Hyundai começa a exportar para o Paraguai

Desenvolvido especialmente para atender ao gosto do consumidor brasileiro, o Hyundai HB20 começará a explorar outros mercados a partir dessa semana. Na quinta-feira, 17, o modelo que comemora três anos de produção em Piracicaba, SP, estará disponível também para os consumidores do Paraguai, primeiro mercado fora do Brasil a oferecer o modelo em sua rede concessionária.

Segundo comunicado divulgado pela Hyundai 600 unidades do HB20X, versão aventureira do hatch, foram encomendadas pela rede paraguaia. Esse será o primeiro passo fora do País: outros mercados da região estão na mira da diretoria da montadora.

“Após consolidar nossa posição no mercado brasileiro com mais de 500 mil unidades vendidas podemos expandir nossas fronteiras, inicialmente para o Paraguai”, afirmou, em nota, William Lee, presidente da Hyundai Motor do Brasil. “Este é o primeiro passo para tornar o HB20 um grande sucesso também em outros mercados da América Latina”.

A Hyundai descarta, porém, aumentar a capacidade de produção neste momento: a ideia, segundo Lee, é compensar a possível queda de demanda no mercado interno. “Nossa intenção é prosseguir com a utilização plena de nossa capacidade produtiva”.

A montadora de Piracicaba foi a primeira a ganhar certificação da Receita Federal para Operador Econômico Autorizado, de acordo com informações do comunicado divulgado à imprensa na segunda-feira, 14. Com isso, a companhia terá maior agilidade e segurança no cumprimento dos procedimentos aduaneiros.

Iveco lança micro-ônibus para o transporte rural

A Iveco Bus deu mais um passo no processo de consolidação de sua unidade de negócio ônibus. A fabricante acaba de apresentar o GranClass 150S21, modelo para 15 toneladas, os chamados micrões, destinado às aplicações rurais e especialmente projetado para atender ao Programa Caminho da Escola, do governo federal. Derivado do chassi urbano 170S28, o novo micro-ônibus é oferecido encarroçado, por meio de uma parceria com a Mascarello, de Cascavel, PR.

Segundo Humberto Spinetti, diretor de negócios de ônibus da Iveco para a América Latina, a novidade reforça a linha da empresa no transporte escolar. É da própria Iveco o micro-ônibus mais vendido para o programa governamental, o CityClass, com mais de 6 mil unidades negociadas e, curiosamente, também criado em parceira, mas com a Neobus.

“A oferta do veículo completo ou simplesmente apenas o chassi são dois modelos de negócios que proporcionam diversas oportunidades”, obervou Spinetti, durante lançamento do GranClass, na noite de quinta-feira,10. “Como também foi projetado para terrenos de difícil acesso, o chassi também permite outras adaptações.”

Para o diretor da Iveco ainda, apesar da crise política-econômica, que fez minguar os investimentos do governo, o Caminho da Escola ainda é um dos maiores responsáveis pelas encomendas de ônibus escolares. “Há uma licitação em processo para esse modelo, na qual já vencemos uma das fases pelo preço. Uma hora a crise passa e já estaremos preparados.”

De acordo com a fabricante, embora derivado, o chassi 150S21 é praticamente um novo projeto, com redução dos balanços dianteiro e traseiro, maiores ângulos de entrada, 20°, e saída, 18°, aplicação de longarinas reforçadas, suspensão elevada e um trem de força mais potente, com motor FPT 4.5 de 206 cv e torque de 720 Nm acoplado a uma caixa de câmbio Eaton manual de seis marchas. O modelo ainda possui um dispositivo de bloqueio automático do diferencial, também da Eaton, para facilitar a transposição de atoleiros.

“Foi uma união de esforços em um projeto inteiramente nacional com o objetivo de entregar conforto, segurança e acessibilidade”, contou Gustavo Serizawa, gerente de marketing de produto da Iveco Bus. “Em seu desenvolvimento foram mais de 234 mil quilômetros rodados e 342 componentes validados.”

