Peru unifica associações do setor automotivo

As duas associações que representam a indústria automotiva peruana se uniram. A AAP, Asociación Automotriz del Perú, absorveu a Araper, Asociación de Representantes Automotrices del Perú. A iniciativa vale a partir de 1º. de abril, ainda estima-se conclusão do processo legal para agosto ou setembro deste ano.

Ambas possuem em seus quadros tanto concessionários quanto montadoras. Enquanto a AAP reúne Honda, Kia Motors, Scania, Volvo e Yamaha, na Araper estavam General Motors e Toyota.

Em entrevista ao Flash de Motor, publicação coligada à Agência AutoData, o presidente da AAP, Edwin Derteano, afirmou que o processo de fusão das duas associações será “muito amigável”. Ele explica que a APP passará a contar com vinte diretores em lugar dos 16 de até então, “para que os colegas da Araper tenham representatividade”.

O dirigente afirmou que a iniciativa busca unificar a representatividade do setor automotivo naquele país. “Não era interessante que o segmento contasse com duas associações, defendendo duas posições e duas opiniões distintas.”

A decisão da Araper ser absorvida pela AAP, explicou, deve-se ao fato da segunda ser maior que a primeira e representar mais empresas do setor automotivo, como as do segmento de motocicletas, máquinas e até bancos e seguradoras, além de fornecedores. “Todos os sócios da Araper passam agora a sócios da AAP”, garantiu Derteano.

A divulgação de estatísticas de venda do mercado peruano prosseguirá a cargo da Araper, em um primeiro momento utilizando os dados das empresas associadas, até que esta passe definitivamente à AAP, que terá como base os dados de emplacamento.

No ano passado foram comercializados ao todo 184 mil autoveículos no Peru. A expectativa para esse ano é ultrapassar pela primeira vez a barreira de 200 mil unidades.

 

Duster ganha fôlego para enfrentar nova concorrência

O segmento de utilitários esportivos compactos foi alvo, nas últimas semanas, de alguns dos mais importantes lançamentos do ano. Honda HR-V, Jeep Renegade e, agora, novo Duster, que parte de R$ 62.990 e chega a R$ 78.490 na versão topo com tração integral. O último da lista será o Peugeot 2008, na semana que vem.

O Renault, lançado em 2011, foi o primeiro a fazer frente ao Ford Ecosport, pioneiro representante desta cobiçada fatia de mercado. E com a renovação apresentada na segunda-feira, 30, em Campinas, SP, alcançou um novo patamar – assim como a fabricante fez com o Logan e o Sandero.

São cinco versões: a de entrada, Expression 1.6 16V com câmbio manual, teve tabela estabelecida em R$ 63 mil. As intermediárias são Dynamique 1.6 16V manual, R$ 68 mil, e Dynamique 2.0 16V manual a R$ 73 mil e automática a R$ 76 mil. A topo de gama é a Dynamique 2.0 16V 4×4 manual, por R$ 78,5 mil.

Por dentro e por fora novos desenhos e materiais são a tônica do Duster repaginado. A cabine se destaca e difere bastante da geração anterior: peças, texturas e tecidos mais sensíveis ao toque, acabamento em preto no console central e bancos mais ergonômicos fazem a diferença.

A conectividade a bordo também teve atenção. Por meio do Media NAV Evolution o motorista pode receber informações de trânsito em tempo real, com atualizações da tecnologia TMC, Traffic Message Channel.

São novos também os para-choques, faróis, lanternas em LED, grade frontal, barra no teto, rodas e puxador do porta-malas.

Sob o capô a motorização 2.0 16V flex ganhou 6 cavalos na potência e e a 1.6 16V 1 kgfm a mais de torque – e ambos ganharam nota A em consumo no PBEV, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, na Comparação Relativa da Categoria.

O modelo traz também a função EcoMode, que limita potência, torque e ar-condicionado mas em troca promete redução de até 10% no consumo de combustível.

