Sarzedo, MG – A Case Construction Equipment, marca de construção da CNH Industrial, desenvolveu uma pá carregadeira movida a etanol para a indústria canavieira, que deve chegar ao mercado em 2029, conforme estimativas do líder da na América Latina, Henrique Sá.
Aplicada no modelo 721E por enquanto a máquina é conceito, mas já foi testada na Usina da Mata e apresentada a potenciais clientes durante a Agrishow 2026. A ideia é que ela também possa rodar com etanol derivado do bagaço de cana-de-açúcar.
Anderson Nascimento, gerente de marketing de produto da CNH Industrial, contou que seu motor não será apenas adaptado, com uma simples substituição do combustível: será preciso alterar o motor ciclo diesel para outro ciclo Otto, com ajustes de calibração, alterações nas tubulações, na bomba e nas borrachas, o que demandará alterações na linha de produção.
“A produtividade, no entanto, será igual à do diesel. Na verdade temos uma perspectiva de consumo menor ao final dos testes, que deverão se estender por até dois anos. E é preciso por nesta conta que o custo do etanol para o produtor é muito menor. Hoje os gastos com diesel representam de 20% a 30% do custo total do operador.”

Para validar o equipamento conceito o próximo passo será realizar testes dedicados no campo de provas do Centro de Experiência ao Cliente, em Sarzedo, MG: “O produto ainda tem muito a melhorar. Queremos testar com etanol de milho, que tem maior oferta, se consideramos que a cana de açúcar só tem duas safras no ano, e rodar até com o combustível gerado por espigas de milho.”
A partir de então serão necessários mais dois anos, aproximadamente, para que o produto chegue ao mercado. Segundo Sá o equipamento poderá tornar-se tipo exportação para países da América Latina, onde também existem diversas usinas sucroalcooleiras, e Estados Unidos e Índia: “Este é um projeto totalmente inédito, e queremos levá-lo a outras partes do mundo”.























