São Paulo – As exportações de veículos das montadoras instaladas no Brasil recuaram 21,2% durante o primeiro semestre, totalizando 216,6 mil unidades. No mesmo período do ano passado o volume exportado somou 274,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, ou seja, diferença de 58,3 mil veículos, segundo dados da Anfavea.
O presidente executivo da entidade, Igor Calvet mencionou que a participação das exportações na produção, que em 2017 chegou a 28% do total, hoje está em 15,8%. Ou seja: caiu quase que à metade.
Em junho o porcentual de queda foi ainda maior, de 26,7%, com 36,7 mil unidades, em comparação aos 50,1 mil embarques do mesmo mês em 2025. Frente a maio, em que as exportações somaram 37,4 mil unidades, o cenário foi de leve queda de 1,9%.
A retração do mercado argentino, que encolheu 10% de janeiro a junho, foi o principal fator para puxar para baixo as exportações brasileiras. As vendas ao país sofreram tombo de 35,4%: as 164,2 mil unidades embarcadas no primeiro semestre de 2025 reduziram-se a 106 mil no mesmo período deste ano.
Carro brasileiro perde espaço na região
Calvet ressaltou que, se no acumulado do ano passado 82% das importações eram made in Brazil, no mesmo período de 2026 esta fatia recuou para 56%.
E, a despeito de o apetite do argentino por veículos 0 KM ter diminuído, tanto pelas dificuldades econômicas quanto pelo compasso de espera pelo barateamento dos preços dos carros a partir da redução de impostos locais aguardada para este mês, Calvet citou outro agravante: o aumento da concorrência.
“Novos entrantes na Argentina hoje representam 10% do mercado. Ou seja: o resultado da menor demanda somada à maior concorrência e ao maior interesse por veículos eletrificados é a perda de participação brasileira.”

Além disto as exportações para o México também tiveram baixa de 4,8% no primeiro semestre, de 38,2 mil para 36,3 mil unidades. Para o Uruguai recuaram 27,8%, de 17,4 mil para 12,5 mil e, para o Chile, 18,5%, de 13,2 mil para 10,7 mil.
Dos principais parceiros comerciais apenas a Colômbia ampliou suas encomendas. Reflexo do crescimento de 50% do mercado local foi a ampliação de 10,5% das compras de veículos brasileiros no acumulado do ano, de 20,1 mil para 22,2 mil.