Volkswagen concede férias coletivas para 4,2 mil em Taubaté

A fábrica da Volkswagen de Taubaté, SP, não produzirá nenhum veículo nos próximos dezenove dias. A montadora anunciou férias coletivas no período que vai da segunda-feira, 30, até 18 de abril.

Ficarão afastados os 4,2 mil trabalhadores da unidade, além de 250 que estão em lay-off e cerca de 500 que estão afastados da empresa por questões médicas ou férias tradicionais.

Em nota a companhia afirmou que “tem feito uso de ferramentas de flexibilização para adequar o volume de produção à demanda do mercado”. Na unidade são produzidos Up!, Gol e Voyage.

Para o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté além de questões mercadológicas a parada também é estratégica: segundo porta-voz da entidade, com o fim do terceiro turno na unidade, em fevereiro, cerca de 950 funcionários ficaram sem função. A parada, portanto, servirá para a remontagem das equipes, uma vez que esses trabalhadores serão incorporados nos outros dois turnos.

Ainda de acordo com o porta-voz do sindicato em três turnos a unidade produzia 32 veículos por hora, ou 768 por dia. A intenção agora é aumentar a produtividade e fabricar 60 veículos por hora em dois turnos, para total de 720 por dia.

“A engenharia notou que isso era viável e que o terceiro turno não era mais necessário”, revelou o porta-voz.

Com o fim do terceiro turno a montadora relatou ao sindicato excedente de cerca de quatrocentos trabalhadores, por isso houve a adoção do lay-off para 250 funcionários a partir de 17 de março – em período de dois a cinco meses. O sindicato ainda negocia a situação de outros 150 trabalhadores.

Em contrapartida ao lay-off e as férias coletivas o sindicato garantiu que os trabalhadores de Taubaté tenham reajuste salarial. No próximo dia 5 de abril todos os funcionários receberão aumento de 11,2%, sendo a reposição da inflação mais 2% de reajuste real.

Pirelli – Na Pirelli em Santo André, SP, foi agendada reunião na terça-feira, 31, para tratar de possíveis desdobramentos da compra de 26% das ações da empresa pelo Grupo ChemChina, China National Chemical Corp, em nível global.

Participarão o diretor de relações institucionais da fabricante de pneus, Mário Batista, e a vice-prefeita e secretária municipal de Desenvolvimento Econômico de Santo André, Oswana Fameli.

Procurada pela reportagem, a Pirelli optou por não se manifestar. Fonte próxima às negociações, entretanto, afirmou à Agência AutoData que existe possibilidade de adoção de um lay-off na unidade.

Empresas do setor automotivo seriam suspeitas em operação da Polícia Federal

Nomes de empresas suspeitas de participar de um esquema de suborno dentro da Receita Federal começaram a ser revelados. Embora sem confirmação oficial, pois as investigações da Polícia Federal na ação chamada de Operação Zelotes correm em sigilo, algumas companhias do setor automotivo, dentre diversos segmentos de atuação, foram citadas em reportagens veiculadas por O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Zero Hora e Rede Globo no último fim de semana.

Em torno de setenta empresas seriam suspeitas de pagar propina para integrantes do Carf, Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, da Receita Federal. O órgão funciona como uma espécie de tribunal superior da autarquia, julgando autuações contestadas por grandes empresas. Tramitam nessa instância mais de 100 mil processos com mais de R$ 500 bilhões em multas contestadas.

A suspeita é de que o esquema pode ter desviado em torno de R$ 19 bilhões de 2005 a 2015, dos quais R$ 5,7 bilhões, segundo a PF, já estão comprovados. Dentre bancos, construtoras e empresas de outros setores, as empresas do setor automotivo citadas pelas reportagens foram Grupo Caoa, Ford, Marcopolo e Mitsubishi.

Procuradas pela reportagem da Agência AutoData, Ford e Mitsubishi afirmaram, ambas por meio de porta-voz, que não comentariam o assunto.

Por sua vez a Caoa afirmou não ter nenhuma relação com a Operação Zelotes. Segundo porta-voz a empresa perdeu os dois únicos processos que teve no Carf, ambos por seis votos a zero.

