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Iochpe-Maxion aposta em recuperação da indústria em 2021

São Paulo – Maior demanda interna por automóveis e a manutenção do bom desempenho de veículos comerciais, impulsionado pelo agronegócio e outros ramos da economia, são alguns fatores que fazem o CEO da Iochpe-Maxion, Marcos de Oliveira, acreditar que a produção de veículos será impulsionada em 2021. Ele acredita em crescimento de 25% sobre o volume de 2020:

São Paulo – Maior demanda interna por automóveis e a manutenção do bom desempenho de veículos comerciais, impulsionado pelo agronegócio e outros ramos da economia, são alguns fatores que fazem o CEO da Iochpe-Maxion, Marcos de Oliveira, acreditar que a produção de veículos será impulsionada em 2021. Ele acredita em crescimento de 25% sobre o volume de 2020:

"Acreditamos que a curva de crescimento iniciada no segundo semestre de 2020 será mantida em 2021 e encerraremos o ano com algo em torno de 2,5 milhões de unidades produzidas".

A companhia espera também crescimento das vendas externas, o que ajudaria a alimentar as linhas de produção local. "Esse ano deverá ser positivo globalmente, não só por aqui. Esperamos também um incremento na produção dos Estados Unidos e da Europa". 

Diante desse cenário positivo Oliveira contou que a projeção interna para a companhia é acompanhar a expansão do mercado. A Iochpe-Maxion aproveitou 2020 para fazer ajustes estruturais em suas fábricas para conseguir acompanhar a demanda dos clientes, mas manteve seus investimentos em inovação e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos, preparando-se para o futuro a médio prazo.

As expectativas são positivas, mas existem alguns pontos de atenção: um deles é o fornecimento de matéria-prima – como o aço, que teve dificuldades para acompanhar a demanda do setor no último trimestre de 2020 e no começo de 2021. Mas Oliveira disse que o abastecimento deverá ser normalizado nos próximos meses e não será um problema para o ano todo. A companhia também monitora a situação de outros insumos necessários para a sua produção.

Existe um outro sinal de alerta que é para o fornecimento de semicondutores para as montadoras, item que pode causar problemas em algumas linhas de produção e, assim, afetar de maneira indireta os planos da Iochpe-Maxion. 

A pandemia da covid-19 é mais um ponto de atenção e a empresa aguarda para ver qual será o impacto que a elevação no número de pessoas contaminadas poderá gerar no setor: "Na Europa, onde também atuamos, o ritmo tem se mantido constate, até pelo baixo estoque das montadoras. Esperamos que por aqui o volume de produção também continue ao longo do ano, com a vacinação avançando". 

Balanço 2020 – A Iochpe-Maxion divulgará nas próximas semanas o seu balanço financeiro do ano passado e, até lá, não pode revelar os pormenores. Oliveira falou um pouco sobre a estratégia usada no ano passado para conseguir atender a seus clientes que estavam com demanda aquecida após a forte retomada:

"Colocamos as máquinas para trabalhar com as matérias-primas que tínhamos em estoque, porque às vezes faltava algum material ou a entrega atrasava. Isso nos tomou um pouco mais de tempo para adaptar o maquinário a cada troca de insumo, mas ajudou a não ficar sem produzir. Também fizemos hora extra para atender aos pedidos". 

Foto: Divulgação.

 

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