O GranClass é ofertado a partir de duas opões de entre-eixos – 5,1 metros ou 5,9 m –, com carrocerias de até 11 m de comprimentos com capacidade para 60 passageiros. Especialmente na versão escolar, o modelo pode ser configurado para 42 ou 48 alunos.

De fábrica o micro-ônibus já sai com elevador, porta mais larga e uma cadeira de rodas incluída. Também traz porta-mochilas, cinto de segurança em todos os assentos e rede no encosto do banco para acondicionar material escolar.

Mercado – Em pouco mais de um ano depois da criação a Iveco Bus como unidade de negócios, a empresa só tem a comemorar os resultados.

Em um ano de dificuldades econômicas, com queda de 38,9% no mercado brasileiro de ônibus, de 27,4 mil para 16,7 mil unidades, a Iveco cresceu 62,4%, para 1 mil 187 unidades negociadas em 2015, encerrando o período como a quarta fabricante do ranking de vendas.

 

Justiça condena réu por ameaças a Mauro Marcondes Machado e executivos da MMC

O Juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª. Vara da Justiça Federal em Brasília, DF, condenou o réu Halysson Carvalho a 4 anos e 3 meses de prisão no âmbito da Operação Zelotes – foi o primeiro caso de condenação envolvendo a investigação, ligada diretamente ao setor automotivo, por suspeita de compra de MPs que promoveram e estenderam benefícios fiscais a montadoras instaladas nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do País.

A condenação do réu ocorreu, segundo a sentença, à qual a Agência AutoData teve acesso, pois segundo o juiz “entre os dias 15 e 20 de outubro de 2010, de forma consciente e voluntária, Halysson Carvalho constrangeu Mauro Marcondes Machado, mediante grave ameaça, a pagar vantagem indevida”.

À época Mauro Marcondes Machado era vice-presidente da Anfavea, na condição de representante da MMC na associação que reúne as montadoras no País.

A sentença traz íntegra de e-mail enviado pelo réu a Lilian Pina, secretária de Eduardo Souza Ramos, da MMC, representante local da Mitsubishi, em 15/12/2010. O texto afirma: “Dirijo-me, mais uma vez, à sua pessoa no intuito de resolver problemas com sua pessoa e com sua empresa. Refiro-me a MP 471 que foi tratada e beneficiada principalmente a MMC e CAOA (sic).

Por duas vezes o Sr. Mauro Marcondes Machado me recebeu a seu pedido e em outra oportunidade estive com o Sr. Carlos Alberto da Hyunday, ambos acharam que me levaram na conversa. Peço-lhe que intervenha nos honorários dos quais a MMC vem pagando e a CAOA não: os Deputados e Senadores dentre escritórios e outros os quais não convém citar nomes, agora, através do Sr. Mauro Marcondes. Onde este vem desviando recursos os quais não tem chegado às pessoas devidas. Inclusive comunico ao senhor do acordo para aprovação da MP 471, valor este do seu conhecimento, que o Sr. Mauro Marcondes alega ter entregado a pessoas do atual governo, PT, a quantia de R$ 4 milhões o qual não é verdade; sem contar outros fatos. (sic)

Através deste e-mail, quero comunicar e pedir desculpas, mas me sinto prejudicado pelo tratamento dado pelas pessoas envolvidas neste e-mail. Aviso-lhe a contar desta segunda-feira, dia 18/10/2010 que é quando o senhor estará no Brasil, dou até o dia 21/10/2010 para que me seja repassada a quantia de US$ 1 milhão e meio.” (sic)

Ainda na sentença o juiz afirma que “a segunda fase da cobrança incisiva realizada por Halysson seria consideravelmente mais ameaçadora e ampla, uma vez que não se destinaria apenas a Mauro Marcondes mas aos próprios representantes da MMC”.

