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Eletra planeja segunda fábrica e chassi rodoviário elétrico

Investimento de R$ 270 milhões para ampliar a produção foi aprovado e local está sendo procurado, com preferência para o ABC Paulista
Milena Romano, Eletra

São Paulo – São mais de 1 mil ônibus Eletra circulando por ruas brasileiras. A fabricante de São Bernardo do Campo, SP, da família Setti Braga, largou na frente da eletrificação do transporte de passageiros adaptando chassis de ônibus originalmente desenvolvidos para rodar com diesel para modelos 100% elétricos.

Agora a Eletra dá mais um passo adiante. Primeiro ao tornar-se uma montadora: ou seja, os chassis, embora comprados das vizinhas Mercedes-Benz e Scania, agora recebem numeração da marca. Chegam à unidade apenas com os componentes mecânicos, como amortecedores e suspensão, e lá são instalados os sistemas eletrônicos e elétricos.

Depois com investimento aprovado de R$ 270 milhões para ter uma nova fábrica e expandir a produção. A ideia é saltar de 1 mil para 3 mil ônibus por ano e elevar de 280 para 1 mil trabalhadores nas linhas de montagem.

“Até o fim de 2027 a fábrica deverá estar em operação”, disse Milena Romano, CEO da Eletra. “Estamos buscando locais. A nossa preferência é por São Bernardo do Campo, o ABC Paulista, onde nascemos e nos estabelecemos.”

Produção mais completa

Nos últimos meses a Eletra se preparou para o que chama de transformação em montadora. Porque os chassis, comprados de M-B e Scania já vinham numerados e prontos: a Eletra basicamente instalava neles os componentes elétricos, como motor e bateria, que são da WEG.

Agora os chassis entram na fábrica apenas com os sistemas mecânicos e ainda sem numeração: quem passou a fornecer esta identificação foi a própria Eletra, bem como componentes eletrônicos, sistemas de software e a eletrificação.

Desta forma, segundo Romano, a fábrica ganhou produtividade, porque antes os chassis viajavam à encarroçadora e retornavam para serem eletrificados.

“Agora conseguimos fazer o processo antes de enviar.”

Ela calcula que só este movimento poderá ampliar a capacidade produtiva em até 50%. A fábrica nova ajudará a ampliar a capacidade em duas a três vezes, calcula.

Novos segmentos

Enquanto prepara o salto na capacidade produtiva a Eletra começa a explorar novos mercados. No ano que vem deverá ficar pronto, e disponível para os clientes, seu o primeiro chassi rodoviário 100% elétrico.

“É uma demanda que chega dos clientes”, disse a CEO: “Existem rotas que podem ser atendidas pela nossa autonomia, que chega a 350 quilômetros. Tem ainda a possibilidade da recarga de oportunidade no trajeto. Identificamos a demanda por elétricos em rotas curtas.”

Sem fornecer pormenores a executiva calculou que a economia poderá ser elevada para os operadores: o custo do kWh é um décimo do litro do diesel, segundo ela.

“Temos os chassis elétricos mais nacionais do mercado. Mais de 93% dos componentes são produzidos no Brasil.”

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