São Paulo — As exportações brasileiras de veículos somaram 39,8 mil unidades em agosto. O dado representa alta de 2,2% sobre julho e queda de 31,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. Naquele período foram embarcadas 58,2 mil unidades. Os dados foram divulgados pela Anfavea na terça-feira, 8.
A retração foi registrada em todos os segmentos. As exportações de automóveis caíram 36,9% na comparação anual, de 46,2 mil para 29,1 mil unidades. As de comerciais leves recuaram 7,2%, para 8 mil veículos. E as de caminhões tiveram queda de 20,6%, para 2,2 mil unidades. As exportações de ônibus diminuíram 28,9%, para 494 unidades.
No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil exportou 294,1 mil autoveículos, queda de 22,9% sobre as 381,3 mil unidades embarcadas no mesmo período de 2025.
Os automóveis representam a maior parte do recuo, com 220,8 mil unidades exportadas no ano, 24,2% a menos do que as 291,3 mil do ano passado. Os comerciais leves somaram 55,1 mil unidades, queda de 17,1%, e caminhões totalizaram 15 mil, retração de 21%. As exportações de ônibus chegaram a 3 mil 174 unidades, queda de 30,3%.
Argentina concentra queda
Para Igor Calvet, presidente da Anfavea, o desempenho das exportações é um dos principais pontos negativos do mercado brasileiro este ano.
“De um mês para outro tivemos uma estabilidade, com um ligeiro avanço de 2,2% de julho para agosto. Mas, quando olhamos no anual, a comparação de agosto de 2025 com agosto deste ano mostra queda de 31,7%. Tanto automóveis quanto caminhões e ônibus sofreram muito.”

Segundo o executivo a principal razão para o recuo é o desempenho do mercado argentino, com 36,6% menos compras: “Venho alertando que a queda no mercado argentino dificulta nossa entrada. Também há maior concorrência e estamos perdendo espaço de maneira muito rápida”.
O executivo destacou que a Colômbia foi o único mercado em que o Brasil registrou crescimento das exportações no período: “Só conseguimos ter algo positivo no mercado colombiano. Em todos os demais mercados tivemos uma queda que faz toda diferença”.
Calvet afirmou ainda que, sem considerar a Argentina, a retração dos embarques é menor: “Temos uma queda de 2,8% dentro de uma margem aceitável, talvez de sazonalidade. A questão é que o mercado argentino caiu muito. Ele responde hoje por 95% da queda de nossas exportações”.























