São Paulo – Apesar de no acumulado do ano os preços dos carros usados terem subido, na média, 3,5%, de acordo com levantamento do IBV Auto, índice do banco BV, existe uma tendência de arrefecimento nos valores, diante do leve recuo de 0,01% em agosto.
A constatação do movimento é calcada no fato de a variação registrada no mês passado ter sido a menor desde abril de 2024, quando havia recuado 0,51%. E vem acompanhado do resultado de julho, com alta discreta de 0,07%, que confirma que os preços dos usados estão estagnando.
Quando se compara o comportamento dos preços de janeiro a julho de 2025, a alta era de 3,7%, um pouco acima da registrada este ano. Além disso, em doze meses, a valorização desacelerou de 6,1% para 5,1%. Parte desse movimento decorre do efeito-base, já que, desde setembro do ano passado o índice passou a registrar variações mensais mais fortes.
Caso as variações permaneçam próximos da estabilidade, a tendência é de nova desaceleração do resultado acumulado em doze meses, apontou relatório do IBV Auto.
Isto tudo vem ao encontro do cenário de juros ainda elevados, maior comprometimento da renda das famílias e aumento do endividamento, somados à perda de força da demanda. A forte concorrência entre os veículos novos e a chegada de novas marcas e modelos no mercado nacional também contribuem.
Dos modelos que mais depreciaram em agosto estão o Ford Ka, com queda de 2,27%, o Fiat Mobi, de 2,06%, e o VW T-Cross, de 1,66%. Na outra ponta, os que mais valorizaram foram o Fiat Uno, com alta de 1,68%, o VW Fox, de 1,39%, e o Toyota Corolla, de 0,51%.
Elétricos seguem mais depreciados
Os veículos elétricos seguem apresentando as maiores perdas de valor de revenda. Considerando os modelos a bateria ano 2023 a desvalorização acumulada até agosto chega a 46,15%, frente a 26,36% dos híbridos e 21,72% das unidades a combustão comparáveis.
O estudo ressaltou que a amostra de elétricos da safra 2023 ainda tem participação reduzida de modelos chineses lançados mais recentemente no País. Por este motivo o resultado não deve ser interpretado como retrato do comportamento atual da nova geração de veículos no mercado de usados.























