AutoData - Moan: Exportar-Auto deve sair do papel em 2015.
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09/02/2015

Moan: Exportar-Auto deve sair do papel em 2015.

Por Michele Loureiro

- 09/02/2015

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, acredita que o Exportar-Auto finalmente deve ser colocado em prática em 2015. O executivo afirmou que os novos membros do Governo Federal estão avaliando o projeto e já acenaram positivamente para as medidas.

“É natural que haja um tempo de transição do governo e um período de análise das propostas. São cerca de 50 medidas que devem facilitar as exportações do País, não somente da indústria automotiva. Desse total cinco ou seis já foram adotadas e estão se mostrando eficientes, mas esperamos uma adesão mais ampla neste ano”.

Moan afirmou que o Exportar-Auto não deve ter o mesmo formato de regime do Inovar-Auto – que foi aprovado de uma única vez – e afirmou que a adoção das medidas, mesmo de forma gradual, já seria um avanço. “São medidas urgentes que podem colaborar com a competitividade do País”.

O presidente da Anfavea fez as considerações durante a divulgação do balanço de 2014, na quinta-feira, 8. As exportações de veículos caíram expressivos 40,9% de janeiro a dezembro do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2013.

Foram enviados para fora do País 334,5 mil veículos, ante 566,3 um ano antes. Dentre o total estão 310,1 mil automóveis e comerciais leves, baixa de 41,6%, 17,7 mil caminhões, recuo de 29,1%, e 6,6 mil ônibus, em queda de 32,4%.

Moan afirmou que a queda das exportações para a Argentina foi um dos principais agravantes para o resultado. “As vendas argentinas caíram 29% em 2014 e o reflexo da política econômica deles nos afetou. Porém já estamos trabalhando novas parcerias para diminuirmos nossa dependência. Países da América Latina e da África estão na lista”.

Em valores houve uma retração de 30,4% no ano. De janeiro a dezembro de 2014 foram US$ 11,5 bilhões ante US$ 16,5 bilhões no mesmo intervalo de 2013.

Somente em dezembro foram exportados 23,7 mil veículos, uma queda anual de 45,2%. Na comparação com novembro a baixa foi de 8,7%. Em valores dezembro somou US$ 747 milhões, valor 37,6% inferior na comparação anual e 18,4% menor ante novembro.