Já a Marcopolo afirmou, por meio de nota, desconhecer a investigação. A companhia com sede em Caxias do Sul, RS, ressaltou que possui “programa de compliance que assegura rigorosos padrões éticos e legais na condução de todos os seus relacionamentos com entes da administração pública”.

As investigações da Polícia Federal continuam sob sigilo. A suspeita é que os integrantes do Carf recebiam propinas, que poderiam variar de 1% a 10% das multas, para alterar ou aceitar recursos que tinham como finalidade favorecer as empresas envolvidas.

Delphi fecha fábrica em Itabirito e demite oitocentos

Depois de vinte anos de atividades a Delphi anunciou o fechamento da fábrica de chicotes elétricos em Itabirito, MG. A decisão da companhia foi tomada no início do ano e oitocentos funcionários foram demitidos ao longo dos últimos meses.

Desde o fim do ano passado a companhia começou a reduzir a produção no local, que passou a trabalhar em apenas um turno em janeiro. Segundo nota da Delphi alguns funcionários permanecem na fábrica “devido às necessidades do cronograma de consolidação da operação”. Na quarta-feira, 1º. de abril, a unidade deixa de produzir em definitivo.

Os principais clientes da Delphi de Itabirito são a Fiat e a Renault, que continuarão sendo abastecidas por outras unidades da companhia.

Em comunicado a companhia afirmou que “após ter estudado a continuidade sustentável de seu negócio de chicotes elétricos na região da América do Sul, a Delphi decidiu pela consolidação de sua operação, anunciando o encerramento das atividades da fábrica em Itabirito, em Minas Gerais, com o objetivo de manter a competitividade do negócio e poder melhor atender aos seus clientes”.

Apesar de mencionar a consolidação da operação a Delphi não informou qual unidade receberá o maquinário de Itabirito, tampouco se haverá realocação de funcionários.

Segundo o Sindicato da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânicas de Material Elétrico de Minas Gerais, a Femetalminas, os funcionários demitidos receberão seis meses de cestas básicas, três meses de meio salário nominal e três meses de plano de saúde.

O fechamento da unidade acontece quatro anos depois de a Delphi investir R$ 5 milhões na expansão da fábrica, que já chegou a empregar 1,5 mil funcionários.

Atualmente a Delphi possui onze fábricas na América do Sul – Brasil e Argentina – e emprega 8 mil funcionários na região.

Caminhões devem fechar março em 6,4 mil unidades vendidas

O mercado de caminhões deve fechar março na faixa das 6,4 mil unidades comercializadas. Segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData, a média diária de emplacamentos registrada até a quarta-feira, 25, equivalente a 18 dias úteis, foi de 291 veículos.

No período foram licenciados 5 mil 246 caminhões acima de 3,5 toneladas. Se mantido esse ritmo o resultado de março deverá representar alta de 23,5% em relação a fevereiro, quando foram emplacadas 5 mil 182 unidades.

Ainda assim o comparativo com março do ano passado seria negativo em 30,7%: há um ano foram emplacados 9 mil 239 caminhões.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem a normalização das operações do Finame PSI motivou os empresários do transporte que precisavam ampliar ou renovar a frota a voltar ao mercado aproveitando a atual taxa Selic:

“As taxas mensais do PSI no ano passado eram de 0,49%. Hoje quem deseja financiar 90% do bem tem de arcar com taxa de 0,90%, caso das pequenas e médias empresas, e 1,05% para as grandes. Isso levando em conta as atuais taxas mescladas, que combinam PSI à Selic. Com a inflação em alta e reajustes mensais do plano, atrelado à Selic, o momento é bom para compra”.

Outra fonte ligada ao setor recomendou cautela aos executivos do segmento de caminhões, atuem eles em montadoras ou rede de distribuição, diante dos números de março: “A atividade econômica fraca pode prejudicar a recuperação do setor nos próximos meses”.

