Emplacamentos de ônibus, apesar de concluídas as negociações do Caminho da Escola, ainda estão 10% acima de 2024
São Paulo – O difícil cenário econômico, que mantém no patamar de 15% ao ano a taxa básica de juros, somado à maior restrição de concessão de crédito frente ao aumento da inadimplência, contribui para acentuar a queda nas vendas de caminhões: de janeiro a agosto foram emplacados 72,2 mil veículos, 6,6% abaixo dos 77,4 mil do mesmo período de 2024.
Os dados foram divulgados pela Fenabrave na quarta-feira, 3. Ao longo do mês passado as vendas totalizaram 8,8 mil unidades, 21,7% menos do que em agosto de 2024, quando 11,2 mil foram comercializadas. Na comparação com os 10,4 mil caminhões emplacados em julho o recuo é de 15,7%.
Na avaliação do presidente da Fenabrave, Arcélio Júnior, os números refletem o crédito caro e a maior seletividade das empresas nos investimentos: “O agronegócio também não favorece este segmento, que reage quando as condições melhoram, e estão enfrentando desafios importantes neste ano”.
Embora no acumulado do ano os emplacamentos de ônibus estejam com saldo positivo, com 18,9 mil unidades, 10,1% acima de igual período de 2024, no mês passado as vendas recuaram. Foram comercializadas 2 mil unidades, 28,8% abaixo das 2,8 mil registradas em agosto de 2024 e 25,4% aquém das 2,7 mil de julho.
Segundo Arcélio Jr o bom resultado de janeiro a agosto mostra a retomada gradual em linhas urbanas e de fretamento, mas a redução do ritmo de crescimento, inclusive nas vendas diárias, deve-se às vendas já realizadas do programa Caminho da Escola:
“Isto já era previsível”.
Na ocasião da revisão das perspectivas, em julho, a Fenabrave optou por manter a expectativa de alta de 6% nas vendas de ônibus em 2025, somando 29,3 mil unidades.