São Paulo — A Scania obteve a certificação de seu chassi elétrico K230E 4×2 pela SPTrans. O modelo, com 13m20 de comprimento, capacidade para transportar 88 passageiros e autonomia de 250 quilômetros, foi lançado em 2024 e é montado na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, onde vem sendo usado em testes no transporte de funcionários.
“Agora começa o trabalho de comercialização do nosso primeiro puro-sangue elétrico, 100% Scania, no Brasil”, afirmou o presidente e CEO da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, durante a LatBus 2026.
Na esteira da validação, que chega ao mercado ao custo de R$ 3,5 milhões, a montadora decidiu ampliar o portfólio dos puro-sangue e apresentou seu segundo modelo a bateria, o K300 6×2, chassi de 15 metros com capacidade para 105 passageiros e autonomia de 250 quilômetros, que será vendido por R$ 3,2 milhões.
“O sistema modular nos permite oferecer maior gama de produtos. Por exemplo: um módulo dianteiro cabe em três módulos traseiros distintos, há muito compartilhamento de peças”, contou Podgorski, ao ressaltar que isto só é possível em parceria com a engenharia brasileira, composta por quatrocentos profissionais, a fim de adaptar os veículos ao Brasil.
“O caminho mais rápido do fracasso é fazer o copia e cola. Precisamos validar por aqui os projetos de engenharia da América do Norte, uma vez que 80% das rodovias não são pavimentadas e, o restante, tem manutenção sofrível. O país das valetas e lombadas requer adequação dos veículos antes de lançá-los.”
Na região há trinta elétricos
Hoje há cerca de trinta ônibus elétricos Scania em circulação na América Latina. Até o momento nenhum no Brasil.
Perguntado sobre o fato de a montadora realizar outro lançamento sem ter vendido nenhum o presidente e CEO da Scania Operações Comerciais, Eronildo Campos, conjecturou sobre a eletrificação.
“É preciso olhar rota, quilometragem diária, infraestrutura de carregamento e recarga, capacidade de energia disponível e viabilidade econômica. Nesta equação cada aplicação ou cada cidade tem uma realidade na tomada de decisão. Entendemos que no 6×2 conseguimos atender uma maior capacidade de transporte, até 105 passageiros, maior autonomia, com 250 quilômetros, e possibilidades de diferentes combinações de bateria, o que faz com que a solução se adeque a cada operação. Acreditamos que temos uma grande solução que pode ser aplicada em diferentes municípios, mas dependerá da equação que mencionei.”
Emanuel Perini, diretor de soluções de mobilidade na Scania Américas, afirmou que a Colômbia é um destino no qual vê muito potencial, uma vez que no país a montadora já tem presença consolidada com o gás.
“Os colombianos realizaram a transição energética de 2018 a 2019, com o objetivo de se prepararem para a eletrificação que exige investimento e planejamento de longo prazo, principalmente na distribuição de energia.”























