Camaçari, BA – Enquanto a BYD caminha a passos largos para iniciar a produção completa de veículos, com mais etapas produtivas, até o início do ano que vem na fábrica baiana, onde um verdadeiro canteiro de obras está instalado, e celebra marco de 100 mil carros montados em kits SKD no local em nove meses de operação, mais novidades estão saindo do forno para o mercado brasileiro.
No início de 2027 o Dolphin G, seu novo hatch híbrido plug-in, estreará por aqui, segundo o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy. Posicionado entre os elétricos Dolphin Mini e o Dolphin, a ideia é que ele venha para brigar com o Volkswagen Polo, o Chevrolet Onix e o Hyundai i20 – com o diferencial do sistema híbrido DM-i e mais de 1 mil quilômetros de autonomia combinada.
Outra novidade anunciada por Baldy é o desembarque da nova geração do elétrico Dolphin Mini no mercado brasileiro. O executivo reforçou, porém, que não será antes de 2028. Nem no Brasil nem em nenhum outro lugar do mundo.
Ela coexistirá com a geração atual, que continuará sendo o carro de entrada da marca. Até porque o novo modelo mudará completamente seu design e deixará de ser subcompacto para assumir a forma de compacto para competir, por exemplo, com o Geely EX2.
Ele não deixou claro se esses modelos serão apenas importados ou incorporados ao portfólio brasileiro, embora exista grandes possibilidades de o Dolphin G ser fabricado no Brasil.

Camaçari se prepara para seu quinto modelo
A lista dos veículos montados em Camaçari ganhará o reforço, a partir de setembro, do SUV compacto Atto 2, evolução do Yuan Pro e primeiro híbrido flex a chegar às concessionárias da marca. Assim como o Dolphin G ele será PHEV, com tecnologia DM-i e autonomia combinada de mais de 1 mil quilômetros com o grande diferencial de poder ser abastecido com etanol.
Fruto de desenvolvimento realizado em parceria por engenheiros brasileiros e chineses o Atto 2 terá preço de partida de R$ 149 mi 990 e fará concorrência ao Volkswagen T-Cross, Chevrolet Tracker e Hyundai Creta.
O modelo se juntará aos outros três que já saem das linhas de Camaçari: o elétrico subcompacto Dolphin Mini, o SUV híbrido plug-in Song Pro e o sedã híbrido plug-in King. A expectativa é que, na sequência, o SUV híbrido plug-in Song Plus seja nacionalizado até o fim de outubro ou novembro.
Mais adiante a picape monobloco Mako deverá chegar, para fazer frente à Fiat Toro, Renault Niagara e Volkswagen Tukan. Ela também será produzida em Camaçari.

BYD mira a liderança do mercado brasileiro
“Dos cinco carros que mais cresceram em vendas no Brasil neste primeiro semestre dois são da BYD. O número 1 é o Dolphin GS, que é o nosso queridinho, o primeiro carro lançado aqui no Brasil, 100% elétrico”, lembrou Baldy. “E depois o Dolphin Mini, o terceiro que mais cresceu em vendas, dentre todos os modelos avaliados, e foi o carro que realmente democratizou o acesso ao carro elétrico. Foi assim que nos tornamos a quarta maior montadora do País.”
A BYD está entre as três maiores do ranking de vendas na primeira quinzena de julho.
Foram emplacadas 100 mil unidades no primeiro semestre e 320 mil desde que a empresa aportou em solo brasileiro, em 2022. E o plano é, até 2030, tornar-se a número 1.


















