Trabalhadores da General Motors afastam ameaça de greve em São José

São Paulo – Reunião realizada na quarta-feira, 22, pela General Motors com dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região pode ter sido a água fria que afastou a ameaça de greve, por meio de uma contra-oferta da empresa, que será apreciada por assembleia na troca dos turnos da quinta-feira, 23. Decididos a rejeitar a intenção da companhia, de reduzir valor preestabelecido de PLR, participação nos lucros e resultados, de R$ 20 mil 780, no acordo coletivo firmado no ano passado, os trabalhadores da fábrica de São José chegaram a aprovar aviso de greve em assembleia realizada na sexta-feira, 17.

O principal problema na proposta da montadora, segundo o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos, Renato Almeida, é a inclusão de metas de absenteísmo, consideradas inatingíveis pelos trabalhadores. Tal mudança poderia representar redução de cerca de R$ 2 mil no valor final a ser recebido.

“Durante conversa com a GM chegamos a praticamente os mesmos termos do acordo anterior”, disse Almeida, referindo-se ao fato de que, caso o porcentual coletivo de faltas, de 5% a 9,3%, não seja atingido ao longo deste ano, nenhum valor será pago por essa métrica coletivamente. Os empregados que estiverem dentro da meta, porém, receberão o valor correspondente a ela. E os recursos que deixarem de ser pagos aos que não alcançaram a meta serão distribuídos igualmente pelos que a atingirem. 

Almeida sustentou que não faz sentido reduzir o valor da PLR frente à demanda de absenteísmo em momento em que a montadora prevê aumentar seu volume de produção anual dos 46 mil de 2025 para 51,2 mil este ano. Saem das linhas em São José dos Campos os modelos Chevrolet S10 e Trailblazer.

Sobre o pleito anterior de abertura de PDV, programa de demissão voluntária, assunto que mobilizou a categoria há exatos dois meses, quando iniciativa foi aplicada em outra fábrica da montadora, em São Caetano do Sul, SP, o sindicalista relatou que a empresa disse que não está previsto em um primeiro momento. Hoje operam na produção dos dois modelos, e também na de motores e transmissões, cerca de 3,2 mil profissionais, em dois turnos.

Scania projeta crescer 15% no pós-venda com e-commerce e plano de entrada

São Bernardo do Campo, SP — A Scania projeta crescer 15% no pós-venda no Brasil em 2026, sustentando seus planos em um cenário de pressão sobre o setor de transporte. Para impulsionar este avanço a montadora aposta em novas frentes, como o lançamento de e-commerce de peças, a criação de plano de manutenção de entrada e a ampliação da base de veículos conectados no País.

De acordo com Fernando Valiate, diretor de Serviços da Operação Comercial da Scania, a expansão esperada envolve todo o território nacional e considera tanto a ampliação de canais quanto a recuperação de clientes que hoje estão fora da rede: “Quando falamos em crescer 15% nos referimos a peças e lubrificantes. Isto abrange todo o volume de serviços gerado no País e planos para aumentar este alcance”.

A leitura da empresa é que o contexto econômico marcado por juros elevados, incertezas e pressão de custos, especialmente com combustível, tem alterado o comportamento dos transportadores: em vez de investirem na renovação da frota muitos passam a olhar com mais rigor para o custo operacional, o que abre espaço para soluções de pós-venda: “Em cenários de incerteza o cliente primeiro corta investimento e depois começa a buscar redução de custos. Em alguns casos pode até postergar manutenção, o que não é bom para ninguém”.

Novos canais e captura de demanda fora da rede

Para sustentar o crescimento a Scania aposta na ampliação dos canais de venda. Um dos principais movimentos é o lançamento de um e-commerce de peças, que passa a funcionar como mais uma via de acesso ao cliente, ao lado do balcão e das oficinas. A plataforma permite que o cliente compre online dentro do ecossistema das concessionárias: “É um novo canal que contribui diretamente para essa meta de crescimento”.

Outro foco está em capturar clientes que realizam manutenções fora da rede autorizada, especialmente aqueles que fazem apenas serviços básicos, como troca de óleo e filtros.

ProStart mira base da pirâmide

Neste cenário a montadora lançou o ProStart, novo plano de manutenção de entrada dentro do portfólio Scania Pro. A proposta é atrair esse perfil de cliente, oferecendo um pacote mais básico, mas integrado. Embora o contrato inclua peças, lubrificantes e mão de obra a receita direta da montadora segue concentrada nos dois primeiros itens, uma vez que a mão de obra é faturada pelas concessionárias.

