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Recursos do Move Brasil 2 devem acabar em menos de dez dias

Alcides Cavalcanti, diretor da Volvo, disse que a demanda pelo programa superou as expectativas e ajudará a acelerar os emplacamentos até setembro

Lapa, PR – Os recursos do Move Brasil 2 destinados a caminhões e implementos rodoviários poderão estar esgotados em menos de dez dias, estimou o diretor comercial de caminhões da Volvo, Alcides Cavalcanti. Segundo ele cerca de 75% dos R$ 17 bilhões reservados para pessoas jurídicas foram contratados poucos dias após a abertura da linha pelo BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 

A procura superou as expectativas: “Mais de 75% já estão apropriados. As transportadoras foram buscar este recurso para fazer o financiamento e creio que em mais dez dias os recursos para as empresas de transporte se esgotem. Talvez nem chegue a isto pela velocidade da procura”.

Cavalcanti ressaltou que os caminhões serão entregues ao longo dos próximos meses: “Obviamente o recurso não será utilizado no curto prazo, porque ainda tem a entrega dos caminhões. Serão destinados a entregas até setembro, provavelmente, caminhões que serão ainda produzidos”.

Apesar da forte adesão do mercado Cavalcanti afirmou que a principal preocupação do setor está com após o fim dos recursos da atual etapa do programa: “Fica a dúvida do que vai acontecer com o mercado depois de setembro. Não sabemos se haverá nova renovação do Move Brasil, se vem o Move Brasil 3 ou não. Esse é um ponto extremamente importante para entrarmos na Fenatran com um pouco mais de tranquilidade”.

Foco nos autônomos

Com o grupo dos caminhoneiros autônomos a demanda pela linha é menor. Cavalcanti afirmou que, dos R$ 2 bilhões destinados a este público, apenas cerca de R$ 300 milhões haviam sido utilizados. Para ampliar o acesso dos autônomos ao programa a Volvo e outras montadoras promoverão, em conjunto com o governo federal e a Anfavea, um evento em Santos, SP, reunindo todas as fabricantes de caminhões. 

“Nós faremos, junto com o governo e a Anfavea, um evento em Santos dedicado aos autônomos. Será no local onde estarão todas as marcas, todas as empresas, para realmente focar neste público que ainda não está tendo acesso ou não está indo para a renovação da frota.”

O executivo atribuiu a baixa adesão dos autônomos a dificuldades de acesso ao crédito “pois há a questão da documentação, há as questões próprias dos bancos. A questão do endividamento, o cadastro positivo, uma série de questões envolvidas aí que dificultam um pouco o acesso do autônomo”.

Na avaliação de Alcides Cavalcanti o Move Brasil deverá impulsionar os emplacamentos de caminhões no terceiro trimestre, mas o desempenho do mercado no restante do ano dependerá da continuidade do programa. Mesmo com este cenário de incerteza a Volvo mantém a projeção de queda apresentada no início do ano, de 10% a 15% para o mercado de caminhões acima de 16 toneladas.

Cavalcanti também destacou que a Volvo Financial Services foi a terceira maior operadora da linha de crédito do Move Brasil: “A VFS só ficou atrás do Bradesco e do Itaú. Procuramos utilizar de uma maneira bem intensa esta linha para os nossos clientes”.

marcopolo - volare

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