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15/12/2014

Argentina: montadoras investirão US$ 2 bi nos próximos anos.

Por Redação AutoData

- 15/12/2014

Nesta semana o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, e a ministra da Indústria daquele país, Debora Giorgi, receberam representantes de Toyota, General Motors, Honda, Mercedes-Benz e Ford para discutir o andamento dos investimentos locais das companhias.

Segundo comunicado do Ministério da Indústria há US$ 1,9 bilhão de investimentos de montadoras em andamento naquele país e o montante será destinado para ampliar as exportações, renovar modelos e elevar a escala de produção com objetivo de aumentar a competitividade local.

A General Motors, relata o governo local, tem plano de investimentos de US$ 740 milhões e está preparando um novo modelo – parte do Projeto Fênix – que começará a ser produzido em 2015 e deve atingir nível de US$ 1,2 bilhão de exportações por ano. O projeto também inclui a instalação de uma fábrica de motores.

Já a Toyota está ampliando sua fábrica na cidade de Zárate para a produção da nova Hilux. A unidade atenderá a demanda da Argentina e de toda América Latina.

A Honda, por sua vez, produzirá o SUV compacto HR-V no país vizinho, enquanto a Mercedes Benz se prepara para fabricar a van Vito. Ainda segundo o comunicado do ministério a Ford pretende desenvolver a cadeia de fornecedores naquele país e a promover a reestilização para os modelos Focus e Ranger, já fabricados localmente.

Segundo a ministra Giorgi o governo continuará a acompanhar os investimentos e tem o dever de colaborar para o crescimento da indústria automotiva buscando maiores integração, tecnologia e geração de emprego. “A Argentina é um país com grande potencial de investimento.”

De 2005 a 2013 a indústria automotiva argentina recebeu investimentos de US$ 5,2 bilhões. No entanto Giorgi disse que, em termos relativos, o aporte é pequeno em comparação ao giro comercial das montadoras instaladas no país, que foi de aproximadamente US$ 154 bilhões nos últimos oito anos.

“Isso resultou em queda na escala de produção e na falta de modernização em algumas plantas industriais.”

Por isso ela defendeu política de proteção à indústria nacional, cujos pontos principais são atualização constante de modelos, lançamentos globais simultâneos, desenvolvimento de fornecedores locais e nacionalização de ao menos 50% dos componentes, políticas de reinvestimento permanente, transferência de tecnologia para permitir desenvolvimentos de engenharia locais e diversificação de mercados de exportação.

Segundo a ministra as montadoras que seguiram as orientações oficiais registraram aumento da produção neste ano na comparação com o mesmo período de 2013. “Investir em quantidade com a qualidade adequada garante bons resultados.”