Trabalho envolveu engenharia e design e fez uso de realidade virtual para criar o ferramental necessário para a chapa de aço
São Paulo – Primeiro veículo eletrificado produzido pela Volkswagen no Brasil a picape Tukan teve parte de seu visual, enfim, divulgado pela montadora no começo da semana. Chamou a atenção o nome estampado na tampa traseira – e as equipes de engenharia e design precisaram trabalhar muito para atender este desafio.
A chapa metálica traz o nome Tukan em uma área onde o design pede uma inversão de curvatura. O primeiro processo foi criar uma fonte exclusiva para as letras, desenvolvida para atender às exigências da estampagem. Quem definiu os parâmetros técnicos para profundidade, espessura e geometria das letras foi um software avançado de desenvolvimento.
O programa, por meio de simulações, garantiu que era possível manter o aço usado para a aplicação, garantindo a qualidade estética e física da tampa. Ferramenteiros experientes colaboraram para a construção e ajustes do ferramental que será usado na prensa.
Durante o desenvolvimento uma decisão importante precisou ser tomada: a tampa traseira foi bipartida e as duas partes unidas por solda a laser. Todo o trabalho envolveu muitas simulações e uso de realidade virtual.
O objetivo da VW foi reforçar a identidade da picape, que chega ao mercado para substituir a consagrada Saveiro e disputar espaço com competidores fortes, como Fiat Strada e Toro, Chevrolet Montana e as BYD Mako e Renault Niagara. No ano passado o segmento representou 18,7% das vendas do mercado brasileiro, somando 476,5 mil unidades.
A Tukan terá ao menos uma versão eletrificada e 76% das peças nacionais.