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Marcopolo demonstra seu leque de modelos de exportação

José Luiz Moraes Goes participou do Congresso Latino-americano

São Paulo –  José Luiz Moraes Goes, diretor de operações internacionais e comerciais da Marcopolo, revelou o planejamento de exportação da empresa a partir das suas duas fábricas instaladas no Brasil durante o 5º Congresso Latino-americano de Negócios do Setor Automotivo, realizado por AutoData. O primeiro passo para explorar novos mercados é a exportação do ônibus pronto para rodar, o que demanda baixo custo de investimento e serve para experimentar o mercado local, ao emprestar o veículo para testes dos clientes: “Normalmente é assim que começamos e conforme os negócios avançam, podemos tratar de nacionalizar alguns modelos”. 

Em mercados em que a empresa já está operando são adotadas outras alternativas. Uma delas é o PKD, o embarque da carroceria para ser acoplada em um chassi local, onde todas as conexões são feitas após o desembarque. Este sistema, segundo Goes, também tem baixo custo e favorece a questão dos impostos em alguns países.

Exportações em SKD e CKD também são usadas pela Marcopolo, mas nesses casos demandam um custo maior de mão de obra local.

Para o futuro da mobilidade no segmento de ônibus, que deverá ter uma matriz energética limpa, assim como em outros segmentos da indústria automotiva,  a Marcopolo aposta parte de suas fichas na eletrificação. A empresa terá três opções para atender às demandas: a primeira com o Attivi, ônibus nacional elétrico que está em início de produção, com trinta unidades sendo montadas, e também por meio de alianças estratégicas com empresas do setor e o fornecimento tradicional para montadoras parceiras no diesel, que são parceiras também na eletrificação.

Mas o futuro irá além da eletrificação, com outras opções como gás natural, biometano, híbrido flex como opção para diversos mercados. Por isto a empresa também possui veículos em testes com todas estas motorizações, preparando-se para atender a demandas de cada região com a solução mais adequada.

O hidrogênio também está no radar da Marcopolo, que montou sua primeira unidade na Colômbia e está realizando testes para tornar o projeto viável.

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