Lamborghini alcança novo recorde com 10,7 mil veículos em 2025

São Paulo – A Automobili Lamborghini comercializou 10 mil 747 veículos em 2025, superando em 1% o desempenho do ano anterior e estabelecendo novo recorde. Em 2024 foram comercializadas 10 mil 687 unidades, que representaram avanço de 5,7% frente a 2023, quando, pela primeira vez na história da montadora de Sant’Agata Bolognese, Itália, foram entregues 10 mil unidades

A região da Europa, Oriente Médio e África continuou sendo seu o principal mercado, com 4 mil 650 veículos vendidos. Na sequência vieram as Américas, com 3 mil 347 unidades, e a Ásia-Pacífico, com 2 mil 750.

Federico Foschini, diretor de marketing e vendas afirmou que 2025 foi marcado por significativas turbulências geopolíticas e macroeconômicas, resultando em dinâmicas distintas nos mercados em que a empresa opera.

Os modelos que mais contribuíram para o resultado foram os que marcaram o início da sua fase de eletrificação, o Revuelto, primeiro superesportivo híbrido V12 HPEV da marca, e o Urus SE, versão híbrida plug-in do SUV, que já tinham puxado as vendas de 2024. 

Ram Dakota entra em pré-venda por R$ 290 mil

São Paulo – A Ram iniciou a pré-venda da Dakota, o que marca a sua chegada ao segmento de picapes médias. Serão 750 unidades disponíveis para reserva em todas as concessionárias Ram a partir das 9h00 da quarta-feira, 21, sendo 460 unidades da versão Warlock e 290 da Laramie, com preços de R$ 290 mil e R$ 310 mil.

As duas versões foram atrações da Ram no Salão do Automóvel 2025 e são equipadas com motor 2.2 turbodiesel de 200 cv, sempre com câmbio automático de oito marchas. A tração é 4×4 automática, mas também é possível selecionar o modo 4×2 e o 4×4 por meio de seletor.

A caçamba comporta 1,2 mil litros ou 1 mil quilos de carga e a lista de itens de série oferece faróis de led com projetores, faróis de neblina, lanternas de led, central multimídia com tela de 12,3 polegadas com conexão com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, sistema de navegação próprio, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas, carregador por indução com refrigeração e sistema de câmaras 540º.

Vendas de pneus nacionais caem 6% em 2025 

São Paulo – Os fabricantes nacionais de pneus comercializaram, ao longo do ano passado, 37,7 milhões de unidades de pneus no mercado brasileiro, queda de 5,8% na comparação com as 40 milhões de 2024. Os dados foram divulgados pela Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos.

A principal influência negativa veio das vendas para o segmento de reposição, que totalizaram 25,3 milhões de unidades, 7,5% abaixo das 27,3 milhões do ano anterior. O comércio para montadoras recuou 2,1%, para 12,4 milhões de unidades.

Na análise do presidente da Anip, Rodrigo Navarro, o cenário é produto do excesso de pneus vindos da Ásia: “As importações seguem afetando duramente a indústria nacional, com produtos que entram no País muitas vezes a valores abaixo do custo de produção, dentre outras inconformidades, como apontam investigações no âmbito do MDIC”.

A Anip aponta que este desequilíbrio estrutural derrubou a participação da indústria brasileira de pneus ao longo dos últimos anos. Em 2020 respondia por 73% das vendas no mercado doméstico e, em 2025, caiu para 41%.

Em pneus de passeio, principal fatia do mercado, as vendas dos 31,5 milhões de pneus produzidos no País registraram retração de 5,4%, pressionada por queda de 7,2% no mercado de reposição e de 1,8% nas vendas para montadoras. 

O mercado de pneus de carga também encerrou 2025 no vermelho. Foram comercializadas 6,1 milhões de unidades, 7,7% abaixo de 2024.  As vendas de 8,9 milhões de pneus para motocicletas no mercado de reposição recuaram 11,3% frente ao ano anterior.

“O Brasil tem mecanismos de investigação para tratar importações com dumping, mas tem processos muito demorados e custosos. Estamos trabalhando junto ao governo para termos medidas que assegurem de forma mais célere e eficaz uma competição justa, não só no quesito custo mas, também. no cumprimento de normas ambientais e de conformidade técnica.”

Segundo o presidente da Anip produtores de borracha natural estão avaliando mudar de atividade e, com isto, o Brasil pode perder capacidade de produção: “Somos um país de modal rodoviário. É fundamental termos um ecossistema produtivo pronto para atender à demanda. Demoramos décadas para construir cadeia produtiva completa de pneus no Brasil e agora estamos colocando todo este esforço em risco”.

