AutoData - Greve na Volvo prosseguirá ao menos até segunda-feira, 25
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22/06/2015

Greve na Volvo prosseguirá ao menos até segunda-feira, 25

Por Redação AutoData

- 22/06/2015

A greve dos metalúrgicos na fábrica da Volvo em Curitiba, PR, se manterá pelo menos até a segunda-feira, 25. A informação foi divulgada pelo SMC, Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

Em comunicado, o sindicato também considerou que haverá assembleia para discutir o movimento no início da semana “apenas se houver proposta”. O SMC afirma que “até o momento nenhuma nova proposta foi apresentada ao sindicato, que continua à disposição para dialogar e acabar de vez com o impasse, contrapondo a intransigência da montadora”.

Na segunda-feira, 18, a montadora aceitou abrir um lay-off e um programa de PDV para seiscentos trabalhadores que seriam demitidos com o fim do segundo turno na unidade. Em assembleias realizadas naquele dia e na terça-feira, 19, os trabalhadores não-associados ao SMC, a maioria administrativos, aceitaram a proposta e retornaram ao trabalho. Os funcionários associados ao sindicato, entretanto, rejeitaram o acordo e mantiveram a paralisação, que já é a maior da história na unidade, fundada em 1979 – até então a maior greve durou 5 dias. Pelos cálculos do SMC, que considera somente os dias da semana, a paralisação chegou ao décimo-primeiro dia na sexta-feira, 22. Mas se computados os dias corridos seriam 15, e a segunda-feira, 25, representaria o décimo-oitavo dia.

O impasse agora se deve ao valor do adiantamento da PLR. O benefício no ano passado foi de R$ 30 mil e a Volvo oferecia R$ 15 mil, dada previsão de redução de 50% na produção, com R$ 5 mil de adiantamento. A fabricante reviu a oferta eliminando o teto de R$ 15 mil, prevendo elevar o valor caso os volumes fabris sejam maiores que a metade de 2014, mas manteve o valor do adiantamento enquanto o SMC pede R$ 9,5 mil – no ano passado o valor antecipado foi de R$ 19 mil.

No comunicado o SMC afirmou que “o valor apresentado pela Volvo contrasta e de certa forma até destoa com valores pagos em outras empresas do mesmo e até de menor porte de Curitiba e Região. Na Johnson Controls em São José dos Pinhais, por exemplo, os cerca de 150 trabalhadores garantiram R$ 8,1 mil de adiantamento e na Faurecia em Quatro Barras o valor conquistado pelos 750 companheiros foi de R$ 7,8 mil”.

O sindicato alega também que “a montadora suspendeu o pagamento do vale-mercado e do adiantamento salarial dos trabalhadores do chão de fábrica. Ambos deveriam ser pagos no dia 20”.

MERCEDES-BENZ – Já na fábrica da Mercedes-Benz do ABCD continuam as negociações em torno de possível demissão de 500 trabalhadores em lay-off, conforme anunciado pela fabricante, que agendou as dispensas para o dia 29. Encontro com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está agendado para a segunda-feira, 25 – reunião na quarta-feira, 20, terminou sem conclusões.

Moisés Celerges, diretor do SMABC, em nota, foi taxativo: “Não vamos aceitar demissões”. Ele considera: “Reconhecemos que o setor atravessa um período de baixa, mas quando a produção estava em alta a Mercedes ganhou muito dinheiro. Além disso, esse problema não vai durar para sempre e a economia irá se recuperar, por isso estudamos alternativas”.

O diretor sindical acrescentou ainda: “Acreditamos que é possível construir um acordo e evitar o desligamento de parte dos trabalhadores, como a montadora está propondo, alegando ser excedente”.

GENERAL MOTORS – E na GM reunião da montadora com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul na sexta-feira, 22, terminou sem acordo. As conversas foram principalmente com relação ao destino de 819 metalúrgicos que estão em lay-off desde novembro e têm na agenda retorno para 9 de junho. Ao Diário do Grande ABC o presidente do sindicato, o Cidão, afirmou que “ainda não está garantida a volta deles. Estamos construindo um acordo que proteja o emprego deles por um tempo maior, e não somente até o fim do ano”.

Ainda de acordo com o sindicalista ao periódico, a montadora pretende lançar mão de férias coletivas por até 20 dias em junho, e o sindicato sugeriu adoção de licença remunerada – na primeira opção os dias parados são descontados das férias regulares e na segunda do banco de horas.

Desde a semana passada a montadora negocia com o sindicato também a adoção de um novo lay-off na unidade, para cerca de novecentos trabalhadores.