Mercedes-Benz volta a operar na Argentina

São Paulo — A fábrica da Mercedes-Benz instalada no bairro de Virrey del Pino, em Buenos Aires, voltou a produzir na terça-feira, 26, após ficar mais de 65 dias paralisada em função das medidas de proteção à pandemia da covid-19. Na unidade são fabricados os modelos comerciais Sprinter e chassis do caminhão Accelo. Segundo o site Autoblog o governo daquele país aprovou o protocolo de segurança e higiene apresentado pela montadora. 

 

A M-B, assim, se insere na lista de empresas que retomaram a produção na Argentina. A FCA voltou a produzir em em Córdoba em 20 de maio. A Renault, que também mantém produção em Córdoba, voltou a operar na mesma data, assim como a Ford, em Pacheco. A Honda, em Campana, retomou em 14 de maio.

 

Antes a Scania voltou a produzir transmissões em Tucumán em 27 de abril, a Toyota, em Zárate, voltou aos trabalhos em 18 de maio, a Volkswagen retomou a produção de transmissões em Córdoba em 29 de abril e a produção de veículos, em Pacheco, recomeçou em 18 de maio.

 

Seguem paradas as linhas de General Motors, Iveco, Nissan e PSA.

 

Foto: Divulgação.

Receita da Marcopolo cresce no trimestre

Caxias do Sul, RS – A Marcopolo fechou o primeiro trimestre do ano com receita líquida consolidada de R$ 919,4 milhões, crescimento de 2,3% com relação aos R$ 898,6 milhões do mesmo período de 2019. No total foram comercializadas 3 mil 77 unidades, recuo de 1,3%. O lucro líquido diminuiu 60,3%, para R$ 10,7 milhões. A produção total, no Brasil e no Exterior, foi de 3 mil 441 carrocerias de ônibus, 2,7% abaixo do mesmo período do ano passado.

 

Destaque para o aumento de 14,2% nos negócios no mercado brasileiro, que consolidaram R$ 469,6 milhões, com a venda de 2 mil 212 unidades, alta de 3,8%. A participação na receita total foi de 51,1%. As exportações a partir do Brasil cederam 27,7%, para 648 unidades, e renderam R$ 213,9 milhões, recuo de 19,4%.

 

As controladas no Exterior venderam 484 unidades, recuo de 5%, mas tiveram alta de 6,3% na receita, que chegou a R$ 235,9 milhões. Na China a receita caiu 69% e, na Austrália, 7,2%. No México, mesmo com queda nas unidades vendidas, houve alta de 12% no valor, e na África do Sul de 8,8%. Na Argentina a Metalsur, incorporada no terceiro trimestre do ano passado, gerou R$ 14 milhões de receita, com a venda de 26 unidades.

 

Com adesão de prefeituras acima do esperado a Marcopolo vislumbra no programa federal Caminho da Escola uma das possibilidades para sustentar volumes de produção saudáveis até o fim do ano, considerando as dificuldades que ainda perdurarão em razão da pandemia do novo coronavírus. Na teleconferência ao mercado, na manhã da terça-feira, 26, o CEO James Bellini destacou que a empresa se habilitou ao fornecimento de 4,8 mil unidades e já recebeu pedidos para 4 mil.

 

O gerente de planejamento e de relações com investidores, Eduardo Frederico Willrich, acrescentou que a empresa deve elevar o ritmo de produção destes produtos para entregas ao longo do segundo semestre: “O ritmo de adesão das prefeituras está melhor do que o imaginado”, reforçou. No trimestre a companhia entregou 623 unidades vinculadas ao programa, sendo 259 micros, 318 urbanos e 46 modelos Volare.

 

Outra expectativa positiva vem do mercado externo, especificamente da África. Bellini observou que negociações iniciadas no ano passado estão sendo consolidadas, devendo resultar em pedidos no curto prazo. Também surgem sinais da Argentina, onde clientes demonstram interesse pela compra de novos veículos diante do receio de perda de poder de compra no futuro pela desvalorização do peso frente ao dólar: “Isto, no entanto, dependerá de quanto e quando o governo flexibilizará as restrições impostas no país”.

 

Diante dos cenários atuais ele avaliou que as exportações devem ter desempenho melhor do que o mercado interno no fechamento do ano, mesmo que os demais países estejam em situação parecida com a do Brasil.