A lógica é aumentar a previsibilidade de custos para o transportador e evitar a postergação de serviços: “Com o contrato conseguimos participar da gestão da manutenção e preservar o valor de revenda do veículo”.

Conectividade

Outro pilar da estratégia é o uso intensivo de dados. A marca atingiu 100 mil veículos conectados no Brasil, o que permite desenvolver soluções mais dedicadas e aumentar a eficiência operacional das frotas. Segundo a empresa esta base já se traduz em cerca de 17 mil clientes utilizando ferramentas de gestão, como o portal MyScania, que integra dados de operação, manutenção e desempenho.

Com base nessas informações a Scania afirma ter conseguido revisar planos de manutenção e reduzir em até 47% as paradas inesperadas dos veículos.

Além disso ferramentas como o Scania Fit indicam potenciais de economia de combustível, que podem chegar a 6,8% em algumas operações, reforçando o argumento de redução de custos como vetor de vendas no pós-venda.

Crescer 15% “já é desafiador”

Apesar do conjunto de iniciativas a empresa reconhece que o cenário limita avanços mais agressivos: “Claro que sempre pode crescer mais, mas crescer 15% já não é simples”.

O plano, segundo Valiate, está baseado em consistência operacional, ganho de produtividade nas concessionárias e expansão do portfólio, e não em uma aposta de melhora macroeconômica no curto prazo.

Na prática o pós-venda se torna uma espécie de amortecedor para a queda na venda de veículos novos. Mas, segundo o executivo, isto não significa crescimento automático: “Não é porque o cliente deixa de comprar um caminhão que ele vai investir mais em manutenção. Ele pode simplesmente adiar decisões”.

Alex Nucci deixa a Scania após 22 anos

São Bernardo do Campo, SP — O executivo Alex Nucci, diretor de vendas da Scania Operações Comerciais do Brasil, deixou a companhia após 22 anos de trabalho. Até o momento a montadora ainda não anunciou seu sucessor. De maneira interina assume Eronildo Santos, recentemente anunciado como novo diretor geral a partir de 1º de maio no lugar de Simone Montagna, que também saiu da empresa depois de 25 anos.

Ao longo de sua trajetória na Scania Nucci foi gerente de vendas, diretor de vendas do Scania Banco e diretor de vendas da Scania Operações Comerciais do Brasil. A saída foi comunicada pelo próprio executivo em publicação nas redes sociais. “Na semana passada encerrei um ciclo de 22 anos na Scania. Foi uma jornada de muito aprendizado, superação e, acima de tudo, grandes amizades.”

Ele relembrou passagens por diferentes áreas da companhia, incluindo a operação em concessionária no Tocantins, atendimento a grandes contas e a liderança mais recente na área de vendas de soluções. “Deixo um agradecimento especial às equipes que tive a grata oportunidade de liderar. Aos colegas da rede de concessionários e aos clientes que acreditaram no nosso trabalho: vocês foram fundamentais para as entregas de valor que construímos juntos.”

Nucci não explicitou seus próximos passos e afirmou que seguirá para “novos desafios e oportunidades”. A Scania apenas confirmou sua saída, sem indicar um sucessor ao posto do executivo.

Setor de autopeças debate impactos de cenário global em evento da Abipeças

São Paulo — Em meio a cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, mudanças nas cadeias produtivas e pressão por descarbonização o setor de autopeças brasileiro deve discutir seus principais desafios e oportunidades em um evento promovido pela Abipeças. O Conexão Abipeças será realizado em 20 de maio, de forma on-line e gratuita.

A iniciativa ocorre em um momento de transformações relevantes para a cadeia automotiva, que enfrenta desde a reorganização do comércio global até a aceleração das rotas tecnológicas e os impactos econômicos de conflitos internacionais, como a guerra movida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.

A programação inclui palestra do embaixador Rubens Barbosa e apresentação sobre renovação de frota com Margarete Gandini, diretora do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Média e Alta Complexidade do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O evento também contará com dois painéis. O primeiro abordará oportunidades para o Brasil diante das novas rotas tecnológicas, com participação de presidente da Anfavea, Igor Calvet, e da consultora Letícia Costa. Já o segundo será dedicado ao mercado de reposição, com apresentação inédita de resultados de pesquisa da McKinsey & Company.

Segundo a entidade o objetivo é promover “debate sobre como montadoras, fabricantes de autopeças e o aftermarket podem se adaptar a um ambiente de maior complexidade e incertezas, mantendo competitividade e capacidade de investimento”.

