Em destaque

Grupo SHC foca em caminhões JAC e tira o pé da operação de carros elétricos

Segundo Sérgio Habib as importações serão reduzidas. Grupo está em processo de recuperação judicial e pretende sair dela em dois a três anos.

São Paulo – Na concessionária JAC Motors do bairro do Limão, na Capital paulista, ainda podem ser encontrados algumas unidades do compacto E-JS1, vendido por R$ 120 mil. No showroom está exposto um E-J7, o sedã elétrico, e uma picape IEV330P. Por enquanto. A ideia de Sérgio Habib, presidente do Grupo SHC, representante da marca chinesa no Brasil, é tirar o pé dos carros elétricos.

“O imposto de importação dos carros elétricos aumentou e o preço não. Não há mais margem”, afirmou o empresário à reportagem da Agência AutoData durante a apresentação de dois caminhões elétricos JAC. “Estamos reduzindo muito a importação de carros elétricos. Continuaremos participando de licitações mas o foco, agora, são os caminhões elétricos e as picapes a diesel”.

A picape Hunter segue em linha, portanto, assim como os caminhões leves e médios elétricos – os modelos a diesel são importados pela matriz da JAC Motors, em operação própria recém-inaugurada. No ano que vem um cavalo mecânico será importado por Habib: “Vamos apresentá-lo ao mercado, mas só importaremos com negócio fechado”.

Habib decidiu focar na operação de caminhões depois da nova invasão chinesa tirar a competitividade dos veículos JAC. A picape elétrica, outra aposta dele, acabou não vingando – e ele descartou insistir.

Hoje a operação da JAC Motors está bem mais enxuta. A única concessionária é a do Limão, onde estão expostos os veículos e onde funciona uma oficina para atender tanto os caminhões elétricos quanto a sua frota circulante de carros. No resto do Brasil o atendimento é feito por cerca de 120 oficinas parceiras, grande parte da rede Bosch Service.

Nas próximas semanas deverá ser homologada a recuperação judicial do Grupo SHC. É a segunda vez: de 2018 a 2024 a empresa passou pelo processo e conseguiu sanar as dívidas. “Os juros altos acabaram atrapalhando os negócios. Vamos renegociar as dívidas com taxas menores e esperamos sair do processo em dois a três anos.”

Segundo Sérgio Habib com a RJ nada muda na operação e nenhum investimento foi cancelado: “O que temos agora é mais fôlego para negociar e tocar o dia a dia”.

vwco

Notícias relacionadas

vwco
vwco

Receba as principais notícias do setor automotivo diretamente no seu WhatsApp.

Receba diariamente as principais notícias do setor automotivo, análises de mercado e tendências da indústria no seu e-mail corporativo.

vwco