São Paulo – Uma das novidades do polo automotivo que está se estabelecendo no Espírito Santo, além da GWM, é um projeto focado em mobilidade urbana acessível. A montadora brasileira E-Motors, com origem em Minas Gerais, confirmou o investimento de R$ 112 milhões para a instalação de unidade fabril no município de Jaguaré, no norte do Estado.
Segundo o diretor de negócios da Nova ES, Danilo Pescuma, a proposta da empresa é oferecer modelos urbanos de pequeno porte com preços bastante competitivos em relação aos elétricos atualmente importados.
“Hoje os elétricos de entrada no Brasil custam de R$ 120 mil a R$ 130 mil. A proposta da E-Motors é oferecer uma alternativa real de mobilidade urbana diária para dois ocupantes na faixa de R$ 65 mil a R$ 70 mil”.
Operação gradual e expansão para a América Latina
A fábrica em Jaguaré deverá iniciar a produção em regime CKD em 2027. Na fase inicial terá capacidade para montar de vinte a trinta veículos por dia, o que resultará em volume de 10 mil a 12 mil unidades por ano, gerando cerca de quarenta empregos diretos — divididos em técnicos brasileiros e chineses encarregados da transferência de tecnologia.
O primeiro modelo a desembarcar para homologação e apresentação ao mercado é o subcompacto Emova Pop, originalmente batizado de Bestune Pony na China. Fabricado pela FAW, tem capacidade para dois ocupantes e autonomia de 150 km.

A gama será ainda composta por outros dois modelos: o Emova Easy, com capacidade para quatro ocupantes, autonomia de 200 km e faixa de preço de R$ 90 mil a R$ 100 mil, e o Emova Urban, modelo para cinco passageiros, autonomia de 330 km e preço estimado de R$ 100 mil a R$ 120 mil. Os dois são produzidos na China pela JMEV.

A escolha por Jaguaré deu-se pelo enquadramento na área de incentivos da Sudene e pela facilidade de escoamento logístico, sustentou Pescuma. “A meta da E-Motors é atender inicialmente o mercado capixaba e estados vizinhos do Sudeste, expandindo posteriormente a distribuição para países da América Latina, como Chile e Paraguai.”
Uma segunda fase de ampliação da fábrica e nacionalização de componentes está planejada até 2028.