De acordo com as fontes as montadoras e a rede de concessionárias do segmento pediram ao governo federal ampliação da parcela financiável via PSI para 80% – hoje o índice é de 50% para grandes empresas e de 70% para pequenas e médias.

“O setor de caminhões tradicionalmente não trabalha com vendas à vista. Ampliar a parcela financiável via PSI seria um grande alento.”

No setor de chassis de ônibus os emplacamentos somaram 1 mil 468 unidades até quarta-feira, 25.

Com a média diária de 81,5 licenciamentos, o mês caminha para fechar em 1 mil 794 unidades, alta de 13,5% em relação às 1 mil 580 vendas em fevereiro e baixa de 27% na comparação anual com os 2 mil 454 chassis de ônibus vendidos em março passado.

Março deverá fechar com 215 mil a 220 mil unidades vendidas

A três dias úteis do fechamento de março, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram cerca de 190 mil licenciamentos até a quinta-feira, 26, média de 10 mil unidades por dia útil. Pelos dados preliminares do Renavam, obtidos com exclusividade pela Agência AutoData, certamente o volume de emplacamentos será inferior ao de março do ano passado, quando foram comercializados 240,8 mil veículos – volume baixo, prejudicado pelo feriado de carnaval.

Segundo uma fonte do varejo a expectativa dos lojistas é comercializar em torno de 215 mil a 220 mil unidades no mês, mantendo, portanto, o ritmo de 10 mil unidades por dia útil – ainda somar-se-ão os emplacamentos de sexta-feira, 27, segunda-feira, 30, e terça-feira, 31.

A fonte acrescentou que em torno de 30% a 35% deste volume foram faturados por meio de venda direta, modalidade que, segundo ele, talvez possa contribuir para que as vendas superem essa estimativa de 220 mil unidades dos lojistas nos últimos dias de março. E resumiu o desempenho do mês para os varejistas: “Desastre, desastre, desastre”.

O movimento nas lojas diminuiu bastante nos últimos meses, de acordo com a fonte. Para piorar, grande parte dos consumidores realmente interessados em adquirir veículos que aparecem nas concessionárias esbarra em negativas das financeiras, que não aprovam as solicitações de crédito.

Esses fatores contribuem para que o desempenho de março provavelmente seja o segundo pior dos últimos dois anos, superior apenas ao de fevereiro deste ano e suas 185,9 mil unidades – volume mais baixo desde novembro de 2008.

Embora ligeiramente superior à da primeira quinzena, a média diária de licenciamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus deverá ficar abaixo da de março do ano passado, quando 10,5 mil unidades foram licenciadas por dia útil, e no mesmo nível de fevereiro, que chegou a 9,8 mil licenciamentos. Nos dois meses, porém, o carnaval gerou impacto negativo no desempenho do mercado.

Até a quinta-feira, 26, a Fiat Strada liderava o ranking de modelos mais vendidos, com 8,5 mil unidades comercializadas. O Chevrolet Onix ocupava a segunda posição, com 7,9 mil licenciamentos, seguido por outro modelo Fiat, o Palio, líder em janeiro e fevereiro, mas com 7,7 mil emplacamentos em março.

Taxa de juros do Moderfrota será reajustada em 1º. de abril

O Moderfrota terá sua taxa anual de juros reajustada a partir da próxima semana. A decisão do CMN, o Conselho Monetário Nacional, foi publicada na edição de 27 de março do Diário Oficial da União, como a Resolução 4 405 do Banco Central do Brasil.

A decisão pega o mercado de máquinas agrícolas de surpresa, já que o mesmo CMN decidira no fim do ano passado que as taxas do programa em vigência valeriam até 30 de junho.

Além disso na prática os negócios com as taxas mais baixas se encerraram na própria sexta-feira, 27, segundo determinou o decreto do Banco Central. Esta é a data para que os pedidos fossem protocolados – a mesma da publicação no DO –, gerando uma corrida nas revendas do segmento. A formalização destas operações ainda com a taxa antiga deverá ocorrer até dia 10 de abril.