 

No mercado interno as incertezas seguem tanto no segmento de rodoviários quanto no de urbanos. James Bellini argumentou que nos rodoviários a situação está mais complicada, porque a maioria das frotas está parada diante da retração da demanda. Além disso a ocupação das viagens está limitada a 50% da capacidade. Como forma de auxiliar aos clientes a Marcopolo está investindo em ações de biossegurança para garantir aumento no número de passageiros: “Se formos bem sucedidos naturalmente haverá este retorno, com impacto na nossa produção”.

 

Nas operações de fretamento os problemas estão praticamente contornados, com uso de 85% da frota. Bellini lembrou que o baque inicial foi relevante, mas com o retorno parcial das atividades econômicas a frota voltou a operar: “É importante para a nossa marca, que tem boa visibilidade neste segmento. Temos esperança de novos pedidos no médio prazo”. O transporte coletivo urbano sentiu os efeitos da pandemia, com a redução das frotas em circulação em diversas cidades importantes do País, e a retomada está diretamente alinhada com a flexibilização das restrições pelos governos estaduais e municipais.

 

Fabricante faz ajustes na capacidade produtiva — A diretoria da Marcopolo também confirmou que acelerará programa, já em andamento, de adequação das bases de ativos, ajustando o nível da capacidade com a nova demanda do mercado. Dentre as medidas está a desativação, já em fase final, da unidade Planalto, em Caxias do Sul, e a verticalização da produção de partes na fábrica de São Mateus, no Espírito Santo. De acordo com José Antônio Valiatti, CFO e diretor de relações com investidores, a empresa aproveitará o atual momento de baixa da atividade para concluir este processo. Em paralelo a Marcopolo trabalha em medidas de contenção de custos e preservação do caixa, reduzindo ao máximo as despesas não obrigatórias. Dentre as principais medidas estão restrição de investimentos, cancelamento de novas etapas do programa de distribuição de proventos, renegociação de prazos de pagamento e atenção nas contas a receber e na cobrança. Os estoques de produtos prontos e de matéria-prima também estão sendo adequados à nova realidade de mercado.

 

Com exceção da planta de São Mateus, que atua com 100% da sua capacidade, as operações de Caxias do Sul e Duque de Caxias, RJ, usam apenas 50% do quadro. Os colaboradores dispensados estão, em geral, com o contrato de trabalho suspenso e deverão ingressar em um regime de revezamento, voltando ao trabalho em junho, e alternando com quem hoje está trabalhando normalmente. Todos os colaboradores, incluindo diretoria e a mão de obra administrativa e comercial, fazem parte do rodízio, que pode se estender até o fim de agosto. O CEO James Bellini confirmou que os administradores e integrantes dos conselhos Administrativo e Fiscal tiveram suas remunerações reduzidas em 50%.

 

Foto: Divulgação.

VWCO fecha seu maior negócio no Paraguai

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus entregou 126 caminhões no Paraguai. Os Delivery 13.180, já em operação, estão sendo usados na distribuição de bebidas.

 

Os veículos foram comprados pela Fadel, uma das maiores distribuidoras de bebidas do Paraguai, que também atua no Brasil. Nas operações locais a empresa já usava o Delivery 13.180, um dos fatores que motivou a aquisição. 

 

Foto: Divulgação.

Fiat divulga trailer de documentário sobre o 500 elétrico

São Paulo — A Fiat divulgou trailer do documentário One-Shot, que mostrará a criação de três versões, únicas, do novo Fiat 500 elétricas, desenvolvidas em parceria com as marcas Bvlgari, Giorgio Armani e Kartell.

 

As versões exclusivas celebram a chegada do primeiro modelo 100% elétrico da FCA. Elas serão leiloadas e sua renda será revertida para organizações ambientais ligadas ao ator Leonado Di Caprio, um dos entusiastas da versão elétrica do 500.

 

O documentário será lançado ainda esta semana. Para ver o trailer basta clicar aqui.

Honda produz seu último automóvel na Argentina

São Paulo – A Honda produziu a última unidade do HR-V na fábrica de Campana, Argentina, na sexta-feira, 22, segundo o site local Autoblog, parceiro da AutoData. O último HR-V argentino saiu das linhas de produção pintado de branco, com listras azuis e o sol na lateral, fazendo menção à bandeira do país.

 

A Honda foi a primeira montadora de automóveis a reabrir a fábrica na Argentina após paralisação por causa da covid-19 e, poucos dias depois, encerrou sua produção local para focar na fabricação de motocicletas, decisão divulgada no ano passado

 

A fábrica de Campana produziu automóveis de 2015 a 2020, começando pelo City, que também foi o primeiro a ter a produção paralisada e transferida para o Brasil. No Caso do HR-V o mercado local será abastecido com unidades importadas do México. 

