empresa convocou 281 mil veículos nos Estados Unidos devido a problemas similares com a bomba de combustível.

 

Em março, a fabricante anunciou campanha de recall que envolveu cerca de 680 mil carros da marca Audi na China por defeitos em bombas de refrigeração que poderiam levar a incêndios no motor. E em maio, a FAW convocou quase 580 mil VW Golf e Sagitar por causa de um defeito do fusível do farol.

 

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Vendas na Colômbia seguem abaixo de 2016

Visto como um mercado em ascensão na América Latina, sobretudo após anúncio do acordo bilateral com o Brasil que também diz respeito às exportações de veículos, a Colômbia apresenta um perfil de vendas abaixo dos volumes comercializados no ano passado. De janeiro a agosto deste ano foram emplacados no país vizinho 152 mil 651 automóveis, 2,9% menos do que o volume de licenciamentos verificado no mesmo período no ano passado.

 

Segundo a Andemos, a associação das montadoras que atuam no país, a desaceleração do mercado colombiano está sujeita a diferentes fatores, principalmente à queda do PIB nacional, à alta do dólar e consequente falta de confiança do consumidor. Embora o mês passado tenha sido o segundo melhor do ano nas vendas com 20 mil 925 unidades – março fechou com 21 mil 49 unidades – o volume foi 6,8% menor do que as vendas feitas em agosto do ano passado.

 

Para Antônio Jorge Martins, especialista em gestão da cadeia automotiva da Fundação Getúlio Vargas, o momento pelo qual está passando o setor automobilístico da Colômbia é similar ao quadro brasileiro há alguns anos no que diz respeito ao consumo: “Pesa contra a Colômbia, entretanto, o fato de não ter fábricas e, por conta disso, não contar com capacidade de exportação, fator que ajudou as empresas daqui a se manterem produtivas”.

 

Martins acredita que o mercado colombiano deverá superar algumas barreiras para atender às expectativas que muitas empresas, principalmente as brasileiras, depositam no país: “Mesmo com o mercado em baixa, não foram interrompidos os investimentos no mercado vizinho, pelo contrário, é comum observarmos empresas anunciando expansão na Colômbia. O governo local precisa, no entanto, resgatar a confiança do consumidor e aquecer a economia”.

 

A Chevrolet segue como líder de venda na Colômbia com 33 mil 647 automóveis emplacados de janeiro a agosto, um volume 12,5% menor que o verificado nos oito meses do ano passado. A Renault foi a segunda empresa que mais vendeu carros no país, 30 mil 945 unidades, menos 2,1% que de janeiro a agosto de 2016. A Nissan, terceira em vendas com 13 mil 394 carros emplacados, apresentou crescimento no volume de licenciamentos, 23,6% na comparação com o desempenho dos oito meses do ano passado.

 

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