O Moderfrota fora até agora poupado dos reajustes nos programas do BNDES, como ocorreu com o Finame PSI no início deste ano.

Agricultores e empresários rurais com receita até R$ 90 milhões por ano terão a taxa reajustada de 4,5% ao ano para 7,5% ao ano. Para os com receita acima desse valor o índice sobe de 6% para 9% ao ano. As demais condições, como parcela financiável e prazos da linha, foram mantidas.

A única boa notícia foi a inclusão de tratores novos com pulverizadores de mais de 2 mil litros e barras de 18 metros ou mais no programa. Os recursos do Moderfrota envolvem mais de R$ 3 bilhões para a safra 2014-2015, que se encerra em junho. A verba do programa para a safra 2015-2016 ainda não foi revelada.

No primeiro bimestre as vendas internas totais de máquinas agrícolas e rodoviárias no atacado caíram 25%, de acordo com números da Anfavea: de 9 mil 369 em 2014 para 7 mil 40 neste ano.

Mercedes-Benz nomeia novo diretor de produção de caminhões

A Mercedes-Benz anunciou a contratação de Carlos Santiago como novo diretor para a área de Produção de Caminhões da montadora em comunicado divulgado na sexta-feira, 27.

O executivo já assumira o novo cargo no dia 17 de março. Seu antecessor, André Luiz Moreira, encerrará as atividades na empresa no dia 15 de abril, após colaborar com o processo de transição. 

Santiago tem 40 anos e é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo. Segundo a montadora ele possui 17 anos de experiência na indústria automotiva.

No currículo o executivo traz o gerenciamento de unidades industriais, elaboração de estratégias para projetos de grande porte ligados à produção, logística, qualidade e para a instalação de novas linhas de produção.

O executivo responderá por todos os temas relacionados à produção de caminhões na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, e também na unidade de Juiz de Fora, em MG.

A fábrica do ABCD é a maior unidade de veículos comerciais da Mercedes-Benz fora da Alemanha e a única a produzir, em um mesmo complexo, caminhões, chassis de ônibus e agregados – motores, eixos e câmbios. Já a unidade de Juiz de Fora voltou a produzir caminhões em 2012.

Desde que se instalou no Brasil, há quase 60 anos, a montadora já produziu mais de 2 milhões de veículos comerciais por aqui.

Lojista terá que informar valor dos tributos dos veículos vendidos

Os vendedores de veículos serão obrigados a informar o valor dos tributos incidentes ao modelo comercializado em suas lojas, seja novo ou usado. A lei 13 111, de 25 de março, foi publicada na edição de quinta-feira, 26, do Diário Oficial da União, e tem sessenta dias a partir desta data para entrar em vigor.

Além desta informação os contratos de compra e venda assinados por vendedor e comprador deverão trazer dados da situação do modelo junto às autoridades policiais, de trânsito e fazendária, como a regularização de documentos, possíveis débitos de tributos e multas, alienação fiduciária ou qualquer outro que limite ou impeça a circulação do veiculo.

As medidas valem para todo e qualquer veículo comercializado no mercado brasileiro: automóvel, comercial leve, caminhão, ônibus e motocicletas. O descumprimento da lei implica em sanções financeiras aos vendedores, incluindo a quitação de eventuais débitos tributários, de multas ou até o reembolso do valor total do veículo caso ele tenha sido furtado.

A reportagem procurou a Fenabrave para comentar o assunto, mas até o começo da noite da quarta-feira, 26, a associação que representa as concessionárias não retornou.

Extintores – Outra encrenca legal teve sua obrigatoriedade prorrogada por mais noventa dias. O Contran informou que o porte de extintor de incêndio do tipo ABC nos veículos, que seria obrigatório a partir de 1º de abril, agora tem nova data: 1º de junho.

Foi a segunda alteração nessa medida, que entraria originalmente em vigor a partir de 1º de janeiro.

Desde 2005 os veículos já saem de fábrica com esse tipo de equipamento de segurança. A necessidade de substituição, portanto, são para modelos produzidos nos anos anteriores.