Subsidiária da Gulf Oil começa a operar no Brasil

São Paulo – A Gulf Oil International iniciou a operação da sua subsidiária no Brasil como parte da expansão de seus negócios na América Latina. Focada no setor de energia e lubrificantes a empresa adquiriu uma fábrica em Iperó, SP, para produzir localmente até 3 milhões de litros de lubrificantes por mês, volume que será expandido para 4,5 milhões em breve.

O portfólio de lubrificantes seguirá o mesmo que já era ofertado no Brasil, mas antes por distribuidores oficiais, com a possibilidade de novos lançamentos alinhados ao planejamento global da empresa.

A Gulf Oil também opera no segmento de postos de combustíveis, com mais de 1,4 mil pontos em 26 países. No Brasil, em parceria com a Fit Combustíveis, licenciadora da marca para postos no Brasil, a meta é inaugurar duzentas unidades até dezembro com a bandeira Gulf. Vinte postos já foram abertos em São Paulo e no Rio de Janeiro, RJ.

Venda financiada de veículos registra melhor janeiro da década

São Paulo – As vendas financiadas de veículos, em janeiro, somaram 562 mil automóveis leves, veículos pesados e motos, considerando unidades novas e usadas, o que representa avanço de 27,1% com relação ao mesmo período de 2023, ou 443 mil unidades. E, apesar do recuo de 1,7% ante dezembro, que teve 572 mil veículos financiados, o desempenho do mês passado foi o melhor para um janeiro na última década.

Os dados são da B3, que opera o SNG, Sistema Nacional de Gravames, maior base privada do País por reunir o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo o País.

Segundo Gustavo de Oliveira Ferro, gerente de planejamento e inteligência de mercado da B3, o volume de veículos financiados só está abaixo da marca de janeiro de 2013, 571 mil unidades.

O maior incremento foi visto nas motos, de 50,3% frente a janeiro de 2023 e 2,8% superior a dezembro. Na sequência veio o segmento de automóveis e comerciais leves, com alta de 22,8% na comparação anual, apesar da redução de 2,1% na mensal. O financiamento de veículos pesados cresceu 2,6% com relação ao mesmo período do ano anterior, mas ficou 17,9% abaixo se comparado a dezembro.

O aumento do acesso ao crédito para financiar a aquisição de veículos pode ser sido puxada também pela redução da taxa média de juros, que no caso dos 0 KM atingiu 25,5% ao ano, patamar ainda elevado mas o menor registrado desde outubro de 2021, segundo o Banco Central.

Os recuos com relação ao último mês de 2023, segundo Ferro, eram esperados e se devem mais a uma questão de sazonalidade, uma vez que o recebimento do décimo-terceiro salário em dezembro tradicionalmente costuma impulsionar a venda de veículos.

Nova Indústria Brasil liberou mais de R$ 5,3 bilhões para projetos

São Paulo – Um mês após o anúncio do plano Nova Indústria Brasil o MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, divulgou que R$ 5,3 bilhões foram liberados para empresas que possuem projetos de inovação, produtividade, sustentabilidade e ampliação da capacidade exportadora. Liberados por Finep e BNDES estes bilhões têm, como contratantes, Volkswagen, com R$ 500 milhões, e WEG, com R$ 118 milhões.

O ministério não forneceu pormenores dos projetos, mas adiantou que fazem parte daqueles financiados para desenvolvimento de motor elétrico para veículos, produção de hidrogênio a partir de biogás e semicondutores para módulos de energia solar: “Estes investimentos têm como objetivo elevar a indústria nacional a um novo patamar de desenvolvimento, impulsionando a inovação e a competitividade”.

O NIB oferece R$ 300 bilhões até 2026 para financiamentos de projetos industriais que estejam dentro do escopo da neoindustrialização, em fundos geridos por BNDES, Finep e Embrapii. Existe também a possibilidade de contratar os valores de fundos não reembolsáveis.

Vendas de veículos na América do Sul deverão crescer 8% em 2024

São Paulo – Mesmo com dificuldades em mercados importantes, como Chile e Colômbia, que apresentaram queda com relação a 2022, as vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 2,5% na América do Sul no ano passado, somando 3,5 milhões de unidades. A expectativa para 2024, puxada pela recuperação destes dois mercados e perspectiva de manutenção de crescimento em Brasil e Argentina, é de chegar a 3,8 milhões de veículos, um crescimento de 7,7%.

Os dados da Bright Consulting, divulgados exclusivamente para a Agência AutoData, incluem os mercados de todo o continente, exceto Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Segundo o consultor Cássio Pagliarini, os quatro principais mercados têm tendência de crescimento: “Os volumes serão puxados por Brasil, Chile e Colômbia. Mas é preciso ressaltar que os dois últimos ainda não voltarão ao patamar de 2022, após registrarem quedas relevantes em 2023”.