Vendas de veículos crescem 7% na primeira quinzena

São Paulo – Nos onze primeiros dias úteis do ano foram emplacados 87,3 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. O resultado representa crescimento de 7,4% sobre a primeira quinzena de 2025, quando os licenciamentos somaram 81,3 mil unidades.

Na comparação com a primeira quinzena de dezembro, entretanto, o volume recuou 35%, o que preocupa os varejistas, segundo fonte ligada ao setor ouvida pela reportagem, apesar da sazonalidade. Na opinião das concessionárias a demanda está muito abaixo do esperado e os estoques estão crescendo.

A média diária chegou a quase 8 mil unidades, bem abaixo das 12,2 mil registradas na primeira quinzena de dezembro.

Ainda restam dez dias úteis para o mês que, mantido o ritmo, somaria 166,7 mil emplacamentos. Em janeiro de 2025 o volume licenciado foi de 171,2 mil veículos e, como usualmente a segunda metade do mês tem ritmo mais acelerado, a expectativa é de volume próximo ao registrado no primeiro mês do ano passado, que teve um dia útil a mais.

Abeifa espera crescimento e manutenção das regras

São Paulo – Está programado para julho o retorno dos 35% ao imposto de importação para veículos eletrificados, encerrando o cronograma estabelecido em 2023. É com este horizonte que as empresas associadas da Abeifa fizeram seu planejamento para 2026, quando projetam elevar em 5% suas vendas, para 145 mil unidades.

“Quando uma coisa está acertada, deve-se ser cumprida”, afirmou o presidente Marcelo Godoy em entrevista coletiva à imprensa para divulgar o balanço de 2025. “A instabilidade é terrível para o País e para nossas negociações com as matrizes.”

O desafio, de acordo com Godoy, será absorver este aumento de alíquota. Um estudo da Bright Consulting estima que os preços dos importados eletrificados poderão subir de 5% a 8%.

Mas as associadas da Abeifa trazem “modelos mais tecnológicos” e muitos lançamentos estão programados, segundo o presidente, que disse que apesar do cenário sombrio o clima é de otimismo. A projeção de crescimento, de 5%, maior que a do mercado em geral, que a Abeifa estima avançar 2% em 2026, para 2,6 milhões de automóveis e comerciais leves.

Balanço

No ano passado foram 133,3 mil unidades importadas emplacadas pelas associadas, o que representou 29,3% de crescimento sobre o resultado de 2024. Destes 129,1 mil foram eletrificados, avanço de 36%.

81,8% das vendas foram da BYD, que registrou 47% de crescimento no ano. A Volvo, com 12,6% de avanço, e a Porsche, com 11,8% de queda, completam o ranking.

Brasileiros desejam tecnologias para meio ambiente e saúde, aponta estudo da Bosch

São Paulo – A quinta edição do Bosch Tech Compass, estudo global da companhia que analisa as expectativas e as perspectivas sobre tecnologia dos consumidores, apontou que os brasileiros estão cada vez mais atentos à qualidade de vida e aos cuidados com o meio ambiente. De acordo com os dados publicados 59% dos entrevistados no Brasil esperam inovações tecnológicas ligadas à saúde pessoal e 42% tratam como prioridade as soluções sustentáveis nos próximos anos.

A tecnologia é vista como aliada direta do bem-estar e do equilíbrio mental. Dessa forma a expectativa dos entrevistados é por avanços que tornem os cuidados com a saúde mais acessíveis, assim como por soluções que ajudem a resolver os desafios climáticos previstos para os próximos anos. 

Os brasileiros sabem também que a burocracia é um entrave no País e, para 45% dos participantes do estudo, este será o maior desafio para que as tecnologias avancem nos próximos anos. A mão de obra qualificada também é um ponto que deverá dificultar os novos desenvolvimentos, de acordo com 35% dos participantes, sendo o segundo fator mais citado. 

Na próxima década 70% dos brasileiros entrevistados acreditam que a IA, inteligência artificial, será a tecnologia mais influente, mas 47% entendem que o avanço tecnológico deve ser progressivo, de forma que seja possível avaliar os seus impactos na sociedade antes da sua popularização.

A pesquisa entrevistou pessoas de outros seis países além do Brasil: China, França, Alemanha, Índia, Reino Unido e Estados Unidos. O total de entrevistados foi de 11 mil, dos quais 2 mil brasileiros.

