São Paulo – O mercado argentino encolheu 9,7% de janeiro a maio, ao totalizar 247,1 mil vendas no período. Somente em maio foram comercializados 49,9 mil veículos, 25,6% abaixo do mesmo mês em 2025 e 12,2% aquém de abril. Os dados são da Acara, entidade que reúne concessionários no país, e foram publicados pelo Autoblog.
A reação esperada para maio, diante da redução de preços após a retirada de alguns impostos, ainda não veio. Há um mês Acara e Adefa, que representa as montadoras, reuniram-se para analisar o mercado e emitiram comunicado recomendando que os consumidores esperassem pela queda no custo do 0KM.
Segundo reportagem do Autoblog até mesmo a Volkswagen, tida como a mais relutante entre as marcas para alterar para baixo os valores dos carros, reduziu os seus. Diante deste movimento o consumidor que não tem pressa para trocar de carro espera, ainda mais em cenário de redução da inflação.
Diante disso, é esperado que o mercado reaja no segundo semestre, quando o recuo da inflação deverá refletir taxas de juros mais amigáveis ao financiamento. A despeito do Toyota Hilux, modelo anticíclico no mercado argentino, o ranking de vendas já começou a demonstrar mudanças, com o SUV Ford Territory, importado da China, desbancando veículos tradicionalmente locais mais acessíveis.
Volkswagen segue na liderança
De janeiro a maio o Top 3 das marcas mais vendidas no país de automóveis e comerciais leves é liderado por Volkswagen, com 32,3 mil veículos, seguido de Toyota, com 31,7 mil, e Fiat, com 28,7 mil. Embora as posições sejam as mesmas do acumulado de 2025, as três montadoras reduziram suas vendas, respectivamente, em 28%, 28,7% e 19%.
Por modelo de automóveis o ranking é composto por Peugeot 208, com 10,3 mil unidades, Fiat Cronos, com 10,1 mil, e Ford Territory, com 8,9 mil. Quanto aos comerciais leves a Toyota Hilux tem 12,5 mil vendas, a Ford Ranger, 8,5 mil, e a Volkswagen Amarok, 6,8 mil.