Em outro e-mail enviado à secretária, segundo a sentença, Halysson escreveu: “não temos mais conversa com o Sr. Mauro Marcondes, ainda hoje passo o telefone para fazerem contato amanhã e combinar hora e local do pagamento combinado, não estou brincando e não armem nada”. (sic)

O juiz considerou: “Não tenho dúvidas que Halysson Carvalho efetivamente se utilizou de grave ameaça, inclusive à integridade física de Mauro Marcondes e Cristina Mautoni [sua esposa e sócia], para a cobrança dos valores referentes à medida provisória 471/09; e tais ameaças foram capazes de preocupar Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, de forma a leva-los a procurar, com urgência, auxílio de profissional com envolvimento na área de segurança”.

Há ainda a conclusão de que “como ressaltado pelo Ministério Público Federal, ainda que se considere que Halysson não teria conhecimento das pretensas ilicitudes do processo de edição da Medida Provisória em contento, a própria natureza para o qual fora contratado, bem como o modo pelo qual este fora executado, denotam que ele possuía efetiva consciência da ilicitude de sua conduta”.

O juiz ainda considerou que pelo fato do réu estar preso há mais de 4 meses, por apresentar quadro de depressão e filha menor de idade com problemas de saúde, tem o direito de apelar da sentença em liberdade.

Momento difícil da indústria de caminhões é tema de AutoData de abril

A indústria brasileira de caminhões tenta driblar aquela já é considerada como a pior crise de toda a sua história no Brasil. Em reportagem de capa, assinada por Décio Costa, a revista AutoData de abril mostra um quadro completo de como o setor está agindo diante do mercado em queda, bem como as ações em curso para fortalecer caixa e equilibrar a produção à demanda.

Para acessar a mais recente edição da publicação em computadores, basta acessar diretamente este link, via portal AutoData: arquivos/autodatadigital/320-2016-04. Esta revista pode ser lida ainda, no seu formato original, em smartphones e tablets, tanto aqueles com sistema Android quanto iOs – neste caso é só abrir o app AutoData e baixar a edição mais recente. Para quem ainda não tem o aplicativo em seu dispositivo móvel, basta fazer o download gratuitamente na Platy Store ou na App Store.

A edição de abril traz ainda na seção From the Top entrevista exclusiva com José Luis Valls, chairman da Nissan para América Latina, que revelou plano para exportar metade da produção de Resende a partir de 2018, além da perspectiva do futuro Kicks responder por 30% das vendas da marca no País no ano que vem.

Destaque também para a cobertura da inauguração da fábrica de automóveis da Mercedes-Benz em Iracemápolis, no Interior paulista, do Seminário de Compras promovido pela AutoData, a demanda crescente por aço de alta resistência e alumínio – o que significa que nossos automóveis caminham firme rumo aos padrões internacionais – e muito mais. Confira.

Luiz Moan e a lei das probabilidades

Na segunda-feira, 25, Luiz Moan encerra oficialmente seu mandato como o décimo-sétimo presidente da Anfavea e passa a faixa a Antonio Megale, da Volkswagen. Mais do que um movimento simbólico, este fato marcará também uma espécie de despedida do executivo da rotina diária do setor automotivo brasileiro.

Pois pouco mais de um mês depois, 31 de maio, Moan entregará também seu cargo de diretor de assuntos institucionais na General Motors do Brasil, onde bateu ponto pelos últimos 25 anos. E então se dedicará a algo que programa há bom tempo e que usualmente se considera, basicamente, como ‘curtir a vida’.

“Trabalho desde os 11 anos”, argumentou Moan, prestes a completar 61, em entrevista exclusiva à Agência AutoData. “E destes 50 anos, 40 foram no setor automotivo” – ele soma passagens por VW e pela própria Anfavea antes da GM.

Como bom economista Moan já traçara anteriormente plano claro e objetivo para os tempos de aposentadoria: a ideia original era trabalhar por cerca de 45 anos e pelos 20 seguintes aproveitar os benefícios. Mas perto do prazo final surgiu o indicativo de que a presidência da Anfavea estava no horizonte, o que causou atraso de 6 anos no cronograma. “Eu encarei a presidência como uma missão. Me preparei para ela. E, agora, ela está cumprida.”