 

Foto: Autoblog.

Hyundai manterá turno único em Piracicaba até o fim de junho

São Paulo – A Hyundai decidiu, após acordo com o sindicato local dos metalúrgicos, prorrogar a suspensão do contrato de trabalho dos funcionários de dois turnos de sua fábrica de Piracicaba, SP, mantendo a produção dos modelos da família HB20 e do SUV Creta, que foi retomada na quarta-feira, 13, em turno único. Segundo comunicado divulgado pela companhia a medida tem como objetivo proteger os trabalhadores, atender às determinações de isolamento social e adequar os estoques ao ritmo do mercado.

 

Os trabalhadores em lay off receberão o mesmo salário líquido, sem redução: o benefício pago pelo governo federal por meio da MP 936 será complementado pela Hyundai. A previsão é a de que os dois turnos retornem em 26 de junho.

 

A fábrica voltou a operar, em 13 de maio, com o primeiro turno, para atender a demandas das vendas online e para abastecer concessionárias de cidades onde a abertura das lojas é permitida. As linhas de Piracicaba ficaram paradas por quase dois meses, de 20 de março a 13 de maio.

 

Foto: Divulgação.

Para o pós-pandemia, Schiemer sugere reformas e renovação de frota

São Paulo – A reunião do presidente da República, Jair Bolsonaro, com governadores na quinta-feira, 21, deixou mais esperançoso o presidente da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer. Ele, que vinha criticando a falta de ações coordenadas das diversas esferas do governo, classificou como “ótimo sinal” a iniciativa.

 

Schiemer foi o entrevistado do Webcon AutoData, série de entrevistas em vídeo com líderes do setor automotivo. Além de falar do mercado de caminhões, do retorno da produção da Mercedes-Benz e do setor de ônibus, o executivo deu sugestões para ajudar a retomada do Brasil quando a fase de isolamento social passar e a crise do coronavírus cessar: avanço das reformas tributária e administrativa, investimentos em saneamento básico e, mais direto ao setor de caminhões, um programa de renovação de frota.

 

 

 

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Pirelli volta a produzir na Bahia e na Argentina

São Paulo – Duas fábricas da Pirelli voltaram a produzir, com capacidade reduzida, na sexta-feira, 22. Com o retorno da produção em Feira de Santana, BA, e Merlo, na Argentina, todas as unidades produtivas da companhia na região estão operando, com uma série de medidas que visam a contenção da disseminação da covid-19. Segundo a Pirelli “a capacidade produtiva está dimensionada para a atual demanda de mercado”.

Feriado adia retorno das fábricas paulistas da Volkswagen

São Paulo – O feriado decretado pelo governo do Estado de São Paulo na segunda-feira, 25, adiou por um dia o retorno da produção nas fábricas paulistas da Volkswagen. Em comunicado a companhia confirmou o reinício das atividades na fábrica de São Carlos, que produz motores, para a terça-feira, 26, e retorno parcial da produção de veículos na Anchieta, em São Bernardo do Campo, e em Taubaté.

 

A produção de motores em São Carlos será retomada de forma gradual, inicialmente com dois turnos. O presidente Pablo Di Si disse que a prioridade “neste primeiro momento é o abastecimento dos mercados externos, como a exportação dos motores 1.4 TSI para o México, bem como a produção de motores para nossa unidade em São José dos Pinhais”.

 

Segundo a empresa Anchieta e Taubaté retornam completamente em 1º de junho – apenas algumas áreas voltam agora. A produção do T-Cross em São José dos Pinhais, PR, foi retomada em 18 de maio.

 

Mais de oitenta regras e medidas foram adotadas nas unidades para o retorno, que prioriza “a saúde e segurança dos empregados”. Di Si disse que a experiência em outras unidades do Grupo Volkswagen no mundo servem como aprendizado neste momento: “Este reinício está sendo um grande aprendizado para todos nós. Começamos com a fábrica de São José dos Pinhais na semana anterior e tudo vem ocorrendo da forma planejada. Os empregados entenderam a importância da implementação das medidas e estamos retomando aos poucos a produção. Tenho a certeza que o mesmo vai ocorrer nas demais fábricas que temos no Brasil”.

 

Pablo Di Si será entrevistado na live AutoData, marcada para as 16h00 de 26 de maio.

 

Foto: Divulgação.