São Paulo – Representantes da indústria brasileira fabricante de pneus têm reunião agendada com o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, para discutir o futuro do setor no País. Dentre os temas que serão levados ao governo está o aumento de 25% para 35% da tarifa de importação de pneus para carros de passeio, para tentar barrar a entrada de produtos asiáticos.
“São medidas de proteção adotadas pelos Estados Unidos, México e União Europeia”, afirmou Rodrigo Navarro, presidente da Anip, que representa o setor. Nos cálculos da entidade este ajuste teria impacto de apenas 0,005 ponto porcentual sobre o IPCA.
“Como temos alertado tem pneu importado chegando ao País com preço inferior ao custo da matéria prima no mercado internacional.”
Mas outros pontos estão na pauta, como o aperto na fiscalização das regras ambientais dos importadores – o setor alega que nem todas as empresas que importam pneus cumprem a regra de recolhimento de pneus inservíveis, o que a indústria brasileira faz e é superavitária.
A Anip pede também estabelecimento de LNA, Licenciamentos não Automáticos, com base em valores internacionalmente praticáveis, celeridade na análise e adoção de direito provisório nas investigações antidumping, estímulos às compras governamentais e a linhas de financiamento para pneus com conteúdo local significativo e que cumpram as leis ambientais, adoção pelo Brasil de medidas tarifárias alinhadas com outros países e implementação de política de estímulo à produção da borracha no Brasil, programa em estudo no governo.
“Somente com a adoção destas medidas será possível estabelecer bases mais justas de competição, impedindo a destruição do ecossistema produtivo de pneus no Brasil.”
De acordo com a Anip apenas 31% das vendas de pneus no primeiro quadrimestre, no Brasil, foram de produtos nacionais. É o menor patamar da série histórica do setor que, em 2019, detinha 69% de participação contra 31% dos importados.