São Paulo – As empresas envolvidas no ecossistema da mobilidade urbana brasileira vêm intensificando estudos e desenvolvendo projetos para simplificar a jornada do usuário do transporte público.
A VaideBus, plataforma tecnológica que se dedica à construção de soluções digitais para a mobilidade, criou a Cidade Conectada, recurso que reúne na mesma ferramenta informações, atendimento, pagamentos, notícias a respeito do transporte da cidade, atualização da localização dos ônibus a cada 15 segundos e horário da passagem do veículo nas paradas.
Durante a LatBus 2026 a Prefeitura de Guarulhos, SP, apresentou o GuaruMobi+, nome que a cidade escolheu para a Cidade Conectada, com a premissa de que se a mobilidade já conecta diariamente as pessoas aos seus destinos também pode ser o ponto de partida para conectá-las à cidade.
“É um canal atrelado aos portais de serviços das cidades para aproximar cidadãos, transporte, poder público, empresas, parceiros e comércio em uma única infraestrutura tecnológica”, afirmou Fernando César de Souza, CEO da VaideBus.
A plataforma é flexível e permite adaptações – inclusive a mudança de nome –, uma vez que cada município pode adotar o próprio programa, com soluções diferenciadas, integrações e prioridades definidas de acordo com sua realidade.
Infraestrutura adaptável
Desta forma a plataforma pode ser replicada em outras cidades com projetos personalizados, para atender a características individuais, métodos de bilhetagem, operadores, canais digitais e formas de diálogo com o cidadão.
O conceito da Cidade Conectada nasceu da relação dos brasileiros com a mobilidade, tendo à disposição consulta de linhas de ônibus municipais, recarga do cartão de transporte via Pix, atedimento por IA, inteligência artificial, e dados sobre estabelecimentos comerciais.
“A Cidade Conectada não foi pensada como projeto isolado mas como modelo capaz de atender diferentes municípios a partir de uma infraestrutura tecnológica comum e adaptável.”
No caso de Guarulhos, segunda maior cidade do Estado de São Paulo, com aproximadamente 1 milhão 350 mil habitantes, a plataforma demonstra como serviços, sistemas e jornada da mobilidade podem ser conectados em uma experiência digital sem dificuldades para o consumidor.
“Estamos conseguimos mostrar na prática como a mobilidade é o ponto de partida para conectar cidadão e cidade. Já estamos trabalhando com outros municípios e teremos novos projetos ainda este ano.”
Pagamento via Pix
Em 2024 a VaideBus inovou ao implementar a recarga de bilhetes e pagamento de serviços de transporte público diretamente pelo WhatsApp. Para preencher o cadastro de maneira rápida e simples o usuário acessa o site vaidebus.com.br, busca o número de atendimento de sua cidade, entra no ambiente do aplicativo e inicia o processo com a assistente virtual Vitoria.
O sistema gera um código Pix usado para inserir os créditos que vão de R$ 5 a R$ 200. A média do valor das recargas é de R$ 30. Em 5 minutos o bônus já fica disponível para o usuário.
A mesma jornada de Manaus, AM, por exemplo, é realizada no Rio Grande do Sul, sem regionalismos ou gírias locais. São, aproximadamente, 1,7 mil adesões diárias.
“A ideia surgiu durante a pandemia, quando ninguém saia de casa, muito menos para ir a um terminal ou a uma bilheteria para fazer a recarga do cartão de transporte”, lembrou Fernando Souza. Atualmente a tecnologia é usada por quarenta cidades brasileiras e efetua cerca de 1,5 milhão de recargas por mês.
Se preferir o passageiro consegue fazer a operação nos totens da VaideBus nos terminais, que estão em fase de substituição por modelos mais modernos, intuitivos e com tela de 21 polegadas.
Dos benefícios oferecidos os usuários podem se inscrever em um clube de vantagens que dá desconto em estabelecimentos como drogarias. Hoje, do total de 1,6 milhão de usuários ativos da solução da VaideBus, 500 mil participam do clube.
A atuação da empresa está se estendendo para outros mercados da América do Sul, como a Colômbia, onde a plataforma se chama Hola Tech: “Estamos presentes no metrô de Medellin. Lá os usuários usam o Bre-B, o Pix local. Quando não há Pix adotamos outras formas de pagamento, como transferência bancária instantânea e cartões de débito e de crédito”.























