São Paulo – Os trabalhadores da Volkswagen foram informados pelo CEO Oliver Blume que o plano de cortar 100 mil postos de trabalho até 2030 é real. Segundo a agência de notícias Bloomberg, um comunicado interno foi enviado aos funcionários alemães, que seriam os mais prejudicados com o planejamento. A empresa mantém mais de 650 mil empregados em todo o mundo, dos quais 280 mil em seu país-sede.
Contudo o CEO enfrenta muita resistência, inclusive interna, para dar sequência à reestruturação pretendida. Na semana passada sua proposta foi rejeitada por doze dos dezenove integrantes do Conselho de Supervisão do Grupo, que se reuniu em Wolfsburg.
O Conselho é formado metade por acionistas e metade por representantes dos trabalhadores. Dentre os acionistas está o Estado da Baixa Saxônia, sede do Grupo, que costuma votar contra as medidas de corte de empregos.
Até mesmo uma manobra que poderia tornar mais fácil a execução, a da criação de uma nova empresa somente com a marca Volkswagen, não foi aprovada. Criando esta empresa, e separando do Grupo que mantém também Audi, Seat, Skoda, Porsche, Lamborghini, Bentley e Bugatti, o foco poderia ficar na marca que vem sendo a menos lucrativa. Facilitaria a tomada de medidas drásticas, como as demissões em massa.
Redução da complexidade
As perspectivas com relação ao plano de Blume agora são incertas. Após a reunião o CEO apresentou metas como reduzir a complexidade da gama de produtos e concentrar a oferta em segmentos mais rentáveis do mercado. Oficialmente o CEO afirmou que “existem alternativas mais inteligentes do que fechar fábricas”, batendo na tecla da melhora nos custos, que chegou a 20% no último ano.
De toda forma, ele acrescentou que as fábricas que pretende fechar não chegaram ainda a uma equação que justifique a alocação de novos investimentos. Elas precisam ainda ser mais competitivas.















