São Paulo – Nem mesmo a Arábia Saudita, que tem sua economia baseada no petróleo, ficou de fora da onda dos veículos elétricos. O governo do país do Oriente Médio criou uma joint venture do FIP, Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, com a gigante de eletrônicos taiwanesa Foxconn para dar origem à sua primeira montadora, a Ceer Motors. Que, curiosamente, escolheu para sua estreia dois modelos a bateria, um SUV e um sedã.
O plano é, até 2030, apresentar ao mercado sete modelos, incluindo veículos de porte médio e compacto, e com outras formas de propulsão. Ou seja: desde que haja demanda do mercado não está descartada a possibilidade de produzir carros a combustão no CMC, Complexo de Manufatura da Ceer, na Cidade Econômica Rei Abdullah. Segundo a montadora a unidade fabril é a maior do Oriente Médio.
Durante o lançamento da marca o príncipe Mohammed bin Salman bin Abdulaziz Al Saud, que acumula os cargos de primeiro-ministro e de presidente do Conselho de Administração do FIP, afirmou que o plano é construir um ecossistema industrial sustentável, que contribua para diversificar a economia local. Ao localizar indústrias especializadas e transferir conhecimento e tecnologias avançadas a intenção é posicionar a Arábia Saudita como “um polo regional e líder no setor automotivo”.
Até 2034 é previsto que a montadora contribua com US$ 8 bilhões para o PIB da Arábia Saudita, que no ano passado alcançou US$ 1 trilhão 270 bilhões, além de injetar US$ 21 bilhões na melhoria da balança comercial e criar 30 mil empregos, sendo 6,5 mil diretos e 23,5 mil indiretos. O plano é chegar a 45% de conteúdo local, informou o CEO da Ceer, James DeLuca.
A Foxconn tem tradição em fazer parcerias com montadoras que não detém expertise na produção de veículos elétricos. Recentemente a Agência AutoData publicou que ela está aberta a negociar com empresas no Brasil, durante a apresentação de novidades da marca Foxtron, produzida em Taiwan, durante a feira 360º Mobility Mega Show, realizada na Capital, Taipé.