O Conexão Abipeças será realizado das 8h30 às 11h30, com inscrições abertas ao público aqui.

Audi premia concessionárias com melhores resultados 

São Paulo – A Audi reconheceu 24 vencedores, concessionários e funcionários de sua rede, durante a premiação Audi Awards 2025, realizada no Palácio Tangará, em São Paulo, em 13 de abril. Eles foram destacados em onze categorias pelo reconhecimento promovido pela montadora há mais de dez anos.

Como critério foram considerados os resultados gerados por cada concessionário ao longo do ano passado nas áreas de vendas, pós-vendas, marketing, qualidade e ESG. A partir de então cada um desses parâmetros passou a constituir uma categoria própria e, no caso de vendas e pós-vendas, também foram criadas subcategorias, ampliando o reconhecimento da complexidade dessas frentes junto aos funcionários da rede.

A proposta do novo Audi Awards é reconhecer, de forma mais ampla, cada frente de trabalho e as pessoas que contribuem para os resultados construídos no dia a dia. Tal reconhecimento ganha forma em premiações que vão desde viagens nacionais até experiências internacionais na matriz, além de comodatos de veículos por um ano. Segundo a Audi este conjunto é o que sustenta o principal reconhecimento da noite: o Audi Dealer Awards, que contempla o desempenho integrado em todos os critérios avaliados.

Confira os vencedores das categorias do Audi Award 2025:

Dealers Awards

Grupo P: Audi Uberlândia

Grupo M: Audi Ribeirão Preto

Grupo G: Audi Alto da XV


Dealer Awards ESG

Grupo P: empate da Audi Joinville com a Audi Maringá

Grupo M: Audi Londrina

Grupo G: Audi Alphaville


Vendas

Audi Ribeirão Preto


Pós-Vendas

Audi Uberlândia


Marketing

Audi Uberlândia


Qualidade

Audi Uberlândia


Gerente do ano (Venda de veículos novos)

Grupo P: Geonaldo Arroxelas, Audi Maceió

Grupo M: Renato Catita, Audi Ribeirão Preto

Grupo G: Afonso Hauser, Audi Alto da XV


Gerente do ano (Venda de veículos usados)

Grupo P: Sandro Lúcio, Audi Uberlândia

Grupo M: Eduardo Pinelo, Audi Campo Grande

Grupo G: Danielle Teixeira, Audi Belo Horizonte


After Sales Challenge – Gerentes de Pós-Vendas

Grupo A: Michel Grigoletto, Audi Alto da XV

Grupo B: Leonardo Terra, Audi Londrina

Grupo C: Emerson Mato, Audi Uberlândia


Premium Service – Consultor técnico

Grupo A: Denis Luiz, Audi Alphaville

Grupo B: Rafael Valente, Audi Blumenau

Grupo C: Debora Albuquerque, Audi Belém


Finance and Insurance e Audi Genuine Accessories – Consultor de Acessórios

Grupo A: Emmelyn Prado, Audi Alto da XV

Grupo B: Thaynara Cavalheri, Audi Londrina

Grupo C: Leandra Cavalini, Audi Rio Preto

Chevrolet Sonic é apresentado no Brasil

São Paulo – A General Motors escolheu o Brasil para apresentar, globalmente, o Chevrolet Sonic, reforçando a relevância do modelo como principal lançamento da marca na América do Sul em 2026. As vendas do SUV cupê, que ocupa o espaço que vai do Onix Activ ao Tracker no portfólio da marca, começam em maio.

O novo carro, cuja produção se concentra na fábrica da GM em Gravataí, RS, chega para disputar o maior segmento do mercado nacional, com quase um quarto de participação da marca. 

A fabricante contou que o Sonic foi desenvolvido integralmente em ambiente virtual. Nasceu de processo impulsionado por inteligência artificial que otimizou o trabalho conjunto de engenheiros e designers desde as etapas iniciais, refinando proporções e superfícies da carroceria de forma integrada – método permite que decisões estruturais e estéticas evoluam com maior precisão.

Conforme a GM o projeto introduz no universo dos compactos nova proposta de SUV cupê ao incorporar dinâmica veicular elaborada, presença visual forte e nível de pormenores antes observado apenas em veículos de categorias superiores.