A prova de que Moan está falando sério é a ausência de seu nome da lista dos vice-presidentes da nova gestão, algo tradicionalíssimo na história da associação que reúne as montadoras do País: em seu lugar a relação traz Marcos Munhoz a ocupar o posto a que a GM tem direito.

Novamente a evocar a veia de economista, Moan prefere considerar que lhe restam 14 dos 20 anos originalmente previstos para as benesses da aposentaria, em lugar de simplesmente empurrar o período de duas décadas pelos anos adiante. A missão número um, de qualquer forma, já está plenamente definida: curtir os dois netos, hoje com 4 e 6 anos.

A missão número dois será viajar – algo que poderia causar estranheza a interlocutor que conhece a rotina de um executivo do setor automotivo dedicado à área institucional, na qual viagens são tão comuns quanto um cafezinho no corredor com os colegas do escritório. “De todos os Estados brasileiros só não estive em Roraima. Pelo mundo estive em inúmeras cidades, de inúmeros países. Posso dizer que conheço esses lugares? Não. Conheço, no máximo, o aeroporto, um hotel e o caminho entre estes dois.”

Ele cita o exemplo do Rio Grande do Sul: “Fiquei muito tempo lá, por ocasião de todo o processo envolvendo a fábrica de Gravataí, mas não conheço o Estado de verdade. Não o visitei com calma, como deve ser”. E assim está desenhada mais uma estratégia para a diversão pós-trabalho duro: “Farei catorze viagens nacionais e catorze internacionais, cada uma delas por ano” – são 14 anos, afinal, lembra-se? O próprio Rio Grande do Sul e Portugal despontam como os primeiros destinos, ainda não confirmados.

Missão número três será adotar uma rotina mais serena, comum: caminhar – novos tênis já providenciados –, “ler os jornais na hora em que eu quiser”, já que hoje o faz por volta de 6h, assim que chegam à porta de casa, e, pasme, dirigir. “Atualmente prefiro nem guiar carros, pois imagine se acontece um acidente: o presidente da Anfavea envolvido em uma colisão de trânsito. Não ficaria bem.”

O período não será de todo moleza, entretanto, admite Moan: desafios mundanos, por assim dizer, o espreitam. Na lista estão aprender a usar um smartphone, sacar dinheiro em caixas eletrônicos, pagar contas, fazer check-in… “por incrível que pareça são coisas que realmente não sei fazer, pois há anos ficam a cargo das secretárias. É algo com o qual terei que me adaptar”.

Mas a racionalidade não se deixa enganar e Moan também tem planos para o caso das necessidades profissionais tão vigentes nos últimos 50 anos continuem a lhe cutucar mesmo neste período de planejada tranquilidade. Nesta hipótese estão serviços rápidos de consultoria, “mas sem envolvimento direto com os contatos que fiz ao longo destes anos”, ajuda técnica e até mesmo financeira a grupo de funcionários que assuma empresa em situação falimentar, não necessariamente do setor automotivo, e o estudo da chamada Lei das Probabilidades.

Sim, é isso mesmo: estudo da Lei das Probabilidades, e em especial sua relação com os prêmios de loterias, como a Mega-Sena. “Sei que não vou encontrar a resposta, mas vou tentar mesmo assim”, assegura Moan. Bem verdade que, para executivo ainda na linha de frente da batalha diária de uma empresa do setor automotivo, alguns anos atrás deste quase ex-presidente da Anfavea na escala profissional, é iniciativa que soa como coisa de quem não tem o que fazer; e pode até ser.

Mas vai que ele descobre a resposta…

 

Brasil e Alemanha firmam acordo para incentivar eletromobilidade no País

O governo alemão firmou acordo com o brasileiro para incentivar a eletromobilidade no território nacional. De acordo com informações do site do Mdic, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as duas nações assinaram um acordo de cooperação técnica que engloba um projeto de quatro anos e investimento de € 5 milhões do BMZ, Ministério de Cooperação Internacional e Desenvolvimento Econômico da Alemanha.

