
Equipado com os novos motores 1.3 e 1.5 Flexfuel Dual VVT-i DOHC de 16 válvulas, produzidos na fábrica de Porto Feliz, SP, que tem inauguração oficial prevista para maio, o Toyota Etios 2017 começa a ser vendido no dia 28 de abril com preço a partir de R$ 44 mil na versão X 1.3, cerca de R$ 2 mil a mais do que custava antes. Apesar da pequena elevação a fabricante acredita que as vendas do modelo crescerão este ano perto de 10%.
“Nossa meta é chegar a 68 mil Etios emplacados em 2016 ante os 62 mil de 2015”, comentou o presidente da Toyota do Brasil, Koji Kondo, no lançamento da linha 2017 na terça-feira, 19, em Mogi das Cruzes, SP. O aumento de preço, segundo ele, decorre de inovações incorporadas à linha, incluindo os novos motores, “9% mais econômicos do que os anteriores”, importados do Japão.
Passam a ser itens de série em toda a linha 2017 do Etios novidades como o Toyota Smart Screen, computador de bordo, banco traseiro com encosto rebatível, direção eletroassistida progressiva com nova calibração, ar-condicionado, abertura interna do porta-malas e do tanque de combustível, chave com comando das quatro portas e vidros dianteiros e traseiros com acionamento elétrico.
Outra novidade da linha é a oferta de transmissão automática para todas as versões – antes só havia a opção de câmbio manual. A empresa estima que 40% das vendas serão de câmbio automático, que vem do Japão, e o restante da nova transmissão manual de seis marchas que está sendo produzida no Brasil pela Aisin. Até a linha 2016 o câmbio era de cinco marchas.
Disponível com dois tipos de motores, 1.3 e 1.5, o Etios é oferecido em ambos os casos nas versões X, XS e XLS. A mais cara, a XLS 1.5 automática, custa R$ 60,3 mil. Na versão mais barata com transmissão automática, X, o preço é de R$ 47,5 mil. “É o compacto automático mais acessível do mercado brasileiro”, garantiu no lançamento o vice-presidente executivo da Toyota do Brasil, Miguel Fonseca.
Mercado – O presidente da Toyota do Brasil falou das dificuldades pelas quais passa o mercado brasileiro no momento, mas destacou que a empresa, em particular, enfrenta situação mais favorável: cresceu 1% no primeiro trimestre e teve participação ampliada de 6,8% em 2015 para 8,6% este ano.
A empresa quer pelo menos manter o market share conquistado no primeiro trimestre ao longo do ano, com venda de 170 mil unidades, um pouco abaixo das 176 mil do ano passado. A produção também cairá um pouco, de 166 mil para 160 mil, acredita Kondo, que prevê um mercado total de automóveis e comerciais leves de 2 milhões de veículos. Com relação às exportações do Etios o presidente da Toyota do Brasil prevê crescimento de 20%, com volume de 27 mil unidades este ano ante as 22,5 mil de 2015.
O modelo está sendo exportado para a Argentina, Uruguai e Paraguai e há planos de embarcá-lo para outros países da América do Sul. Apesar de todas as dificuldades do momento, a Toyota tem mantido dois turnos de produção, não tem nenhum programa de afastamento de funcionários em vigência e tampouco demitiu. Das 160 mil unidades totais a serem produzidas este ano 55% serão do Etios em Sorocaba e 45% do Corolla em Indaiatuba, também no Interior paulista.
Com relação ao atual momento politico-econômico do País Kondo preferiu não entrar em pormenores, destacando apenas que a empresa continua acreditando no potencial do Brasil, tanto assim que não alterou seus planos de investimento local, dentre os quais ampliação da capacidade produtiva de Sorocaba, de 70 mil para 108 mil unidades/ano. No segundo semestre inaugurará em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, um Centro de Desenvolvimento e Pesquisa, com reforço da engenharia brasileira em seus projetos para a região.
“Independentemente do que acontecer no País temos flexibilidade suficiente para alterar nosso processo produtivo e atender a demanda do mercado caso ela cresça.”
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