Vendas do Grupo Renault crescem com impulso da demanda fora da Europa

São Paulo – As vendas do Grupo Renault somaram 2 milhões 337 mil unidades em 2025, avanço de 3,2% sobre 2024, enquanto o mercado global cresceu 1,6%. o aumento foi puxado pelo bom desempenho fora da Europa, onde houve crescimento de 11,7%, assim como pelo avanço das vendas de modelos eletrificados. 

Na América Latina, um dos mercados-chave para a Renault, as vendas cresceram 11,3% e o incremento só não foi maior porque no Brasil, seu mercado de maior volume na região, as vendas caíram 5,4%, somando 131,7 mil unidades, segundo dados da Fenabrave. Coreia do Sul e Marrocos, outros dois mercados importantes para a companhia fora da Europa, registraram avanço de 55,9% e 44,8%, respectivamente.

No caso das vendas globais de modelos eletrificados os híbridos chegaram a quase 400 mil unidades, volume 35,1% maior do que o comercializado em 2024, e os elétricos somaram 194 mil unidades, expansão de 76,7%%.

Toyota anuncia Ricardo Castellani como gerente geral de comunicação 

São Paulo – A Toyota anunciou Ricardo Castellani como seu novo gerente geral de comunicação. Responsável por projetos e atividades de comunicação corporativa da Toyota, Lexus, Gazoo Racing e Kinto ele se reportará diretamente ao preidente Evandro Maggio.

O responsável pela área era Roberto Braun, como diretor de comunicação, que agora passará a dedicar-se integralmente à presidência da Fundação Toyota do Brasil e continuará como porta-voz da empresa para temas ESG, em especial mobilidade sustentável.

Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e com especializações em comunicação pela Aberje/Eseg e PUC RS Castellani soma mais de duas décadas de experiência em comunicação corporativa e sustentabilidade, metade deste tempo no setor automotivo.

Anteriormente gerente sênior de comunicação da Novo Nordisk, o executivo passou por Whirlpool, Paranapanema e Magneti Marelli. 

Thomas Owsianski é o novo novo presidente da GM América do Sul

São Paulo – A General Motors anunciou seu substituto para o posto mais alto da operação na América do Sul: a partir de 1º de fevereiro o alemão Thomas Owsianski assume a presidência e a diretoria geral da companhia na região, em sucessão ao colombiano Santiago Chamorro, que deixa a empresa em 31 de janeiro para buscar novas oportunidades profissionais.

Owsianski ocupava o cargo de vice-presidente sênior de vendas da Volkswagen na Europa. Anteriormente, por quase quatro anos, exerceu a função de vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen na América do Sul, período em que viveu no Brasil.

Com mais de 27 anos de experiência no ramo o executivo desenvolveu intensa carreira internacional e ocupou cargos executivos na GM, incluindo funções na Opel, na Europa. Ele também chegou a presidir a Audi na China.

Owsianski ingressa na companhia em momento de investimentos relevantes em andamento, com a renovação e a expansão do portfólio e o avanço da eletrificação, a exemplo da montagem dos Chevrolet Spark e Captiva no Pace, Polo Automotivo do Ceará, em Horizonte, CE, pela Comexport. O projeto integra ciclo de R$ 7 bilhões de investimento no País.

Honda segue em busca de alcançar 100% dos reparos no recall dos airbags Takata

São Paulo – A Honda segue na busca de proprietários de modelos equipados com airbags Takata envolvidos no grande recall da década passada. Recentes parcerias foram fechadas com concessionárias e leiloeiros do Rio de Janeiro e com o Detran de São Paulo a fim de acessar veículos parados nos pátios do órgão.

Foram afetados pelo recall unidades do Civic produzidas de 2011 a 2015, do CR-V de 2002 a 2011, do Accord de 2003 a 2012, do Fit de 2004 a 2014 e do City de 2010 a 2014. Segundo a empresa no Brasil são 943 mil 461 veículos, para substituir 1 milhão 611 mil 781 airbags.

A Honda diz ter substituído 1 milhão 437 mil 543 unidades em 824 mil 85 mil automóveis. O nível de atendimento chegou a 94,4%, pois foram identificados 76 mil 667 airbags já sucateados, fora de circulação ou inacessíveis, por razão de roubo ou furto. A intenção da companhia é fazer a substituição do item nos 69 mil 87 automóveis com recall ainda pendente.

Os proprietários podem identificar se é necessário o reparo pelo site www.honda.com.br/recall.