Idealizado na América do Sul e criado para acompanhar as novas necessidades do mercado local durante seu desenvolvimento o Sonic foi submetido a diversas clínicas com consumidores, em momentos distintos do projeto. Isto porque, partindo de referências como o Chevrolet Equinox EV, o projeto propõe leitura alinhada a ambiente urbano cada vez mais orientado por tecnologia e, ao mesmo tempo, às expectativas de clientes que buscam diferenciação para expressar sua personalidade.

O carro se destacou principalmente com aqueles de espírito jovial, que valorizam produtos com design inovador para expressar sua personalidade marcante, em linha com um estilo de vida urbano e conectado, informou a montadora. Grupo para o qual o veículo deixa de ser apenas meio de transporte e passa a funcionar como um código de pertencimento, no qual a silhueta de SUV cupê, a atitude mais imponente e a riqueza de pormenores do produto assumem papel central.

O Sonic estreia a gravata atualizada da Chevrolet, mais horizontalizada e com aplicação em preto. Sua opção iluminada é um dos mais de setenta acessórios pensados para o carro. E, independentemente da versão de acabamento, são pretos os emblemas com o nome do veículo e o que caracteriza a motorização turbo.

Embora derive de arquitetura modular global da GM o modelo adota proporções próprias: comprimento de 4m23, largura de 1m77 e altura de 1m53. O plano é fazer com que o inédito SUV cupê da Chevrolet torne-se referência dentro do segmento em aproveitamento de espaço interno, ergonomia e prazer ao dirigir.

Com imagens divulgadas da versão RS o lançamento oficial à imprensa é aguardado para 7 de maio.

Mais investimentos no horizonte

São Paulo – A capa de AutoData de abril retrata a inauguração da duplicação da fábrica do Grupo Caoa em Anápolis, GO, que reflete um dos muitos ciclos de investimentos bilionários da indústria que começam a tomar forma, mas também simboliza novos programas anunciados no primeiro trimestre do ano.

Investimentos no horizonte

A começar pelo próprio Grupo Caoa, que esgotou seu plano de R$ 3 bilhões dois anos antes do previsto e, embalado pela boa resposta do mercado brasileiro aos seus carros produzidos em Goiás, anunciou mais R$ 5 bilhões, até 2028, para produzir mais carros da Changan em sua fábrica.

Já a Stellantis confirmou a abertura de nova linha de produção em Goiana, GO, para montar os SUVs eletrificados C10 e B10 da sócia Leapmotor, com planos de nacionalização que inclui a adoção de um motor flex no sistema híbrido REEV dos carros.

Dentro de seu plano de investimento no Brasil a Changan já fechou acordo para montar, a partir de 2027, até 50 mil veículos por ano na fábrica da brasileira HPE em Catalão, GO.

Com a confiança de que o combalido mercado de veículos pesados deve melhorar nos próximos anos a Iveco levantou R$ 1 bilhão com a Invest Minas. Os recursos serão investidos, até 2028, para modernizar processos da planta de Sete Lagoas, MG, e desenvolver novos caminhões e ônibus.

Ônibus em rota de queda

A revista de abril também analisa os recentes movimentos do mercado de ônibus no País. Juros altos desestimulam a renovação de frotas e os atrasos na licitação do Caminho da Escola puxaram para baixo as vendas, que podem cair até 10% este ano.

Experiências com hidrogênio

Projetos de geração de hidrogênio para reduzir emissões de CO2 estão ganhando corpo em todo o mundo e também em solo brasileiro. AutoData conferiu de perto essa tendência em duas experiências que combinam mobilidade elétrica com hidrogênio. No campus da USP, em São Paulo, começou a funcionar uma usina piloto que extrai H2 do etanol para abastecer veículos elétricos alimentados por células de combustível, cedidos por Hyundai, Toyota e Marcopolo. Em Brasília, DF, um eletrolisador instalado pela Neoenergia abastecerá, com H2 da água 100% livre de carbono, modelos Honda CR-V e:FCEV em testes.

Megatendências 2026

Reportagem completa aborda os temas discutidos durante o Congresso AutoData Megatendências 2026, realizado no último 6 de abril, reunindo cerca de 350 executivos e consultores do setor automotivo nacional e internacional.

Importações de valor no From The Top

A entrevista From The Top deste mês é com Marcelo Godoy, recém-reeleito presidente da Abeifa, associação que reúne os importadores de veículos e também alguns fabricantes. Na conversa – o videocast pode ser assistido na íntegra no canal de AutoData no YouTube – o executivo fala sobre a atuação da entidade e sobre sua importância para ajudar novas marcas de veículos a se instalarem.

