Antônio Megale, diretor de relações governamentais da Volkswagen do Brasil, 36 anos de carreira no setor automotivo brasileiro, assumiu na segunda-feira, 25, a presidência da Anfavea, para mandato que cumprirá até abril de 2019.
A última vez em que um executivo da Volkswagen esteve à frente da mais importante associação do setor automotivo nacional foi em 2004 – já se vão, portanto, 12 anos. Foi Ricardo Carvalho, que ocupou a presidência de 2001 a 2004, após a morte de Célio Batalha, da Ford, presidente apenas de abril a outubro daquele ano.
Em coletiva à imprensa realizada em São Paulo na tarde da segunda-feira, 25, Megale observou que em sua carreira já lidou com executivos alemães, franceses, estadunidenses e japoneses, e que isso deverá ajuda-lo nas negociações que terá que enfrentar daqui por diante. “É uma experiência que acredito será válida.”
Como bandeira de sua gestão o dirigente elegeu o que chama de previsibilidade – sem dúvida escolha bem menos tangível do que a adotada por seu antecessor, Luiz Moan, que defendeu chegar ao fim de seu mandato com as exportações respondendo por 20% da produção, o que, na época, representaria 1 milhão de unidades.
Moan, inclusive, abriu a coletiva desejando boa sorte ao novo dirigente. Em clima de aposentaria, indumentária sem gravata combinando com, em suas próprias palavras, calça rancheiro, fez breve discurso, acenando que “na história recente da Anfavea nunca uma transição ocorreu de forma tão tranquila”. Ao final, decretou simplesmente: “fui”.
Megale explicou que esta tal previsibilidade é fundamental à indústria: “precisamos de regras firmes e duradouras, de um horizonte claro à frente”. Estas servem para os diversos braços da indústria, argumentou: “Às vezes a montadora desenvolve um projeto e há uma mudança de legislação, por exemplo, de um determinado componente. Aí o projeto tem que retroceder, ser refeito, o que gera um impacto muito grande. O mesmo também vale para uma norma de impostos. Sem previsibilidade a forma de trabalho da indústria automotiva é muito prejudicada”.
Dentro desse ensejo ele já cobrou início de negociações com o governo para o que pode ser o Inovar-Auto 2, vez que o programa atual se encerra em 2017. “Um ano e meio para discutir uma legislação desta magnitude já é muito pouco tempo.”
Megale ainda assegurou que a Anfavea não tomará posição com relação à possibilidade de impeachment, por ser a associação “apolítica”. Mas defendeu uma rápida solução para a crise, em especial a de confiança, que, em sua visão, é a maior razão para a queda brusca nas vendas que o mercado vivencia desde o ano passado, posição que Moan também defendia.

A Mercedes-Benz, em parceira com a Rodobens, deu mais um passo em sua estratégia de crescimento no segmento de vans ao inaugurar mais uma Van Center no País. Localizada em Curitiba, PR, a nova loja é a sétima do tipo e a primeira da região Sul. A concessionária é resultado de investimento de R$ 2 milhões e possui mais 1 mil m² de área construída, por onde se espalham showroom e oficinas.

O canal de exportações é importante e necessário para a indústria nacional de ônibus, mas traz consigo um volume tamanho de desafios que seria capaz de encher sozinho um container. É o que se pode concluir da palestra do executivo Marcos Forgioni, vice-presidente de mercados internacionais da MAN Latin America, parte do programa do Workshop AutoData Tendências Setoriais Ônibus, realizado na segunda-feira, 18, em São Paulo, no Milenium Centro de Convenções.