AutoData - Mercado argentino encolheu 36% no ano passado
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09/02/2015

Mercado argentino encolheu 36% no ano passado

Por Redação AutoData

- 09/02/2015

Disparado o principal cliente externo dos veículos produzidos nas fábricas brasileiras, o mercado argentino encerrou o ano passado com retração de 36,3% com relação a 2013, de acordo com dados divulgados pela Adefa, a associação das montadoras daquele país. Foram comercializados 613,8 mil veículos ali no atacado.

O mau momento econômico da Argentina prejudicou as vendas locais e acabou interferindo também nas exportações a partir do Brasil, segundo Luiz Moan, presidente da Anfavea. Os embarques de veículos brasileiros reduziram-se em 40,6% no período, segundo dados da associação das montadoras brasileiras.

Como os dois mercados são altamente interligados, a produção argentina também foi prejudicada – tanto pelo desempenho do mercado local quanto pelo do brasileiro, que caiu 7% no ano. Saíram das linhas de montagem das fábricas da Argentina 617,6 mil veículos no ano passado, redução de 22% com relação ao ano anterior.

Segundo o Tiempo Motor, parceiro editorial da Agência AutoData no país vizinho, a falta de dólares para insumos, suspensões de produção e conflitos sindicais também contribuíram para o retrocesso na produção.

As exportações argentinas de veículos, por sua vez, caíram 17,4%, ou pouco menos do que a produção. Foram exportados 357,8 mil veículos argentinos, sendo 84,8% para o Brasil.

Marcas – A Volkswagen liderou as vendas no varejo na Argentina no ano passado, segundo dados da Acara, a associação que congrega os distribuidores locais. Foram vendidos 112 mil veículos da marca de origem alemã, queda de 29%. Em segundo lugar ficou a Ford, com retração de 20,7% nos emplacamentos, ou 91,6 mil unidades, seguida pela Fiat, com 84,7 mil veículos comercializados, redução de 18,8%.

Em volume de produção por empresa, porém, a liderança ficou com a Ford: saíram de suas linhas de montagem argentinas 103,1 mil veículos. A Toyota foi a segunda maior produtora, com 96 mil unidades, seguida pela Fiat, que produziu 95,5 mil veículos, informou a Adefa.