São Paulo — A Sany já emplacou 32 caminhões elétricos no Brasil este ano e trabalha com a meta de chegar a pelo menos cinquenta unidades até o fim do ano. Segundo Ricardo Jorge Jahn, gerente nacional de vendas varejo da Sany do Brasil, a comercialização do cavalo elétrico Sany 6×4 ocorre por meio de projetos específicos. Deste modo levam em conta rota, infraestrutura de recarga, volume transportado e retorno do investimento.
Em entrevista à Agência AutoData o executivo contou que a venda de um caminhão elétrico exige uma análise diferente da comercialização convencional de um veículo a diesel: “É um projeto, uma venda consultiva. Não é chegar e falar que quer comprar um cavalo elétrico. Temos que entender o projeto e o próprio cliente, o embarcado”.
Segundo ele o custo inicial do veículo é um dos fatores que exigem maior avaliação antes da aquisição.
“Depende também desta análise do projeto e da viabilidade financeira que também tem, porque o custo é alto. Tem que ver a questão da adoção, qual é o volume e qual será o retorno deste investimento.”
Mesmo com um ciclo de venda mais longo a Sany afirma que há novos negócios em andamento: “É uma venda que demora. O resultado é que até setembro já vendeu 32 caminhões e tem mais emplacando, mais vendas acontecendo.” A expectativa é encerrar 2026 com pelo menos cinquenta unidades: “Temos lotes chegando também”.
Fábrica em Campinas
A Sany também prepara a montagem de caminhões no Brasil, como já adiantou AutoData. A linha de montagem em Campinas, SP, está 90% concluída, segundo Jahn: “Traremos os caminhões em SKD para eles serem montados. Já montamos alguns veículos lá [em Campinas]”.
Os primeiros veículos montados em Campinas ainda não têm destino comercial. A fase atual é de preparação da operação, treinamento e ajustes da linha. A previsão é iniciar a montagem em maior escala: “Temos a meta de virar o ano já montando os caminhões aqui no Brasil em maior ritmo.”
Segundo Jahn a unidade também terá produção de caminhões basculantes elétricos: “Hoje ele é vendido com basculante, com a caçamba, e em Campinas nós o fabricaremos só no chassi. E aí o cliente escolherá a caçamba melhor, capacidade e fornecedor adequado”.
A capacidade instalada prevista para a linha é de até 1,5 mil caminhões por ano em um turno: “A capacidade real dependerá da demanda, para ajustar conforme o mercado”.























