Fabricantes de ônibus ligam alerta, mas creem em crescimento

São Paulo – Após o tombo de 2020 a indústria de ônibus acredita em retorno ao crescimento em 2021. Participaram do primeiro dia do Fórum AutoData Veículos Comerciais, realizado em ambiente virtual na terça-feira, 1º, Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing da Mercedes-Benz do Brasil, Jorge Carrer, gerente executivo de vendas de ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus, e Paulo Arabian, diretor comercial da Volvo Buses no Brasil, e indicaram alta moderada – algo em torno de 10% a 15%.

Fabus projeta produção de ônibus 10% maior em 2021

São Paulo — O setor de ônibus esperava crescimento de produção de até 15% de 2019 a 2020, algo que tornou-se distante com a pandemia e todos seus efeitos no turismo e no transporte público, principais catalisadores de negócios dessa indústria. Até setembro a queda acumulada nas linhas foi de 27% na comparação com o desempenho nos nove meses do ano passado.

Novidades Ford para 2021 são importadas

São Paulo – Das quatro novidades antecipadas pela Ford para o mercado brasileiro em 2021 nenhuma terá produção local. O ansiado SUV Bronco, sucesso mesmo antes de chegar aos consumidores estadunidense, foi confirmado e deverá vir do México, o Mustang Mach 1 é produzido nos Estados Unidos, a versão Black da picape Ranger sai das linhas de Pacheco, na Argentina, e a linha Transit será montada em parceria com a Nordex, no Uruguai.

Ford anuncia investimento de US$ 580 milhões na Argentina

São Paulo – Em reunião com o presidente da Argentina, Alberto Férnandez, o presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters – por teleconferência –, e Ford Argentina, Martín Galdeano, anunciaram na terça-feira, 1º, investimento de US$ 580 milhões na fábrica de Pacheco para produzir a nova geração da picape Ranger. Em torno de 30% deste valor será aplicado em localização de peças, disse Watters em apresentação a jornalistas.

Novembro tem o melhor desempenho do ano e mercado se aproxima dos 2 milhões

São Paulo – As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram em novembro 225 mil unidades, o melhor resultado mensal para 2020. Segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData o volume de vendas superou em 4,6% os 215 mil veículos vendidos em outubro, que era o recorde mensal de 2020. Na comparação com novembro de 2019, 242,3 mil veículos, o resultado foi 7,1% inferior.

Abeifa pede ao governo a redução do imposto de importação

São Paulo – A Abeifa, associação que representa importadores de veículos, encaminhou à Secretaria Especial de Comércio e Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia um ofício solicitando a redução do imposto de importação dos atuais 35% para 20%. A ideia é compensar, em parte, a valorização do dólar ante o real desde o começo do ano.

Projeções da Anfavea para caminhões deverão ser superadas

São Paulo — Aquecimento de setores como o do agronegócio e o das entregas urbanas deve aumentar as vendas de caminhões ainda este ano. De acordo com Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea, que participou na terça-feira, 1º, do Fórum AutoData Veículos Comerciais, por meio online, as vendas realizadas em novembro apresentaram comportamento de alta superior ao ritmo dos meses anteriores.

Oferta de veículos para locação deverá dobrar no curto prazo

São Paulo – As locadoras de veículos calculam que a oferta de carros disponíveis para locação deverá dobrar no curto prazo. Dados da Abla, apresentados pela Movida em evento online a investidores, apontam que a frota das empresas de locação saltará de 997 milhões de unidades em 2019 para mais de 2 milhões de veículos em dois a três anos.

Bolha, demanda represada: o cenário é de incertezas.

São Paulo – A retomada das vendas e da produção de veículos no Brasil ainda é questionada por Marcelo Martini, gestor da divisão automotiva da Fuchs. O executivo da fornecedora multinacional de lubrificantes pondera que é possível estarmos dentro de uma bolha, colhendo resultados de demanda represada do começo da pandemia de covid-19, quando as concessionárias e fábricas fecharam as portas para conter o avanço do novo coronavírus.