“Strada e Argo eram mais presentes e constantes no ranking, e o Mobi chegou agora. No ano passado, quando tivemos o IPI reduzido temporariamente, houve um boom para o Mobi também”, afirmou Frederico Battaglia, vice-presidente da marca Fiat América do Sul.
No mês passado, de acordo com dados da Fenabrave, foram comercializados 12 mil 895 unidades da Strada, o que manteve a picape na liderança dos comerciais leves, mas a deixou na segunda posição do ranking geral, encostada no Volkswagen Polo, com 12 mil 940.
Battaglia lembrou que a iniciativa se estenderá até o fim de 2026. Embora tenha início em novembro o IPI Verde, capítulo do Mover, Programa de Mobilidade Verde e Inovação, que cobrará menor imposto de veículos que poluam menos e tenham mais etapas de industrialização no País, “a demanda cresceu de maneira surpreendente”:
“Veremos se continuará assim até o início de 2027, quando entrará em vigor a reforma tributária. Mas nós imaginamos que a tendência deva seguir na mesma linha.”
Sobre as regiões em que há tendência de adesão pelos veículos Battaglia apontou que as vendas deverão ser proporcionais ao mercado, sendo que São Paulo, representante da maior fatia, sente mais, seguida do Sul e do Nordeste. “Talvez o Centro-Oeste sinta menos, pois lá o mercado de picapes é mais pujante.”
Por ora ainda não é considerado um terceiro turno em Betim, MG, de onde saem os modelos de entrada: “A produção como um todo está bastante comprometida. Nossa fábrica roda em dois turnos cheios. Estamos com a capacidade produtiva em patamar interessante e agora, sentindo melhor a demanda, conseguimos remixar conforme ela se manifestar.”
IPI Verdeestimula híbridos leves da marca
Diante da proposta do IPI Verde, e do fato de que veículos híbridos flex terão descontos de impostos, Battaglia admitiu que a nova legislação acelera a chegada do híbrido para a linha de picapes, principalmente a Toro, sem pormenores.
“Começamos pelos SUVs, uma vez que os modelos que possuem versões híbridas da marca são Pulse e Fastback. Mas os próximos passos seguirão planejamento das marcas da Stellantis. A lógica implementada será a de mercado.”
Sobre se os híbridos fabricados localmente deverão seguir a tendência dos que já estão no mercado, os MHEV, o executivo disse que a tendência é a de que HEVs sejam comercializados por meio da marca chinesa parceira Leapmotor, por exemplo, e os híbridos leves pela Fiat.
“O elétrico puro, no momento, justifica pouco ter produção local. E os outros tipos de hibridização, se houver demanda diferente, tendencialmente chegarão antes.”