Para o mercado brasileiro a expectativa da Bright é que sejam vendidos 2 milhões 379 mil automóveis e comerciais leves, representando 59% do total na região, com expansão de 9,2% na comparação com 2023, ano em que o mercado brasileiro avançou 11,3% . Na Argentina, que se manterá como segundo maior mercado da região em 2024, posto que recuperou do Chile em 2023, a projeção é de 361,2 mil vendas, 12% do total da América do Sul e 15% menor do que no ano passado. Em 2023 a Argentina somou 424,4 mil unidades emplacadas, expansão de 18,1% sobre 2022.

O Chile terá participação de 11% nas vendas totais do continente, com 340 mil unidades comercializadas em 2024, incremento de 27,8% sobre 2023, mas 20,2% menor do que em 2022. No ano passado o mercado chileno recuou 26,4% na comparação com 2022.

A expectativa para o mercado da Colômbia é de 243,8 mil vendas, alta de 34,7% na comparação com 2023 mas ainda 5,4% menor do em 2022, representando 7% do total vendido na América do Sul. O volume de vendas em 2023 foi de 181 mil unidades, retração de 29,8% com relação ao ano anterior.

O Peru chegará a 167,5 mil vendas, avanço de 8,9% sobre 2023, com 4% de participação na região. Em 2023 o mercado local somou 153,8 mil veículos leves vendidos, recuando 3,7% na comparação com 2022. O Equador ficará com uma fatia de 3%, somando 130,9 mil unidades, expansão de 20,8% na comparação com o ano passado, quando vendeu 108,4 mil automóveis e comerciais leves, caindo 12% com relação a 2022.

Mercados menores como Bolívia e Paraguai também têm expectativas positivas para o ano, somando 43,1 mil e 33,3 mil vendas, respectivamente. Os volumes representam alta de 7,3% e de 14,3%. Em 2022 a Bolívia somou 40,2 mil vendas, incremento de 3,6% sobre 2022, enquanto o Paraguai registrou 29,1 mil veículos comercializados, volume estável ante 2022.

O único mercado com projeção negativa é o do Uruguai, que deverá sair de 53,7 mil vendas em 2023 para 52,4 mil em 2024, recuando 2,5%. O volume de vendas de 2023 foi 8,3% maior na comparação com 2022.

Nota do Editor – Após a publicação da reportagem a Bright Consulting enviou uma nova tabela com números novos. O número total de vendas no continente, por exemplo, foi revisado para cima, de 6,9% para 7,7%. A projeção de vendas para o mercado brasileiro também foi elevada. Para o mercado da Argentina houve uma revisão para baixo, projetando queda de 15% no ano, assim como no do Chile, embora neste mercado a expectativa ainda seja de crescimento.

Carlos Tavares recebeu US$ 40 milhões em salários no ano passado

São Paulo – O CEO do Grupo Stellantis, Carlos Tavares, recebeu US$ 39,5 milhões a título de remuneração no ano passado, segundo reportagem da agência de notícias Reuters. O valor superou em 56% os ganhos de 2022, de US$ 25,4 milhões, incluindo bônus por metas estabelecidas.

Na média os funcionários da Stellantis receberam US$ 76,3 mil no ano passado, alta de 9,4% sobre os US$ 69,7 mil de 2022. A relação da remuneração total de Tavares e de um funcionário médio da companhia foi de 518 vezes.

A Stellantis fechou 2023 com 258 mil funcionários em todo o mundo, redução de 5,2% na força de trabalho com relação ao ano anterior.

Vendas de pneus recuaram 8% em 2023, segundo Anip

São Paulo – As vendas de pneus, em 2023, no Brasil, recuaram 8,2% na comparação com o ano anterior, ao passar de 56,6 milhões para 52 milhões de unidades. Segundo os dados da Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, a demanda das montadoras diminuiu 9,6%, para 12,6 milhões, e a do mercado de reposição caiu 7,8%, para 39,4 milhões de unidades.

O pior desempenho foi notado na linha de pneus de carga, com queda de 13,8%, de 7,5 milhões para 6,4 milhões de unidades. As vendas OEM despencaram 27%, para 1,5 milhão, enquanto que para o aftermarket o recuo foi de 8,8%, para 4,9 milhões.

Quanto aos pneus para veículos de passeio foram comercializadas 27,5 milhões de unidades, queda de 9,5% ante 2022. Os pedidos de montadoras diminuíram 3,7%, para 7,7 milhões, e para o mercado de reposição caíram 11,5%, para 19,7 milhões.

Para comerciais leves houve redução de 12,6%, somando 7,4 milhões de unidades vendidas. A demanda OEM baixou 10,4%, para 2 milhões 990 mil, e o do aftermarket diminuiu 14,1%, para 4,4 milhões.

O único segmento a apresentar crescimento ao longo do ano passado foi o de pneus de reposição para motocicletas, que avançou 5,9%, ao avançar de 9,2 milhões em 2022 para 9,7 milhões no ano passado.    

Preocupado com o desempenho da indústria pneumática no Brasil o Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e Região entregou no início da semana um relatório acerca da crise setor ao ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e vice-presidente da República Geraldo Alckmin.