Lançamentos

Também estão nas páginas desta edição os mais importantes lançamentos do último mês: Caoa Changan Uni-T, Leapmotor B10, GAC GS3, Jeep Renegade e Commander com sistema híbrido leve flex de 48V e a nova geração do Volkswagen Tiguan.

Estas e outras reportagens podem ser lidas gratuitamente na revista digital de abril, no vira-página on-line (aqui) ou baixando o arquivo PDF (aqui). Agradecemos sua leitura e já começamos a preparar a edição de maio.

Grupo Chery tem interesse na fábrica da JLR em Itatiaia

Pequim, China — A fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia, RJ, é uma das opções do Grupo Chery para iniciar a produção de veículos de suas marcas internacionais. Segundo informação do jornalista Jorge Moraes, da CNN Brasil, a Jaguar fechou a venda da operação fluminense para a Chery, que produzirá ali modelos Omoda e Jaecoo. A Omoda Jaecoo não comentou as informações. Afirmou  ainda estar negociando a produção no Brasil, que está confirmada mas ainda decisão final. 

Os veículos Chery continuam sendo produzidos em Anápolis, GO, em parceria com a Caoa. Ainda existe outra marca do grupo com veículos à venda no País, a Jetour, que também sinalizou intenção de fabricação local.

O grupo chinês é proprietário, em parceria com a Caoa, de uma unidade produtiva em Jacareí, SP, que está parada há quase quatro anos. Foi a primeira planta automotiva de marca com origem na China inaugurada no Brasil, em 2014. Três anos depois foi firmada a parceria, que incluiu a posse da fábrica. 

A Jaguar Land Rover também não comenta o assunto. Afirmou, em nota, que “continua focada nas operações de produção, comercial e de serviços para os clientes no País”.

Em Itatiaia são produzidos o Discovery Sport e o Land Rover Evoque. Inaugurada em 2016 tem capacidade para produzir 24 mil veículos/ano.

Pacote de R$ 15 bilhões do governo inclui setor automotivo

São Paulo – O setor automotivo foi incluído nos segmentos elegíveis para acessar os R$ 15 bilhões adicionais do Plano Brasil Soberano. O programa do governo federal é dedicado a apoiar empresas exportadoras em meio a um cenário externo mais adverso. A portaria que regulamenta o acesso aos recursos foi publicada na quarta-feira, 15, de forma conjunta pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério da Fazenda.

O texto estabelece critérios que favorecem setores considerados estratégicos e de maior intensidade tecnológica, além daqueles que vêm enfrentando restrições para exportar. Dentre os casos citados estão empresas impactadas por medidas tarifárias dos Estados Unidos e por dificuldades logísticas e comerciais associadas ao cenário no Oriente Médio, que têm afetado embarques para regiões como o Golfo.

Além do automotivo o pacote abrange indústrias como química e farmacêutica, eletrônicos, equipamentos de informática, aeronáutica, máquinas e equipamentos industriais, cadeias ligadas a borracha, plásticos, têxteis e minerais estratégicos.

Os recursos virão do superávit do Fundo de Garantia à Exportação, mecanismo tradicionalmente utilizado para apoiar operações externas de empresas brasileiras. As condições financeiras, incluindo taxas de juros, ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional em reunião prevista para os próximos dias.

De acordo com a medida provisória que criou o programa as empresas poderão usar os recursos para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação ou adaptação de produtos.

Vendas crescem 3% na primeira quinzena de abril

São Paulo – Os emplacamentos nos onze primeiros dias úteis de abril somaram 121,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, de acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. O volume cresceu 3,3% com relação à primeira quinzena do mês passado, que já havia registrado forte ritmo.

Com relação à primeira metade de abril do ano passado, 106,6 mil veículos, o mercado avançou 14%.

Estão computados os emplacamentos até a quinta-feira, 16. Abril terá 21 dias úteis, um a menos do que março, que registrou 269,4 mil unidades. Mantido o ritmo da primeira quinzena abril registraria 243 mil emplacamentos – mas é comum a velocidade aumentar nos últimos dias.

Na quinzena a BYD ficou à frente da Toyota, atrás apenas de Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Hyundai. Outra novidade no Top 10 é a Caoa Chery, que superou a Nissan.

Por modelos a liderança ficou com a Strada, 7,6 mil unidades. Completam o pódio o Hyundai Creta, 3,9 mil, e o Volkswagen Polo, 3,8 mil.