São Paulo – Em um ano de operação no Brasil a Geely vendeu mais de 25 mil veículos. Foi o melhor início de uma marca chinesa nesta mais recente – e volumosa – onda de desembarques de novas marcas por aqui, segundo contou Alex Caetano, seu chefe de vendas e rede no País, à Agência AutoData.
Embora os planos desenhados projetassem um desempenho positivo os resultados, de certa forma, surpreenderam. Foi até preciso reavaliar o planejamento: a montagem local do EX2 teve que ser antecipada devido à forte demanda pelo hatch compacto elétrico, que em julho foi um dos dez mais vendidos do mercado. Ele entra nas linhas de São José dos Pinhais, PR, em operação CKD, até o fim do ano.

Tudo para evitar fila de espera. Caetano afirmou que hoje tudo está melhor sincronizado, ao contrário do que ocorreu no lançamento do EX2, que gerou espera de até quatro meses.
“E o cliente esperava. Hoje pode faltar uma versão ou cor, porque é operação de importação, mas temos disponibilidade.”
Passado o primeiro ano o balanço é considerado positivo por Caetano, apesar de haver ainda muito a melhorar: “Ter a Renault como parceira foi fundamental para o sucesso. Toda a estrutura de distribuição é Renault, que já conhece os grupos parceiros concessionários, tem o conhecimento e operação consolidada no pós-venda. Trouxe muita confiança, para ambos os lados e para o consumidor, que viu o selo Renault na operação Geely”.
Rede em expansão
São 43 concessionárias Geely e treze pontos de vendas em shopping centers, que são uma espécie de pré-concessionárias. Segundo Caetano estão presentes em cinquenta cidades de 24 estados, cobrindo em torno de 60% do mercado.
Não há um planejamento acelerado de crescimento: a Geely quer expandir com cuidado. “O nosso foco não é volume de lojas. Porque uma cidade pode ter três, quatro lojas. Nós focamos em cobertura territorial, e nosso foco é chegar a 90% do Brasil”.

O plano é o concessionário nomeado primeiro abrir uma loja em shopping center, para já iniciar as vendas, enquanto toca a obra física da concessionária, que precisa seguir todo um padrão global. Dependendo do tamanho da loja a obra pode durar mais de seis meses. O pós-venda pode ser feito em uma oficina parceira. Como há a parceria com a Renault os grupos têm onde fazer o serviço – embora as equipes sejam independentes.
Deste modo, observou o chefe de vendas e rede da Geely do Brasil, os concessionários ganham com mais vendas por ponto: “Nossa média hoje é de 150 carros vendidos por loja, por mês. Não tem igual no mercado brasileiro”.
Novidades para o segundo ano
O EX5 EM-i começa a ser produzido na fábrica de São José dos Pinhais nos próximos meses. Seu processo será mais completo, com estamparia, soldagem e pintura local, compartilhando a fábrica com modelos Renault.
O EX2, que avançou alguns passos, será feito com montagem de kits CKD na CVU, outra unidade do Complexo Ayrton Senna onde é produzida a Renault Master. Ele terá uma linha separada.

Caetano evitou referências mas garantiu que serão apresentados novos modelos: “Teremos mais produtos sim. Só posso dizer que são apaixonantes. A Geely tem um portfólio extenso na China, então temos muitas cartas na mesa. Agora vamos entender o mercado brasileiro e lançar os produtos certos na hora certa”.






