O texto traz dados de produção e vendas de pneus de janeiro de 2021 a fevereiro de 2024 e solicita medidas protetivas a fim de frear a concorrência desleal.

Nexpro, linha de peças da Iveco, amplia portfólio em 450%

São Paulo – A Iveco anunciou que sua linha de peças Nexpro expandiu portfólio em 450% no ano passado, ao saltar de setenta para mais de quatrocentos itens. A fabricante considerou que, apesar das adversidades do cenário brasileiro em 2023, o crescimento da demanda pelas peças, acessórios e serviços no mercado de transportes brasileiro é um marco em sua trajetória.

Lançada em 2016 a Nexpro foi impulsionada, no ano passado, pelo lançamento de três linhas: itens de colisão, baterias e acessórios. É oferecida garantia de doze meses para todas as suas peças, testadas e homologadas, quando adquiridas e instaladas nas suas concessionárias.

PepsiCo abastecerá frota de caminhões com biometano

São Paulo – Com o objetivo de neutralizar as emissões em sua maior fábrica no Brasil, em Itu, SP, a PepsiCo anunciou a decisão de substituir combustíveis fósseis por gás biometano em suas unidades produtivas e de passar a abastecer seus caminhões com o biocombustível.

O projeto, iniciado em março do ano passado, inclui a instalação de estação de abastecimento de biometano, desenvolvida pela Ultragaz, que atende até 100% a demanda de gás para cozimento, fritadeiras, fornos e caldeiras de água da fábrica. Também será um posto de abastecimento para os caminhões próprios.

Dos 69 veículos movidos com essa forma de propulsão cinquenta poderão ser abastecidos no local, com o biometano, ou seja, 70% da frota. A iniciativa permitirá abastecer dois caminhões simultaneamente, em três turnos, com até 400 m³ de gás, afirmou o gerente de sustentabilidade da PepsiCo, Bruno Guerreiro.

Segundo o executivo a companhia terá a possibilidade de alcançar operação logística abastecida em maior percentual por fontes de energia limpa a partir do biometano, tendo em vista que o biocombustível reduz em cerca de 95% as emissões dos gases do efeito estufa quando comparado ao diesel.

“Pretendemos reduzir cerca de 1,9 mil toneladas por ano as emissões de gases de efeito estufa na frota. Ou seja, teremos uma operação bastante robusta.”

O plano é reduzir em 44% as emissões de gases de efeito estufa em Itu até 2025 e, até o fim deste ano, levar o biometano para outras fábricas do Estado de São Paulo e para mais quatro unidades de alimentos no Brasil até 2027. Com isto a perspectiva é reduzir 67,5 mil toneladas de gases de efeito estufa ao ano, quantidade equivalente ao plantio de 472 mil árvores.

Preços médios de carros 0 KM sobem 0,5% em janeiro

São Paulo – O Monitor de Variação de Preços da KBB Brasil, da Cox Automotive, apontou discreta alta nos preços médios dos veículos 0 KM em janeiro. Após fechar dezembro com recuo de 0,21%, no mês passado a variação positiva chegou a 0,54%.

No caso dos seminovos a tendência de queda do fim de 2023 foi mantida: os veículos ano/modelo 2022 recuaram 0,91% em janeiro, após recuarem 0,68% em dezembro. Os ano/modelo 2023 tiveram preços 0,81% e 0,61% menores, respectivamente em janeiro e em dezembro.

Os usados, com quatro a dez anos de uso, também seguiram com preços em baixa: na média 0,64%, após leve variação positiva de 0,05% no último mês do ano passado.

Caxiense Fras-le comemora 70 anos no mercado

São Paulo – Sete décadas atrás nascia a Fras-le em Caixas do Sul, RS, hoje integrante da multinacional brasileira Frasle Mobility, e desde 1996 controlada pela Randoncorp. A companhia produz linhas de pastilhas e lonas de freio para veículos pesados e automóveis, para transportes aéreo, metroviário e ferroviário e produtos para aplicação industrial.

Ainda em 1969 a Fras-le iniciou sua internacionalização com exportações para o Paraguai, expandindo, na sequência, suas operações para toda a América Latina. Posteriormente estabeleceu-se na América do Norte, Europa e na Ásia. Hoje está presente em 125 países.

Cinquenta anos atrás constituiu o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Francisco Stédile, integrado por três laboratórios, a fim de impulsionar a criação de produtos inovadores.  Trata-se de um dos maiores centros de pesquisa e desenvolvimento da América Latina.

Um dos projetos mais recentes visando à descarbonização é o da sapata de freio ferroviária, no qual alterações no processo de fabricação e na formulação da peça reduziram a pegada de carbono do produto em 43%.

Sob o mote Essa Marca Faz História a Fras-le planeja série de eventos comemorativos para clientes, investidores, colaboradores, fornecedores. Ações de aniversário também estão previstas durante a Festa Nacional da Uva 2024, que ocorre até 3 de março em Caxias do Sul.