Este projeto será coordenado pelo Mdic, intermediado pela Agência de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e apoiado pela GIZ, Agência de Cooperação do governo alemão. Dentre as ações previstas estão a criação de diretrizes para linhas de financiamento, o apoio à disseminação de tecnologias inovadoras e consultoria ao governo brasileiro, associações e representações do setor privado sobre a gestão da frota de veículos elétricos e híbridos.

“A Alemanha já possui know-how em tecnologias de propulsão mais eficientes”, afirmou Margarete Gandini, diretora do Departamento de Indústrias para a Mobilidade e Logística do Mdic, ao portal do ministério. “A contribuição deles vai ser de extrema importância para o desenvolvimento de políticas públicas e criação de novos modelos de negócios”.

Segundo Gandini a eletromobilidade, que já é uma realidade mundial, tem duas vertentes importantes: a da indústria e a da mobilidade logística. “A política industrial de abastecimento deve estar voltada a soluções e entregas que englobem essas duas vertentes”.

Na quinta-feira, 10, equipes do Brasil e da Alemanha de diversos órgãos se reuniram em Brasília, DF, para discutir o cenário brasileiro e quais medidas podem ser tomadas no Workshop Propulsão Eficiente em Áreas Urbanas.

No ano passado, como forma de incentivar o uso de veículos mais eficientes, o governo reduziu o imposto de importação de veículos híbridos e elétricos. De toda forma a presença deles no mercado nacional ainda é tímida: no primeiro bimestre foram licenciadas apenas 122 unidades, seis a menos do que no mesmo período de 2015.

Produção cai e interrompe sequência de recordes no México

A sequência de recordes da indústria automotiva mexicana foi parcialmente interrompida em fevereiro com a queda de 4,1% na produção, comparado com igual mês do ano passado. Segundo a Amia, associação que representa as montadoras instaladas naquele país, saíram das linhas de montagem 271,3 mil veículos no mês passado, ante 282,9 mil unidades produzidas em fevereiro de 2015.

O resultado de fevereiro deixou negativo também o balanço do acumulado: no primeiro bimestre a produção no México chegou a 538,8 mil unidades, recuo de 1,9% sobre os 549,3 mil veículos produzidos em janeiro e fevereiro do ano passado.

As exportações baixaram 1,2% no mês passado, para 219,7 mil unidades. O saldo, porém, segue positivo no acumulado do ano, com 432,9 mil embarques, alta de 1,3% sobre o primeiro bimestre de 2015 – e, aqui retornam os recordes: foi o maior volume de exportações para os dois primeiros meses do ano na história da indústria mexicana.

Assim como foram recorde para fevereiro também as 110,8 mil unidades comercializadas no mês passado, volume 13,5% superior ao de igual período de 2015. No bimestre, nova marca histórica: nunca antes na história os mexicanos haviam consumido tantos veículos como em janeiro e fevereiro deste ano, 230,5 mil unidades. O crescimento com relação ao primeiro bimestre do ano passado foi de 14,5%.

Dos veículos comercializados no mercado mexicano no primeiro bimestre, 44% foram produzidos no próprio país, ao passo que 56% foram importados.

Itaesbra ganha prêmio global da General Motors

A Itaesbra, sediada em Diadema, no Grande ABCD, está em festa: foi nomeada como uma das 110 melhores empresas fornecedoras globais pela matriz da General Motors no Supplier of the Year 2015, anunciado na quinta-feira, 10. A cerimônia de premiação aconteceu no Cobo Hall, em Detroit.

A empresa produz peças e painéis metálicos estampados para carrocerias e outros. Foi fundada em 1956.

Esta foi a vigésima-quarta edição do reconhecimento global de fornecedores promovido pela matriz estadunidense da General Motors, e foi a que teve o maior número de fornecedores reconhecidos, de 17 países. Segundo a montadora o aumento de empresas premiadas foi de cerca de 40% – na edição 2014 foram 79 laureadas, sendo que, destas, mais da metade conseguiu repetir o reconhecimento na edição 2015.

