São Paulo – Manter o Brasil protagonista após o processo de transição energética pelo qual a indústria automotiva está passando é um dos objetivos do planejamento da Stellantis traçado para a região. A descarbonização na América Latina será mais lenta na comparação com os mercados europeu, estadunidense e chinês e, na companhia, terá início a partir do projeto BioHybrid, anunciado há alguns meses.
Antonio Filosa, COO da Stellantis para a região, disse em sua apresentação no Congresso Latino-americano de Negócios do Setor Automotivo, que os motores híbridos, que no Brasil serão combinados com flex, poderão ser vendidos nos demais mercados com gasolina: “O custo é baixo: é basicamente fazer uma nova calibração. Então eles podem ser facilmente exportados”.
Os planos indicam que o primeiro híbrido flex nacional, com conteúdo local e que busca cada vez mais por nacionalização, será produzido em 2024. Em paralelo segue o desenvolvimento da plataforma elétrica, prometida para 2030, também com alto índice de localização.
“Temos seis fábricas na América Latina, mais de 4 mil engenheiros trabalhando em nossos centros de desenvolvimento, diversos fornecedores como parceiros. Não vamos perder tudo isso: seguiremos investindo no Brasil, como sempre fizemos.”
O próprio sistema híbrido flex abre oportunidades para exportações para além da América Latina: Filosa disse que a Índia é um dos países interessados: “Nos enche de orgulho. É uma solução que atenderá a milhões de consumidores no Brasil e com potencial para alcançar outros milhões na Índia, um mercado cada vez mais crescente”.
Filosa adiantou, também, que o novo ciclo de investimentos da Stellantis deverá ser anunciado no fim do ano ou no início de 2024.























