Hannover, Alemanha – A DeepWay Technology estreará oficialmente no mercado brasileiro com um plano de produto que combina dois conceitos de caminhões elétricos. A fabricante chinesa começa a operação comercial no País em 1º de novembro, com planos de iniciar as primeiras entregas em janeiro de 2027.
O anúncio foi feito à AutoData Mobility por Guan Wang, diretor da DeepWay para a América do Sul, durante a IAA 2026. A fabricante expõe seus caminhões na feira, inclusive o modelo que vai para o Brasil.
A fabricante chinesa trabalha com duas propostas. De um lado o Star 513, caminhão elétrico 4×2 com autonomia de aproximadamente 400 quilômetros, desenvolvido para operações rodoviárias e de distribuição. De outro, o StarWay, outro elétrico de cabine convencional, destinado a aplicações que exigem maior capacidade e robustez. Este modelo tem autonomia de 500 km, conforme a fabricante.
Star 513 privilegia o motorista
O Star 513 é o modelo que mais chama atenção pelo conceito de cabine. Ela é semiavançada, com uma porta com abertura no sentido contrário ao convencional, solução conhecida como porta suicida. Além do efeito visual, a configuração facilita o acesso à cabine e cria uma percepção de maior espaço interno.
O ambiente foi projetado com foco no motorista. A cabine oferece área de circulação generosa, espaço para descanso e diversos compartimentos para acomodação de objetos.

A proposta combina eletrificação com uma cabine que tenta mudar a experiência a bordo. Em um mercado em que o caminhão ainda funciona como local de trabalho e, em determinadas operações, como espaço de descanso, a ergonomia ganha importância.
O conjunto elétrico permite ao Star 513 alcançar cerca de 400 km de autonomia, segundo as especificações apresentadas pela DeepWay.
StarWay amplia a oferta
Enquanto o Star 513 segue uma configuração 4×2, o StarWay chega ao portfólio brasileiro com arquitetura 6×4 e proposta mais pesada.
A cabine, conhecida como cara-chata, segue o conceito tradicional dos caminhões pesados brasileiros. O desenho facilita a adaptação do veículo às aplicações de transporte rodoviário de carga e aproxima o produto da arquitetura que os transportadores estão acostumados no País.

O StarWay também incorpora recursos avançados de assistência à condução. A DeepWay trabalha com sistemas de automação que permitem ao caminhão assumir determinadas funções de condução, embora o motorista continue responsável pela operação.
Segundo Wang, a tecnologia chega ao Brasil inicialmente no nível L2, com possibilidade de evolução para níveis superiores de automação conforme a legislação e a infraestrutura permitirem.
Primeiro lote terá cem caminhões
A DeepWay pretende trazer inicialmente cerca de cem unidades para o Brasil. Antes, duas a quatro unidades deverão chegar para demonstração e avaliação.
A empresa já conversa com transportadores e operadores logísticos interessados nos caminhões. Wang confirmou que as negociações ocorrem principalmente em São Paulo e citou o Mercado Livre como uma das empresas com as quais a fabricante mantém conversas, embora ainda não exista contrato fechado.
A expectativa da DeepWay é vender aproximadamente trezentos caminhões no primeiro ano completo de operação.
