Os vencedores foram nomeados por equipes globais da GM de compras, engenharia, qualidade, manufatura e logística.

Pela primeira vez a GM premiou fornecedores por iniciativas ligadas à inovação. Receberam o reconhecimento cinco empresas: Autoneum, Delphi, Delta Electronics. Gentex e Fanuc.

 

Audi Q3 ganha linha exclusiva em São José dos Pinhais

O Q3 entrou para a história como o segundo modelo Audi fabricado no Brasil: antes apenas o A3, em versões hatch e sedã, ostentava este título.

O SUV já está sendo produzido na unidade compartilhada com a Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná. E ganhou uma linha nova, exclusiva. Segundo comunicado da montadora, “o modelo foi o mais vendido em sua categoria no mercado brasileiro em 2015 e é um produto-chave para estratégia da marca no País”.

A fabricante afirma que a nova linha para produção do modelo “é equipada com máquinas e robôs altamente tecnológicos”. A fabricação local do Q3, assegura a Audi, “segue os mais altos padrões de qualidade da marca no mundo”. Houve treinamento dos operadores em conjunto com a matriz, na Alemanha, além de troca de conhecimentos com outras plantas.

Na nota Bernd Martens, membro do Conselho Administrativo da Audi AG responsável por compras, considerou que “a produção local do Q3 reforça a estratégia de crescimento global da marca”. E Jörg Hofmann, presidente e CEO da Audi do Brasil, reforçou que “alcançamos a liderança do segmento premium no Brasil em 2015 tendo o Q3 como o segundo modelo mais vendido, atrás apenas do A3 Sedan. Este resultado confirma que fizemos a escolha certa dos modelos para produção no Brasil” – o A3 a ser fabricado localmente em outubro do ano passado em duas versões, com motor 2.0 de 220 cv e 1.4 TFSI Flex de 150 cv.

 

Agrale montará os caminhões Foton em Caxias do Sul

A Foton encontrou o parceiro que procurava desde o ano passado: na quinta-feira, 10, a Agrale anunciou que fechou acordo para montar provisoriamente os caminhões da marca chinesa. A unidade 2 da Agrale, em Caxias do Sul, RS, será responsável pela operação, prevista para começar em julho e prosseguir até o primeiro semestre do ano que vem, quando está estimada a inauguração da fábrica da Foton em Guaíba, RS.

Em comunicado a Agrale afirmou que será responsável por toda a operação da produção, desde o recebimento de componentes, passando por montagem, testes e controle qualidade até a entrega do produto final.

As duas partes saem ganhando no acordo: a Agrale otimiza o uso de seus ativos, em ociosidade devido à atual situação do mercado de caminhões – que caiu 35% no primeiro bimestre com relação ao mesmo período do ano passado – e a Foton abrevia os prazos de nacionalização de sua linha de veículos.

Em outra nota, que não citou o acordo com a Agrale, o presidente do Conselho da Foton, Luiz Carlos Mendonça de Barros, afirmou que os primeiros veículos da série pré-operacional já foram aprovados em testes, com elevado grau de componentes nacionais.

Alguns fornecedores da Foton são conhecidos: motores Cummins, eixos Dana, transmissão ZF, freios Knorr-Bremse, rodas Maxion, embreagem Sachs, pneus Pirelli, tanques de combustível Bepo, baterias Heliar, dentre outros. A cabine será importada da China.

Segundo a Agrale, as instalações estão prontas para montar os caminhões Foton – na unidade 2 de Caxias do Sul a companhia já produz as linhas A, S e LX Agrale, além de chassis de ônibus e o utilitário Marruá. Para seu diretor-presidente, Hugo Zattera, o negócio representa a consolidação da expertise internacional da empresa e comprova seu elevado padrão de qualidade e processos fabris. 

Zattera lembrou, em nota, que a Agrale firmou uma parceria de quinze anos para montar caminhões médios e pesados da International na mesma Caxias do Sul. “Agora, essa excelência como montadora de veículos é destacada novamente pela escolha da Foton”.